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Como usar o 13º na compra de um carro novo
Novembro 2010

Como usar o 13º na compra de um carro novo

O 13º salário aquece o mercado e ofertas surgem por todo lado. Mas todo cuidado é pouco na hora de usar seu dinheiro extra para trocar de carro

Por Marcio Ishikawa | ilustração: Glauco Diógenes
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A chegada do 13º salário deixa um dinheiro extra nas contas bancárias de muitos brasileiros - e boa parte deles opta por usá-lo para trocar de carro. Exatamente por isso, a movimentação no mercado de carros, novos e usados, aumenta muito nessa época do ano, fazendo pipocar ofertas e promoções supostamente irrecusáveis. Mas nem tudo que reluz é ouro. É preciso ter atenção para não ficar com um mico na mão ou mesmo jogar dinheiro fora.

O mercado de carros zero-quilômetro apresenta três situações nesta época do ano: modelos 2010/2010, 2010/2011 e 2011/2011. De acordo com Vitor Meizikas Filho, diretor técnico de pesquisas da Molicar, empresa especializada na pesquisa de preços e tendências no mercado automotivo, os modelos 2010 apresentam características peculiares que pedem muita atenção.

No caso de modelos 2010/2010, os lojistas costumam oferecer descontos para limpar os estoques. Mas, antes de se animar com o desconto, o consumidor deve pesquisar se o veículo escolhido não passará por uma restilização no próximo ano. Caso isso aconteça, sua depreciação será grande e muito provavelmente não compensará o desconto oferecido.

Há ainda modelos que acabaram de sofrer alguma mudança e que por isso são vendidos com descontos maiores. É o que ocorre, por exemplo, com a Chevrolet Montana, Kia Picanto ou com o Fiat Stilo e Renault Mégane, cujas chegadas do Bravo e do Fluence, respectivamente, irão aposentá-los.
No entanto, segundo Meizikas, é melhor não se empolgar demais: "Você comprou barato, mas também irá vender barato mais à frente", explica. "O negócio só vale a pena se o desconto chegar perto de 20%, para compensar a depreciação que certamente acontecerá".

Vale, ainda, a velha receita da pesquisa e negociação. O consultor de finanças Alexandre Lignos, da Consultoria IGF, lembra que os maiores interessados em limpar os estoques são os lojistas. "Os vendedores sempre vão dizer que há vários interessados ou que aquela é a última unidade disponível", diz. "Não caia nessa conversa. E a velha recomendação de pesquisar exaustivamente é mais atual do que nunca."

Em carros modelo 2010/2011, a regra é a mesma, mas vale atentar para dois outros fatores. Primeiro, em relação aos modelos 2011/2011, você terá uma pequena vantagem na hora de pagamento do IPVA do ano que vem, já que pagará o tributo de um modelo 2010, sempre mais em conta que os 2011.

Lignos lembra que os melhores negócios devem aparecer após o Carnaval, quando a demanda volta a cair, para arrematar um carro ano/modelo 2011. “Se você viu e gostou de um carro no mês de dezembro, espere um pouco para comprá-lo. Em março vão surgir mais e melhores oportunidades”, disse. 

Como pagar - Até agora vimos como selecionar e escolher as melhores oportunidades que brotam no mercado nesta época do ano. Mas, mesmo que encontre um modelo que o agrade e que seja um bom negócio, não baixe a guarda. É hora de analisar as melhores opções para pagar pelo seu carro novo.

Segundo Lignos, o ideal é que se faça um planejamento de longo prazo, guardando dinheiro aos poucos num investimento, para conseguir efetuar o pagamento à vista. Além de não pagar juros, o consumidor ganha rendimentos com as aplicações, conseguindo comprar o bem em um período menor que o de um financiamento. Isso, no entanto, requer muita disciplina para aplicar, todo mês, o valor predeterminado - e poucas pessoas conseguem realizar esse tipo de projeto.

A opção preferida atualmente pela maioria dos consumidores é a do financiamento. A recomendação geral de todos os especialistas é limitar o financiamento a 36 meses, no máximo. E, nesse caso, as recomendações básicas indicadas pelo consultor da IGF são:

• Não comprometer mais de 30% do rendimento líquido familiar. Se houver outra dívida - por exemplo, o parcelamento de um imóvel -, é preciso encaixar os dois financiamentos nesse teto. Se você não tiver filhos, e sobrar um bom dinheiro, já contando com o fundo emergencial, o valor comprometido pode chegar a 40, 45% do salário. Mas é bom deixar um fundo de emergência para despesas extras, já que você terá gastos a mais, como combustível, manutenção, estacionamento, IPVA e seguro.

• O número de prestações deve ser o menor possível. Se o valor não atingir o teto do seu rendimento, é recomendável reduzir o número de parcelas. Assim, você pagará menos juros.

• Dar uma boa entrada e financiar o menor valor possível. E nisso seu 13º salário, junto com o carro que você já possui, irá ajudar muito.

• Pouca gente se dá conta, mas as taxas de juros são negociáveis. Diante disso - mais uma vez -, é indispensável pesquisar. Não só em várias lojas e bancos, em relação ao mesmo modelo, mas também verificar preços e vantagens de marcas e modelos diferentes, para não deixar passar alguma boa oportunidade. Deve-se também levar em consideração os valores do seguro, que podem variar de acordo com seu perfil e tornar um modelo mais atraente que o outro.

Por fim, Lignos dá algumas recomendações práticas na hora de sair para pesquisar os carros. "Evite levar filhos ou amigos, que acabam influenciando o lado emocional", afirma, dizendo que é preciso, nesse momento, exercitar o lado racional e controlar o consumismo. "Mesmo diante de uma oportunidade que lhe pareça boa, não haja impulsivamente. Conte até dez, volte para casa e faça os cálculos antes de fechar negócio". Usar ferramentas de busca e comparar preços pela internet é uma boa opção também.

 


DÚVIDAS

JURO ZERO - Às vezes, anúncios vendem um modelo que pode ser financiado com "juro zero". Lignos afirma que, geralmente, os juros estão camuflados, pois o mesmo modelo, à vista, é vendido com desconto. Para ser juro zero, o valor financiado tem que ser igual ao valor à vista.

INVESTIR OU FINANCIAR? - Com alguns fundos de investimento rendendo cerca de 20% ao ano, muitas vezes surge a dúvida se não vale a pena financiar o carro e aplicar o dinheiro, em vez de pagar à vista. Segundo o consultor, o ideal é pagar o carro a vista para ficar com o bem pago. Com a economia de hoje não existe rendimento de investimento que seja maior que taxas de juros.

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>> GUIA DE COMPRAS: dicas para comprar um carro novo ou usado e para vender o seu veículo

 






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