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Reportagens | Novas Tecnologias
Automático
Dezembro 2006

Automático "popular"

Novo câmbio entrega tecnologia de F-1 a preço baixo

Por André Ciasca | Ilustração: Marcos Aurélio
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Em 1989, o piloto Nigel Mansell estreou em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, sua Ferrari número 27 com o primeiro câmbio acionado por borboletas atrás do volante. A novidade foi um sucesso e, em três anos, todas as equipes adotaram sistemas semelhantes. Passados oito anos, o câmbio mecânico controlado eletronicamente estreou na ruas com a Ferrari F 355 F-1. Depois, vieram os sedãs da Alfa Romeo e da BMW. E, há cinco anos, o câmbio robotizado virou equipamento de carro básico na Renault, na Fiat e na chinesa Chery.

"Prevemos a chegada do câmbio nos carros brasileiros da linha 2008", diz Eduardo Campos, engenheiro da Magneti Marelli e responsável pelo desenvimento do equipamento no país. O custo de produção é o grande trunfo desse sistema chamado FreeChoice: cerca de 50% menor que o do automático. "Mas o valor passado ao consumidor depende da montadora", explica Campos. Na Itália, a Fiat cobra cerca de 900 euros pelo FreeChoice e 2 000 euros por um automático tradicional.

Na prática, o novo câmbio atua exatamente como um sistema automático. A diferença está no funcionamento. Eliminam-se todos os cabos, suportes e alavancas, que darão lugar a um módulo eletrônico e a um sistema de acionamento hidráulico.

Segundo a Marelli, o câmbio robotizado proporciona uma redução de consumo que pode chegar ao máximo de 10% em relação ao automático. Outra vantagem é que o sistema pode ser usado no modo seqüencial: empurre a alavanca para a frente e o sistema sobe uma marcha. Para trás, ele reduz.


Câmbio Robotizado

Quem decide a hora de trocar a marcha é a (1) central eletrônica, que recebe constantemente informações dos sensores de (2) posição da embreagem, (3) posição e seleção de marcha e (4) posição de engate. A função da central é reger perfeitamente o sistema, abrindo a embreagem, engatando a marcha, fechando a embreagem, dosando o torque e permitindo a reaceleração. Quando o mototor alcança a rotação e velocidade determinadas, a central aciona o (5) atuador de embreagem, ligado à (6) bomba elétrica,que envia o óleo do reservatório ao (7) acumulador de pressão, responsável por manter a pressão do sistema hidráulico e reduzir o acionamento da bomba, prolongando sua vida útil. O óleo percorre duas mangueiras. Uma vai levá-lo até (8) o atuador de engate. A outra faz a pressão do óleo acionar (9) atuador de seleção de marchae o (10) eixo de controle. Tudo isso levará em média 90 milissegundos. A média do motorista comum é 600 a 700 milissegundos e nos carros de Fórmula 1 é de 60, desempenho que os desenvolvedores do FreeChoice para carros em série pretendem alcançar até 2010.



Consumo
Segundo a Marelli, o câmbio robotizado FreeChoice reduz o consumo de combustível em todos os ciclos:
Rodoviário: 4,6%
Urbano: 7,4%
Misto: 5,3%


Câmbio Automático convencional

A maior diferença entre o câmbio automático e o sistema automático robotizado está na existência do (1) conversor de torque, que faz as vezes da embreagem, transmitindo a força do motor para a (2) caixa de marchas. O conversor de torque bombeia fluido hidráulico o tempo todo utilizando parte da potência do motor. Como efeito colateral, esse sistema acarreta maiores perdas de potência e também aumento do consumo de combustível. Alguns câmbios automáticos contam com dispositivo para bloquear o conversor, normalmente aplicado nas duas últimas marchas, o que torna esses equipamentos ainda mais caros.