Fiat Argo parte de R$ 46.800; conheça todas as versões

Desenvolvido no Brasil, compacto terá três versões de acabamento, três tipos de câmbio e três motorizações

Fiat Argo HGT 1.8 (divulgação/Fiat)

O ponto de partida para a virada. É assim que a Fiat enxerga o Argo, novo hatchback que chega às concessionárias com a dura missão de substituir o Palio (que será mantido nas configurações mais baratas, abaixo dos R$ 45 mil) e toda a linha Punto de uma vez só.

A Fiat montou um cardápio variado para ocupar as vagas dos dois modelos: são três versões de acabamento, três opções de câmbio e três motorizações, além de uma série limitada Opening Edition Mopar, baseada na HGT, mas com visual exclusivo (veja mais abaixo o conteúdo de todas as versões).

Os preços começam em R$ 46.800 para a versão mais simples, e chegam a R% 70.600 para a versão topo de linha com câmbio automático.

A própria Fiat diz que as configurações com motores 1.0 e 1.3 Firefly deverão responder por 75% das vendas do Argo, ou seja: mais do que concorrer no hoje enfraquecido segmento de hatches compactos premium, o alvo verdadeiro do Argo são os atuais líderes de vendas Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Ford Ka.

A versão de entrada é a Drive, oferecida com os motores Firefly 1.0 (77/72 cv) com três cilindros em linha e seis válvulas e 1.3 (109/101 cv) quatro cilindros com 16 válvulas.

Versão mais simples é identificada pelas calotas e ausência de faróis de neblina

Versão mais simples dispensa faróis de neblina, mas mantém repetidores de pisca nos retrovisores (divulgação/Fiat)

Traseira remete aos Fiat e Alfa europeus

Traseira remete aos Fiat e Alfa europeus (divulgação/Fiat)

O Argo Drive 1.0 será vendido apenas com câmbio manual de cinco marchas, enquanto o Drive 1.3 terá a opção da caixa automatizada GSR de cinco velocidades.

O Argo Precision tem o 1.8 e.torQ (139/135 cv) e câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades. Estas combinações, aliás, também estão disponíveis na versão esportiva HGT – que ressuscita a nomenclatura utilizada no antigo Brava.

Na versão Drive 1.0, central multimídia é opcional

Na versão Drive 1.0, central multimídia é opcional (divulgação/Fiat)

Com câmbio GSR, botões no lugar da alavanca e paddle shifts no volante (divulgação/Fiat)

FIat Argo HGT

Na versão topo de linha, ar-condicionado digital, tela TFT de maior definição no painel e piloto automático (divulgação/Fiat)

Dados divulgados pela Fiat indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e velocidade máxima de 192 km/h, ambos com etanol no tanque. Se a escolha for pela gasolina, os números são de 9,6 segundos e 190 km/h, respectivamente.

 

A montadora informa um consumo de combustível de 7,8 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada com etanol. Medindo com gasolina, o Argo 1.8 faz 11,4 km/l no percurso urbano e 13,3 km/l no ciclo rodoviário.

Teto pintado de preto é um dos diferenciais da série Opening Edition

Teto pintado de preto é um dos diferenciais da série HGT Opening Edition Mopar (divulgação/Fiat)

Fiat Argo HGT Opening Edition

Ponteira de escape dos HGT é esportiva (divulgação/Fiat)

Liderada por Peter Fassbender, a equipe de design fez um bom trabalho. O Argo é do mesmo porte do Punto: ambos têm 4,00 metros de comprimento e quase a mesma distância entre-eixos – 2,52 metros no Argo contra 2,51 metros do Punto.

Olhando o Argo de frente é possível notar semelhanças com outros modelos da marca: os faróis espichados lembram o Mobi e os traços da grade e capô remetem ao Tipo europeu (cuja produção local foi descartada pelos altos custos).

De lado, o desenho das colunas “C” lembra o VW Gol, mas não pense que falta personalidade. Um vinco na parte inferior das portas deixa o design agressivo e dá a sensação de que o carro é mais largo na base. A versão HGT é a única equipada com molduras pretas nos para-lamas – como no Punto T-Jet.

Fiat Argo HGT

Lateral inferior vincada e molduras pretas nas caixas de rodas (divulgação/Fiat)

Atrás, a principal fonte de inspiração dos designers foi bastante nobre: do formato das lanternas ao vinco que marca o formato da tampa do porta-malas, a traseira parece um retrato falado da Alfa Romeo Giulietta. Até o logotipo Fiat em letras garrafais (característica dos projetos mais recentes da marca) combina com o estilo esportivo do Argo.

