Renault Captur parte de R$ 78.900; veja as versões e equipamentos

Novo SUV compacto aproveita a plataforma do Duster, mas traz visual e interior mais refinados

Depois de chamar atenção durante o Salão do Automóvel de São Paulo, o Captur, enfim, chega às concessionárias Renault. Fabricado em São José dos Pinhais (PR), o segundo utilitário esportivo da marca representa o primeiro passo de uma estratégia comercial focada em SUVs.

Ainda neste ano, chegam ao Brasil o Koleos (modelo de porte médio-grande importado da Coréia do Sul) e o Kwid, um subcompacto com roupagem aventureira que remeterá a um mini-SUV.

Design é ponto forte do Captur, que traz a nova identidade visual da Renault

Design é ponto forte do Captur, que traz a nova identidade visual da Renault (Rodolfo Buhrer / divulgação/Quatro Rodas)

Desenvolvido na França em conjunto com o estúdio latino-americano de design da marca, o Captur (pronuncia-se “cáptur”) que será vendido no Brasil (e no resto do continente) usa a mesma plataforma do Kaptur (com K) russo, derivada do Duster – o europeu, mais moderno, usa a plataforma da quarta geração do Clio. 

O modelo latino-americano tem estilo bastante parecido com o europeu, embora alguns detalhes sejam exclusivos – como o desenho das entradas de ar e das luzes auxiliares de leds. As linhas modernas trazem a nova identidade visual frontal da marca e favorecem a pintura em dois tons (que será opcional), uma das marcas registradas do modelo.

Uma característica que salta aos olhos é o vão livre em relação ao solo, que parece até exagerado quando o carro é visto de perfil. Isso deve ajudar a suportar os buracos, valetas e lombadas das vias brasileiras, mas pode causar dificuldades no acesso ao interior.

Nada de caixa CVT: lançamento está prometido para o fim do semestre

Altura elevada em relação ao solo chama a atenção (Rodolfo Buhrer / divulgação)

O interior traz um painel combinando velocímetro digital com mostradores analógicos de conta-giros e marcador de combustível. Salvo pela central multimídia Media NAV (a mesma utilizada em Logan, Sandero e Duster), o visual do Captur é o mesmo do modelo europeu.

Interior tem velocímetro digital e visual limpo

Interior tem visual organizado, mas materiais são simples (Rodolfo Buhrer / divulgação/Quatro Rodas)

Com 4,33 metros de comprimento, 1,62 metro de altura, 1,81 metro de largura e distância entre-eixos de 2,67 metros, o Captur é maior que os SUVs compactos que dominam o mercado. O porta-malas também supera seus rivais, comportando 437 litros.

O Captur será oferecido em duas versões de acabamento, duas opções de motorização e dois tipos de transmissão (a caixa CVT será oferecida até o meio do ano, segundo a Renault). A versão Zen (R$ 78.900) virá com o motor 1.6 16V SCe (120 cv/118 cv a 5.500 rpm) adotado há poucos meses na dupla Sandero e Logan, e é combinado à transmissão manual de cinco velocidades.

São itens de série quatro airbags, controles eletrônicos de estabilidade (ESP) e de tração (ASR), assistente de partida em rampas (HSA), suporte para cadeirinhas Isofix, direção eletro-hidráulica, coluna de direção com regulagem da altura, ar-condicionado, rodas de liga leve de 17 polegadas, vidros elétricos, alarme perimétrico, chave-cartão, comandos de áudio e celular na coluna de direção, banco do motorista com regulagem de altura, travamento automático das portas a 6 km/h, luzes diurnas em led, retrovisores rebatíveis e piloto automático com indicador e limitador de velocidade.

Central multimídia Media Nav + câmera de ré (R$ 1.990) e pintura em dois tons (R$ 1.400) fazem parte da lista de opcionais.

