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REPORTAGENS
Saiba mais sobre o Citroën AirCross
Abril 2010

Saiba mais sobre o Citroën AirCross

O carro chega para enveredar pelos caminhos de Idea Adventure e EcoSport

Por Marcelo Moura
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Em março de 2009, era um Citroën C3 aumentado à custa de recortes e rebites na lataria, fotografado pelo leitor Alex Tango. A mula foi trocada por um C3 Picasso francês coberto de disfarces, que flagramos em agosto de 2009, e no mês passado conseguimos uma imagem do modelo nacional de porta aberta e com parte do estepe aparecendo na tampa traseira. Agora essas imagens não deixam dúvida: a versão aventureira do nosso C3 Picasso está pronta.

Seu nome definitivo está registrado no INPI desde 2008: “Air-cross”. Esse batismo diz muito sobre os planos da Citroën. A primeira intenção é identificar o Aircross como um carro à parte, mais que uma simples decoração em cima do C3 Picasso, que também será vendido aqui. Os dois modelos sairão da fábrica da PSA em Porto Real (RJ) e compartilham mais de 70% dos componentes. Mas terão diferenças profundas, a ponto de estarem em fases de desenvolvimento distintas. O C3 Picasso “urbano” ainda não está pronto, ficará para o começo do ano que vem e deverá usar o Salão do Automóvel como clínica final. Não se surpreenda se ganhar o nome Air Lounge, emprestado de um carro-conceito francês.

O fornecimento de peças para o Aircross ganha ritmo de produção em julho e, assim, ele chegará às lojas do fim de agosto para o início de setembro. O preço ficará entre 55 000 e 65000 reais, mesma faixa de Idea Adventure, EcoSport Freestyle, Kia Soul, Fit e o que mais vier. O foco é aberto porque o Aircross tenta conciliar detalhes associados ao requinte, como os retrovisores cromados, a elementos próprios do universo aventureiro – o estepe pendurado na traseira é o mais visível deles.

A Citroën repete o sistema inaugurado pelo Idea Adventure e copiado pelo novo CrossFox: suporte de estepe fixado na altura do para-choque, com trava elétrica. Para chegar até o porta-malas (com capacidade de 500 litros), aperte o gatilho do suporte (igual ao do CrossFox), gire a peça para o lado esquerdo e levante a tampa. A roda de liga leve é bastante vazada, deixando à mostra o braço de sustentação. Dá para ver que o acabamento dele é caprichado. Faltam parafusos antifurto no estepe, mas o carro de produção deve ter.

A novidade do Aircross é que o braço é curto – o estepe fica mais para a esquerda, quando o normal é ficar centralizado. Isso cria um molho visual, força menos a fixação do suporte (porque o centro de gravidade fica mais próximo do ponto de sustentação) e traz mais segurança em batidas por trás – porque o estepe tende a empurrar uma área mais reforçada que o meio da tampa traseira. Pode ser uma forma de atender às normas europeias de crash, embora o Aircross seja um modelo exclusivo para a América Latina. É tudo diferente do modelo europeu, até as lanternas: a deles tem duas divisões, enquanto a nossa tem três. A placa fica numa moldura prateada e, abaixo, fica a inscrição “Citroën” em baixo relevo. No rodapé do para-choque temos sensores de estacionamento e um aplique prateado que, pelas fotos, parece um falso escapamento de plástico. O para-choque da cor do carro segue a trilha aventureira discreta, no caminho do novo CrossFox.

A lateral tenta unir os dois mundos opostos. Os pneus são de uso misto, modelo Pirelli 205/60 R16 Scorpion, e a suspensão parece mais alta que a do C3 Picasso original. Arcos de plástico preto sobre os para-lamas, mais o rodapé que sugere um estribo, protegem a lataria de leves riscos. Por outro lado, retrovisores e maçanetas têm acabamento cromado – que arranharia no mato se esse carro frequentasse alguma trilha... O rack de teto é interessante: nasce no capô e disfarça a coluna A, que é bem estreita. O Aircross tem visão panorâmica mas, em vez de usar vidro bolha, tem um para-brisa em três peças.

Os faróis dianteiros são iguais aos do C3 Picasso europeu, mas o nosso carro tem cara própria. O Aircross tem grade dianteira e ela é uma moldura que tem no meio o logotipo da Citroën. É a nova identidade visual da marca, apresentada pelo DS3 – que virá importado para o Brasil no ano que vem. É natural: o C3 Picasso foi apresentado em 2008, e algumas soluções de estilo dele já estão ultrapassadas dentro da empresa. Nosso modelo aproveita que está nascendo agora para nascer atualizado.

