Nove Ferrari feitas sob medida

Modelos foram produzidos por encomenda de acordo com o gosto pessoal dos clientes

Ferrari SP12 EC

Ferrari SP12 EC

Ter um carro da Ferrari não é apenas um sinal de que você tem dinheiro. Contar com um esportivo da lendária marca italiana é um sinônimo de status, de luxo, de fama. O que falar então sobre aquelas pessoas que não se contentam em comprar um veículo, preferindo encomendar um modelo exatamente do jeito que deseja, para que seja um dos únicos em todo o mundo? Abaixo, você conhecerá nove casos de exemplares da Ferrari feitos sob medida para seus proprietários. Um luxo!

SP12 EC

Ferrari SP12 EC

Ferrari SP12 EC

Eric Clapton é um dos maiores guitarristas da história. E, com o perdão da piada infame, ele também considera o ronco dos motores da Ferrari como música para os ouvidos. Sim, Clapton é fã fervoroso da Ferrari e tem vários exemplares da marca, mas nada se compara a este SP12 EC. O carro teve design desenvolvido pelo pela Pininfarina, mas é baseado no 458 Italia, equipado com o motor 4.5 V8 original – o músico havia pedido um bloco V12, mas a estrutura não suportaria um motor tão grande. A carroceria ostenta o tradicional vermelho. O preço pago pelo modelo não foi nada modesto: US$ 4,7 milhões.

456 Venice

Ferrari 456 GT Venice

Ferrari 456 GT Venice

Se alguém mencionar a marca Ferrari, em que tipo de carro você pensa imediatamente? Seguramente, um cupê esportivo potente e de linhas marcantes. Mas esse realmente não é o caso do 456 Venice, uma perua absolutamente rara criada pela montadora em meados dos anos 1990. Quem solicitou algo tão extravagante foi o Príncipe de Brunei, Jefri. Foram encomendadas sete unidades à marca, com design sob responsabilidade de Pininfarina. Curiosamente, apenas seis foram efetivamente compradas pelo membro da família real, cada qual por US$ 1,5 milhão. Por onde andará o sétimo exemplar, não?

456 GT Sedan

Ferrari 456 GT Venice Sedan

Ferrari 456 GT Venice Sedan

De fato, parece que o 456 foi um dos modelos favoritos para aqueles que queriam um carro feito sob medida. Além da perua Venice, vale mencionar o GT Sedan, cuja característica mais surpreendente já se faz presente em seu nome. Uma Ferrari de quatro portas, característica costumeiramente rejeitada pela própria fabricante, mas que não é inexistente. Quem solicitou tal peculiaridade foi o belga Nafsas Al Khaddaja. Mas vale mencionar que o já mencionado príncipe do Bahrein também é especulado como um dos clientes que teria solicitado o 456 GT Sedan à marca italiana.

612 Kappa

Ferrari 612 Kappa

Ferrari 612 Kappa

Quem pode, pode. Outro fã inveterado da Ferrari é Peter Kalikow, norte-americano morador de Nova Iorque e multimilionário do ramo imobiliário. Além de colecionar esportivos dos mais diversos, Kalikow fez a primeira encomenda especial à montadora na metade dá década passada. A partir disso, nasceu o 612 Kappa, baseado no 612 convencional, mas com carroceria feita exclusivamente em alumínio, lanternas que remetem à antiga Enzo, entradas de ar dianteiras mais pronunciadas, teto solar exclusivo, entre outros mimos projetados por Pininfarina. O motor é o tradicional 5.7 V12 naturalmente aspirado de mais de 540 cv.

Superamerica 45

Ferrari Superamerica 45

Ferrari Superamerica 45

Nosso prezado Kalikow, cinco anos depois de encomendar a 612 Kappa, resolveu que era o momento certo para encomendar mais uma unidade exclusiva, afinal, havia 45 anos desde que ele havia adquirido seu primeiro modelo da Ferrari (400 Superamerica, em 1961). Foi assim que nasceu a Superamerica 45, baseada na 599. O roadster veio com carroceria azul como forma de homenagear sua 400 Superamerica, que também tinha este tom. Em termo de motorização, o bloco foi mantida em relação ao da 599: 6.0 V12 de 620 cv.

F12 TRS

Ferrari F12 TRS

Ferrari F12 TRS

A identidade da pessoa que fez a encomenda deste modelo nunca foi revelada pela Ferrari, mas, ao que tudo indica, é alguém que tem bom gosto para carros. Isso por que a inspiração do cliente – repassada ao Centro de Estilo da Ferrari, gerenciado por Flavio Manzoni – foi a lendária Testa Rossa. A ideia era de que o novo modelo fosse uma interpretação moderna do clássico dos anos 1950, causando repercussão amplamente positiva durante o seu lançamento, no Festival da Velocidade de Goodwood em 2014. Nenhuma surpresa em relação à motorização, tendo sido mantido o 6.3 V12 de 730 cv.

SP1

Ferrari SP1

Ferrari SP1

A divisão de projetos especiais da Ferrari começou sua jornada em 2008. Não por acaso, o primeiro modelo teve nome de SP1, tendo sido desenhado por Leonardo Fioravanti, um designer com passagem pela Pininfatina. Quem solicitou o modelo foi ninguém menos do que Junichiro Hiramatsu, ex-presidente do Ferrari Club japonês e colecionador de modelos da marca. Além disso, Hiramatsu requisitou pessoalmente que Fioravanti fosse o responsável pelo projeto, já que era fascinado por uma de suas criações, o protótipo F100, de 1998. A base para o projeto foi a F430, mas nunca foi oficializado se a motorização era a mesma (4.3 V8 de 500 cv).

P4/5 by Pininfarina

Ferrari P4/5 by Pininfarina

Ferrari P4/5 by Pininfarina

Aqui está um caso um pouco diferente dos demais. Em vez de uma pessoa interessada em encomendar um carro da Ferrari, foi a Pininfarina que procurou interessados em, digamos, financiar o projeto de um novo esportivo. Quem vestiu a camisa foi James Glickenhaus, investidor no mercado de ações (e também diretor de cinema), que topou dispender US$ 4 milhões. Como contrapartida, esperava uma Ferrari P dos tempos modernos, referência nos anos 1960. Assim, nasceu a P4/5, baseada na sempre cortejada Enzo. Sua apresentação pública aconteceu no Concours D’Elegance de Pebble Beach de 2006.

P540 Superfast Aperta

Ferrari P540 Superfast Aperta

Ferrari P540 Superfast Aperta

Outro projeto concebido a partir da 599 GTB Fiorano, dessa vez pelo produtor de cinema Edward Walson. Nesse caso, a extravagância foi notável, já que o cliente pediu à Ferrari um modelo que fosse a interpretação moderna da 330 LMB utilizada em 1968 no filme “Spirits of Dead”. Não por acaso, o processo de criação foi trabalhoso, levando 14 meses para que o modelo ficasse pronto. Parte dessa demora também se explica pela conversão da carroceria, de cupê para conversível. No projeto da Pininfarina, não faltou fibra de carbono na estrutura do modelo, de modo a reduzir o peso.

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