Medindo 4,33 metros de comprimento, o Captur é o maior SUV compacto de sua categoria

Medindo 4,33 metros de comprimento, o Captur é o maior entre os SUV compactos (Rodolfo Buhrer / divulgação)

Por R$ 88.490, o Captur Intense aproveita o motor 2.0 16V (148 cv/143 cv a 5.750 rpm) do Duster, que também emprestou a velha caixa automática de quatro marchas.

Além dos equipamentos da versão Zen, o SUV ganha rodas aro 17 com acabamento diamantado, apoio de braço, central multimídia Media Nav com tela de sete polegadas touchscreen, câmera de ré, ar condicionado digital, sensor de chuva, sensor crepuscular e faróis de neblina com função Cornering Light. Bancos revestidos em couro (R$ 1.500) e pintura em dois tons (R$ 1.400) são opcionais.

 

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  1. Fantástico carro,melhora nível do segmento e fortalece competição favorável ao consumidor.

  2. Silvio Pires da Silva

    As montadoras no Brasil elegeram como prioridade fabricar SUV”s, naturalmente pela maior margem de lucro que podem obter diante da preferência atual dos usuários de veículos.
    O que elas não se deram conta ainda foi que o mercado já atingiu seu limite de consumo de SUV’s. O que acontece, atualmente, é que elas estão dividindo fatias cada vez menores do mesmo bolo. Os veículos líderes desse segmento já venderam cerca de 5.000 unidades/mês, e hoje vendem pouco mais de 2.000 unidades/mês. Nesse sentido, a Renault comete um pecado duplo. Ao invés de aprimorar o seu SUV já presente no mercado (o Duster), dotando-o de melhor acabamento, motores e câmbios mais eficientes, faz o lançamento de um novo modelo (o Captur), com preço mais salgado e ainda com deficiências de modernidade. Como a Renault pensa que vai vender um Captur manual por 80 mil? Ou pior, um Captur 2.0, com um câmbio automático de 4 marchas, por 90 mil?

  3. FreeCustomer

    Por que cargas d’água alguém deixaria de comprar um Renegade, Creta ou HRV pra ir esquentar a cabeça com um produto Renault?? O Renault tem o mérito de ser um automóvel resistente, mas acabamento, nível de ruídos, serviços pós-venda, plataforma bateu/morreu do Logan, tecnologia e valor de revenda são os lanterninhas do mercado brasileiro.

    Belo carro, apenas isso…

  4. Jefferson Barra

    Tirando o cambio de 4 marchas, o restante tem tudo para ser sucesso, talvez o melhor custo benefício do segmento

  5. Sergio Augusto

    Tem mais personalidade que esses carros Nipo Asiático que parecem biscoitos, feitos tudo da mesma forma !!

  6. Willer Magno

    Onde ficará o Duster nessa história?

  7. Antonio Carlos Roseira Teixeira

    Muito bonito! Mas por que não lançá-lo com um câmbio automático CVT do “irmão” Kicks? Provavelmente a Duster sairá de linha, ou será um SUV de entrada da marca. Apesar do acabamento ser simples, não é barulhento. Ao menos nos meus carros não são.

  8. EDUARDO MARTINS DOS REIS

    Talvez o mini suve com o melhor aproveitamento de espaço junto com o HR-V, mas a Renault poderia ter exorcizado de vez o câmbio auto 4 marchar e o 2.0 beberrão do Mègane de uma vez. A central muli mídia (igual do Sandero/Logan/Duster) é boa, mas tem aspecto barato demais para que seja cobrado R$ 2000,00 por ele.

  9. Zanelli Gomes Alencar

    Por 80 mil, muito melhor o novo Tracker. Motor moderno , 1.4 turbo, com um câmbio CVT confiável e além de tudo muito mais econômico do que esse aí. Bonitinho, mas ordinário.

  10. Zanelli Gomes Alencar

    Vcs continuam falando em Isofix, mas não informa que a cadeirinha infantil pra usar neste dispositivo, não é fabricada no Brasil e a importação foi proibida. Por quê não fazer um artigo sobre este absurdo?