O interior tem acabamento acima da média dos compactos vendidos até então pela Fiat. As peças são bem encaixadas e a qualidade dos plásticos se equipara à da Toro, mesmo nas versões mais baratas.

Ar-condicionado pode ser digital, mas com apenas uma zona (divulgação/Fiat)

Painel de instrumentos é quase o mesmo da Toro – na foto, o da versão HGT (divulgação/Fiat)

Da picape, aliás, vieram alguns componentes, como o painel de instrumentos e os controles de climatização, embora na picape o sistema de climatização tenha duas zonas de temperatura – no hatch há apenas uma. O visual é diferente da Toro nos dois casos, mas as peças são as mesmas.

Veja abaixo a lista de equipamentos de série e opcionais de todas as versões do Fiat Argo:

Argo Drive 1.0 – R$ 46.800:
Sistema start-stop, ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas e tela de TFT de 3,5 polegadas no centro do painel de instrumentos.
Opcionais: rádio Connect, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, retrovisor elétrico com função tilt down e repetidores de seta laterais + vidros elétricos traseiros, central multimídia com tela de 7 polegadas + volante multifuncional com comandos de som e telefone + segunda entrada USB (R$ 1.990).

Argo Drive 1.3 MT – R$ 53.900:
Todos os itens da Drive 1.0 + sensor de pressão dos pneus, central multimídia com tela de 7 polegadas e volante multifuncional.
Opcionais: rodas de liga leve de 15 polegadas + faróis de neblina, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, retrovisor elétrico com função tilt down e repetidores de seta laterais + vidros elétricos traseiros.

Argo Drive 1.3 GSR – R$ 58.900:
Itens da Drive 1.3 MT + controles de estabilidade (ESP) e de tração, paddle shifts e assistente de partida em rampas.
Opcionais: rodas de liga leve de 15 polegadas + faróis de neblina, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro.

Argo Precision 1.8 MT – R$ 61.800:
Itens da Drive 1.3 GSR + faróis de neblina, faróis com leds, rodas de liga leve de 15 polegadas e banco traseiro bipartido.
Opcionais: airbags laterais, bancos em couro + rodas de liga leve de 16 polegadas, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, tela de TFT de 7 polegadas no centro do painel + ar-condicionado digital + rebatimento dos retrovisores + partida do motor sem chave + sensor crepuscular + sensor de chuva + retrovisor fotocrômico.

Argo Precision 1.8 AT – R$ 67.800:
Itens da Precision 1.8 MT + piloto automático, paddle shifts e volante revestido em couro.

Opcionais: airbags laterais, bancos em couro + rodas de liga leve de 16 polegadas, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, tela de TFT de 7 polegadas no centro do painel + ar-condicionado digital + rebatimento dos retrovisores + partida do motor sem chave + sensor crepuscular + sensor de chuva + retrovisor fotocrômico

Argo HGT 1.8 MT – R$ 64.600 / HGT 1.8 AT – R$: 70.600:
Itens da Precision 1.8 AT + tela de TFT de 7 polegadas no painel, rodas de liga leve de 16 polegadas, ponteira de escapamento. A configuração automática acrescenta piloto automático e apoio de braço paraa o motorista.
Opcionais: airbags laterais, bancos em couro + rodas de liga leve de 16 polegadas, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado digital + rebatimento dos retrovisores + partida do motor sem chave + sensor crepuscular + sensor de chuva + retrovisor fotocrômico.

Argo HGT 1.8 AT Opening Edition Mopar – R$ 75.200:
Itens da HGT 1.8 AT + cor azul Portofino, teto, retrovisores e spoiler traseiro pintados de preto, rodas aro 16 escurecidas, kit de alto-falante e logotipo Mopar na traseira. Limitada a 1.000 unidades.

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  1. Antonio Carlos Roseira Teixeira

    Que tal comprar um carro usado, de categoria superior e com todos os mimos inclusos por um valor até mais baixo do que a versão HGT do Argh, digo, Argo? Desculpe, mas os preços dos carros 0 km não tem sintonia com a realidade brasileira. Continuo prestigirando os usados. O carro parece ser até refinado, mas muito caro para um hatch compacto.

  2. A Fiat poderia ter pego o motor que hoje está no 500 abarth e ter colocado no argos.