Nova geração do Ford Focus terá versão aventureira

Modelo manterá arquitetura atual, mas terá entre-eixos maior para aumentar o espaço interno

A próxima geração do Focus já está nas pranchetas do departamento de engenharia da Ford. Ela estreia em 2018, quando a geração atual estará completando seus oito anos de mercado global, e tem como uma de suas metas ser desenvolvida com mais foco no mercado europeu.

A estratégia de ter veículos globais deu certo para a Ford ter modelos iguais e atualizados no mundo inteiro. Mas em vez de fazer do próximo Focus um carro pensado globalmente, a Ford quer devolver a ele a essência de carro europeu.

Não é algo que diz respeito apenas ao estilo, mas também ao acerto dinâmico: as duas primeiras gerações do Focus tinham feeling de direção mais empolgante do que o atual, que ficou mais anestesiado ao se preocupar com o conforto. A Ford quer entregar conforto com a mesma agilidade dos primeiros Focus.

Esta é uma guinada importante para o modelo, que tem a Europa como seu principal mercado. E seus principais concorrentes, Volkswagen Golf e Opel Astra, são essencialmente europeus, por mais que sejam vendidos em vários locais do mundo.

Próximo Focus tentará recuperar a agilidade dinâmica das duas primeiras gerações

Próximo Focus tentará recuperar a agilidade dinâmica das duas primeiras gerações (Divulgação)

O hatch terá entre-eixos ligeiramente maior para aumentar o espaço no banco traseiro. Mesmo que o novo Focus mantenha a arquitetura atual, Global C-car, o modelo terá mais partes de aço de alta resistência em sua estrutura para ajudar na redução de seu peso.

Nada disso, porém, livra o carro de entrar na onda dos aventureiros, que ainda estão em alta no Velho Continente. Tal como a nova geração do Fiesta, o novo Focus terá uma versão Active com molduras plásticas nas caixas de roda, para-choques diferenciados e suspensão elevada. Será uma opção entre o EcoSport e o Kuga, SUV médio derivado do Focus.

Por lá, porém, os aventureiros geralmente possuem reais aptidões em superfícies de baixa aderência, como a neve. Por isso a Ford está disposta a colocar tração integral no Focus Active para que ele possa brigar de igual para igual com o Golf AllTrack (que é baseado na perua do Golf).

Na Europa, existe a intenção de eliminar as versões mais simples do Focus para abrir espaço para os Fiesta (que acaba de ser renovado) mais completos. Ainda assim, sua gama de motores começará pelo 1.0 EcoBoost de três cilindros com potências entre 99 cv e 138 cv.

O motor diesel de trabalho será o 1.5 TDCI com potências de 84 cv e 118 cv, além de um 2.0 com mais de 150 cv. A versão elétrica, que já existe hoje, pemanecerá na linha.

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  1. Ainda bem ! para quem gosta de dirigir os europeus são os melhores mesmo , além de estarem alinhados com o gosto dos brasileiros

  2. Lendo o comparativo publicado pela QR em janeiro entre Cruze, Focus e Golf é perceptível a diferença de peso do Focus para o Golf. Felizmente, conforme abordado na matéria, a nova geração visará a redução de peso. Paralelo a isso, aproveitando a tendência do downsizing, a montadora poderia adotar o motor Dragon 1.5 turbo, visto que, também na referida matéria, é clara a diferença de consumo entre o Duratec 2.0 e os turbos 1.4 Ecotec e EA211, mesmo sendo automáticos.

  3. Vira e mexe a Ford faz mudanças nos modelos Focus e Fiesta em curto espaço de tempo. Ai vem a pergunta: Quem vai querer comprar carro que muda toda hora? Que credibilidade a Ford passa pros seus clientes??

  4. Gustavo Melo

    Saulo só com boas ofertas e descontos o Focus vale a pena. Acho o design do carro fantástico não precisava mexer tanto nele.

  5. Gustavo Melo

    Gosto muito do design do Focus hatch e sedan, mas infelizmente só com bons descontos vale a pena. As constantes mudanças desvalorizam demais o carro.

  6. Gustavo Melo

    Saulo a Ford passa a impressão de que não encontrou a fórmula ideal do Focus. Apesar dos facelifts serem bem vindos para atualizar o modelo, mudanças rápidas desvalorizam muito o veículo.

  7. Verdade Gustavo. Só os ‘entusiastas’ do Focus, que não vão levar em consideração a desvalorização do carro pelas mudanças em curto espaço de tempo.