
Após um certo suspense por parte da Audi na divulgação de informações do A1 e-tron, a versão elétrica do promissor minicompacto do fabricante alemão (conforme QUATRO RODAS já adiantou aqui), finalmente o mundo tem a chance de conhecer um pouco mais sobre esse conceito ecologicamente correto.
Assim como o Chevrolet Volt, o A1 e-tron utiliza uma arquitetura elétrica em sua concepção. A grande novidade fica por conta do tipo de motor a combustão escolhido para a geração de eletricidade quando as baterias ficam sem carga. É o compacto Wankel, que fica acomodado sob os bancos traseiros.
O propulsor elétrico do Audi A1 e-tron gera uma potência de 61 cv e pesa apenas 149,7 kg. Há picos de potência que podem chegar até a 102 cv e que duram até 10 segundos. As baterias são de lítio e possuem a capacidade de 12 quilowatts-hora, o que, segundo o fabricante, fornece cerca de 48,2 quilômetros de autonomia. O motor e o sistema elétrico ficam localizados na frente do veículo, onde o motor de combustão interna de um A1 convencional, normalmente, seria encontrado.
No caso do A1 e-tron, o pequeno motor Wankel, cujo formato lembra um barril, pesa apenas 69,8 kg e desloca meros 254 centímetros cúbicos de volume em seu rotor interno. Rodando a constantes 5.000 rpm, o motor rotativo eleva a autonomia do A1 e-tron para 209 quilômetros. Por que não mais? A razão é o diminuto tanque de combustível, que comporta apenas 14,4 litros.
A título de curiosidade histórica, o primeiro carro com motor rotativo Wankel a ser produzido em série foi apresentado pela NSU, uma antiga montadora alemã, em 1964. Tratava-se do Wankelspider. A NSU, fundada em 1873, foi adquirida depois pela Volkswagen, que então a fundiu com a Auto Union, culminando posteriormente no que é hoje a Audi.

