
A futura geração de carros híbridos já terá baterias de Li-ion. E, se os japoneses da Toyota saíram na frente com o Prius, em 1997, equipado com baterias NiCd, agora será a vez de os alemães da Mercedes apresentarem a nova tecnologia, a bordo do modelo S 400 BlueTec, que estréia em 2009.
As baterias de íons de lítio são vistas como a chave para o sucesso dos veículos híbridos por oferecer maior capacidade de armazenamento e uma densidade de energia (quantidade de elétrons em uma mesma região) três vezes maior que uma de NiCd.
Mas qual teria sido a causa da defasagem que houve entre as baterias usadas na telefonia e as empregadas na indústria automobilística? Isso ocorreu por dois fatores primordiais: o custo elevado e a instabilidade química. Há uma década, as baterias Li-ion apresentavam o risco de explosão enquanto eram recarregadas.
Outro problema que teve de ser resolvido foi o controle da elevada temperatura das baterias. A Mercedes-Benz adotou uma solução simples e muito engenhosa ao aproveitar o sistema de ar-condicionado do S 400 BlueTec para o resfriamento do compartimento de baterias Li-ion.
A General Motors também acelera o desenvolvimento de seus modelos com tecnologia Li-ion. Em parceria com a japonesa Hitachi, a montadora norte-americana deve colocar no mercado a partir de 2010, já como modelos 2011, uma nova safra de híbridos: Saturn Aura, Cadillac CTS, Chevrolet Camaro e Corvette.
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Os modelos híbridos atuais têm dois motores: um elétrico, que trabalha nas arrancadas e nas baixas velocidades, e um a combustão, acionado em altas velocidades. Suas baterias são recarregadas em uma fonte externa e também aproveitam a energia gerada durante as reduções de marcha e desacelerações do motor convencional. Já o Volt (foto), projeto da GM, é movido apenas pela força de um motor elétrico e tem um motor a combustão (1 litro, três cilindros com turbocompressor) com a única função de recarregar as baterias de Li-ion.
MOVIDOS A PILHA

1996 - GM EV1
Carro elétrico de dois lugares com 533 kg de baterias de NiCd. Aerodinâmico, seu Cx (0,19) era 25% menor que a média. Com 102 kW, tinha autonomia de 120 km - depois chegou a 240 km.

1997 - Toyota Prius I
Primeiro híbrido produzido em massa, oferecia cinco lugares. Usava dois motores, um a gasolina 1.5 de 58 cv e um elétrico de 30 kW. As baterias de NiCd pesavam 57 kg e tinham 288 volts.

1999 - Honda Insight
Outro híbrido, dispunha de dois lugares e dois motores: um 1.0 de 67 cv e outro elétrico de 10 kW, que operavam em conjunto. As baterias NiCd de 21 kg tinham 114 volts.

2003 - Honda Civic Hybrid
Atraiu pelo tamanho: era um sedã de cinco lugares com câmbio CVT. Tinha motor a gasolina 1.3 e elétrico de 15 kW, empurrado por 28 kg de baterias NiCd de 156 volts.

2004 - Prius II
Ele era maior, mais leve e aerodinâmico que a geração anterior. Sua receita: um motor a gasolina 1.5 de 76 cv e outro elétrico de 33 kW. Os 45 kg de baterias NiCd chegam aos 500 volts.





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