Não temos imagens do interior, mas fizemos um retrato falado com base em descrições de funcionários ligados ao desenvolvimento da Citroën. Já tinha separado uma cabine de C3 Picasso francês, como ponto de partida, quando fui surpreendido pelo informante: “O ponto de partida é a nova geração do C3, irmão do DS3”. Quadro de instrumentos, volante, console, painel com uma faixa de plástico brilhante que lembra as teclas de piano... tudo vem do modelo que foi apresentado no Salão de Frankfurt no fim de 2009. A diferença está nas saídas de ventilação redondas, que vieram do nosso C3 e ocupam um espaço que, na Europa, é dedicado à tela de cristal líquido da navegação por satélite. Orientação, no nosso modelo, virá de três reloginhos no alto do painel: bússola e inclinômetros, tal qual a linha Fiat Adventure.

O C3 Picasso europeu tem um cardápio de comodidades variado, com banco dianteiro que dobra feito canivete (permitindo a quem vai atrás esticar as pernas por cima dele), banco traseiro deslizante (como no Fox) e lanterna, que recarrega enquanto fica encaixada no porta-malas. Esse carro, embora seja claramente um modelo topo de linha, não deve ter isso tudo. A versão familiar e versátil será a outra, tanto que só ela terá opção de câmbio automático. Esse Aircross tem o papel de chamar atenção pelo estilo inusitado – e isso, finalmente dá para ver, ele cumpre bem.

 



ELE VEM ASSIM

 



- Retrovisores cromados. Não há repetidores de pisca nem neles, nem nos para-lamas dianteiros.
- O para-brisa panorâmico, tipo bolha, lembra carros americanos dos anos 50. Ele é formado por três partes de vidro – e a união delas, no modelo brasileiro, é coberta pelo prolongamento do rack de teto.
- O motor é o 1.6 16V flex usado no Xsara Picasso. Rende, com álcool, 113 cv a 5600 rpm e 15,8 mkgf de torque a 4000 rpm. Não há, por enquanto, opção 1.4 8V.
- A grade dianteira é exclusiva do modelo brasileiro (o francês só tem as tomadas de ar do para-choque). O desenho segue o novo padrão da Citroën: uma moldura cromada de volta inteira, sem interrupção, da qual o duplo “V” invertido faz parte. Nos novos C3 e DS3 é assim. Mas, curiosamente, o Aircross não adota o novo logotipo da marca, com quinas arredondadas.
- O aplique de plástico cinza sugere um chapão de proteção sob o carro. Feito para cumprir a norma europeia de crash-test, o Aircross não tem quebra-mato.
- Pneus de uso misto, Pirelli Scorpion, de medida 205/60 R16. A tração é dianteira e não há sistema Locker.
- Os faróis são iguais aos do modelo francês, com foco principal rodeado pelos projetores do pisca e da lanterna.
- Os faróis de neblina saltados para além dos contornos da carroceria ampliam visualmente o carro. E podem ser danificados em acidentes de garagem.

 

 



ELE VAI ASSIM

 



- A lanterna tem o formato da original francesa, mas com três divisões (em vez de duas) e lente transparente.
- O abrigo da placa, de plástico prateado, continua a imagem do suporte do estepe.
- O conjunto de lanternas no para-choque abriga a luz de neblina traseira, os refletores e, só do lado direito, a luz de ré. Abaixo há uma falsa tomada de ar.
- Dois sensores de estacionamento no para-choque.
- A barra de plástico prateado sugere dois canos de escape estilizados. Lembra o Fiat Stilo.
- Suspensão traseira por barra de torção. O Aircross parece mais elevado que o C3 Picasso francês.
- Molduras nos para-lamas e um falso estribo protegem a lataria de pequenos esbarrões.
- Para destravar o suporte do estepe, aperte o gatilho integrado à empunhadura.
- A roda de liga leve, bastante vazada, deixa ver o suporte quase inteiro. Falta uma porca especial para proteger o estepe da cobiça alheia.
- O suporte gira para a esquerda, como EcoSport, Idea Adventure e CrossFox. É o lado certo, afinal a calçada tende a ficar à direita. O braço é o mais curto possível, reduzindo o esforço sobre os parafusos de fixação e deixando o estepe mais para o lado esquerdo.
- A tampa do porta-malas abre para cima. Lá dentro cabem 500 litros de bagagem.

 



FIQUE POR DENTRO

 



- Bancos parecidos com os do DS3, com abas pronunciadas e diversas emendas de tecido.
- Painel de porta igual ao do C3 Picasso francês, com porta-mapas arredondado.
- A cúpula do quadro de instrumentos é suspensa por três pés. Deixa a luz passar entre eles.
- A parte de cima do painel é emborrachada e há uma placa de plástico preto brilhante no centro, estilo tecla de piano.
- Em lugar da tela de LCD do C3 Picasso francês, três difusores de ar – emprestados do nosso C3.
- Câmbio manual. Não há, ao menos por enquanto, opção de transmissão automática.
- Volante do DS3, forrado de couro, com aplique de plástico cromado nos três raios e base achatada.
- Quadro de instrumentos do DS3, com três mostradores – um deles, uma tela digital. No C3 Picasso, o painel é digital e fica no centro.
- Não há tela de GPS, mas desorientado o Aircross não é. Tem dois inclinômetros e uma bússola, a exemplo dos modelos Adventure da Fiat.






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