Nissan oficializa Sentra NISMO, nova versão esportiva do sedã

Modelo exibido no Salão de Los Angeles tem motor 1.6 turbo e comportamento dinâmico mais afiado

Nissan Sentra NISMO Nissan Sentra NISMO

Equivalente às divisões Motorsport, AMG e quattro das alemãs BMW, Mercedes e Audi, a NISMO é responsável tanto pelos bólidos de competição da Nissan quanto pelos modelos mais esportivos da marca, como as versões NISMO do GT-R, 370Z, March e Juke.

Seu novo lançamento – por enquanto, exclusivo para o mercado norte-americano – é o Sentra NISMO.

O motor não tem nada a ver com o 2.0 aspirado vendido aqui no Brasil: trata-se de um 1.6 com turbo, injeção direta e comando de válvulas continuamente variável, capaz de produzir 190 cv a 5.600 rpm e 24,4 mkgf a apenas 1.600 rpm.

Nissan Sentra NISMO Nissan Sentra NISMO

Para o gosto dos puristas, a transmissão é manual de seis marchas, com a opção bem mais conservadora de um Xtronic do tipo CVT – segundo a Nissan, com uma programação esportivada.

Nissan Sentra NISMO Nissan Sentra NISMO

Se os números de potência e torque não soam muito impressionantes, a dirigibilidade promete. A estrutura foi reforçada para aumentar a rigidez e melhorar o comportamento geral do carro.

A suspensão, desenvolvida e ajustada pela NISMO, tem novos amortecedores com retorno mais rápido, proporcionando reações mais imediatas. Braços e molas também são especiais, incrementando o controle de rolagem em curvas, e o controle de estabilidade ganha um modo de funcionamento que evita o understeer (a saída de frente) ao aplicar os freios apenas nas rodas do lado interno das curvas.

Nissan Sentra NISMO Nissan Sentra NISMO

O mesmo tipo de trabalho foi feito com a direção elétrica, mais responsiva e direta, trabalhando em conjunto com um volante revestido de Alcantara, com uma faixa vermelha indicando o centro.

As rodas aro 18 vestem pneus Michelin Pilot Sport 215/45ZR18 do tipo “all-season”, com a opção dos Bridgestone Potenza RE-71R, com ainda mais grip. Os freios a disco nas quatro rodas também foram dimensionados para evitar a fadiga quando exigidos ao máximo.

Nissan Sentra NISMO Nissan Sentra NISMO

Por fora, nada de maquiagem: para-choques, spoilers, defletores e saias são todos funcionais, instalados para melhorar a aderência e a refrigeração dos componentes.

Nissan Sentra NISMO Nissan Sentra NISMO

Já por dentro, o Sentra NISMO ganha bancos exclusivos, com apoios laterias mais abrangentes. O logo da NISMO e a cor vermelha se fazem presentes em vários lugares.

Nissan Sentra NISMO Nissan Sentra NISMO

O modelo chega às lojas americanas em janeiro, por um preço inicial abaixo dos 25 mil dólares. A ideia, segundo a Nissan, é atender aos aficcionados pelo aftermarket, oferecendo um produto “tunado” com qualidade e procedência dignos da NISMO.

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  1. Ainda prefiro outras versões da NISMO/Nissan

  2. A Nissan poderia substituir o MR20DE por uma versão um pouco amansada em potência desse 1.6 turbo para a linha Sentra. Daí a Renault pegava o embalo e o aplicava em Fluence, Oroch e Duster.

  3. esse nissan sentra ja ficou lindo demais com essa ultima reestilização, com a versão esportiva então nem se fala.

  4. Rodrigo Silva

    Rafael Lima, apenas o Fluente utiliza a mesma mecânica da Nissan, já o Duster e o Oroch utilizam um 2.0 da própria Renault. Acredito até que a Nissan venha a trazer esse motor para o Brasil, mas provavelmente utilizando a mesma estratégia que a Honda fez com o novo Civic, colocando o motor turbo apenas na versão mais cara. Lembrando que o Sentra é produzido no México e há um limite de importações nesse caso, portanto, mesmo sendo muito mais interessante para o mercado ele vir com um motor turbo em todas as versões, assim como o novo Cruze e o C4 lounge atual, não conseguiriam atender a uma demanda muito grande por conta disso.

  5. Silvio Pires da Silva

    O Sentra é um excelente carro e tive a oportunidade de possuir dois (sendo um atual). Lamentavelmente, apesar do Sentra ter conquistado o 3º lugar de vendas entre os sedans médios em 2015, a Nissan tornou o carro um “mico”, a partir de 2016, quando, irresponsavelmente, passou a utilizar as cotas de importação para privilegiar o Kicks. Nos últimos meses o carro obteve médias inexpressivas de vendas e, em janeiro de 2017, sequer figura entre os 50 carros mais vendidos naquela mês. Resultado: decepção total com a Nissan. Aviso aos dirigentes dessa empresa: perderam mais um cliente, dentre tantos outros insatisfeitos com a marca.