GM pede desculpas por recalls

Autoridades dizem que falhas causaram várias mortes

recall

A presidente da General Motors, Mary Barra, se desculpou nesta terça-feira pelos problemas apresentados nos carros da empresa, que causaram 13 acidentes fatais. Barra também se competeu com o Congresso americano a fazer “o que for correto”.

Desde o início de 2014, a GM já convocou seis milhões de veículos para inspeção, sendo que alguns foram chamados para dois recalls diferentes. O último chamado foi anunciado na última terça-feira, 1º de abril, envolvendo mais de 1,5 milhão de veículos pelo mundo por conta de um problema na direção hidráulica.

Já o caso mais grave envolve falhas nos airbags de modelos como Chevrolet Cobalt (não confundir com o sedã feito no Brasil) e os Saturn Sky e Solstice, fabricados entre 2003 e 2011. No total foram 2,6 milhões de veículos atingidos, sendo que a falha pode ter causado inúmeras mortes. Para piorar as coisas, a GM já teria conhecimento do problema desde 2001.

Segundo Barra, a GM está conduzindo uma grande investigação para encontrar os responsáveis pelos erros e que combate qualquer tipo de política focada na redução de custos dos itens de segurança e da qualidade.

“A GM fará o que for correto, a começar pelas minhas sinceras desculpas a cada um que tenha sido afetado por este recall. Estou muito aflita com toda esta situação”, afirmou a presidente diante de uma comissão do Comitê de Energia e Comércio da Câmara de Representantes, em Washington D.C.

Autoridades norte-americanas afirmam que documentos internos revelam que a GM optou inicialmente por não substituir as peças com defeito pelos altos custos da operação. No entanto, os legisladores americanos garantem que a marca não gastaria tanto dinheiro assim. “Dois dólares: este era o custo para reparar o problema na chave, mas estes dois dólares, aparentemente, eram muito para a General Motors”, afirmou o senador Ed Markey. Como “castigo”, analistas de mercado dizem que a GM pode ter de pagar bilhões de dólares em multas e indenizações, além do custo do reparo de milhões de veículos.

Barra afirmou que a decisão “não é aceitável” e disse que não sabe dizer “porque (a GM) levou anos para solucionar um problema de segurança surgido neste programa. Quando tivermos as respostas, seremos completamente transparentes com vocês, com nossos reguladores e com nossos clientes”, concluiu.

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