Dez carros que evoluíram muito de uma geração para outra

Carros passam por um processo constante de evolução, mas há casos que surpreendem

Obs: a lista abaixo traz apenas gerações que ainda estão no mercado. Nos próximos dias, vamos falar sobre mudanças que ocorreram há mais tempo (como o New Civic de 2006 e o Vectra de 1996).

 

Ford Ka

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O Ford Ka foi lançado em 1997 como um carro urbano, pequeno e econômico, ideal para duas pessoas, e com o extra de ser bastante agradável ao volante. Dez anos depois, sua carroceria seria transformada em um hatch convencional, com recheio espartano, para concorrer com outros carros se entrada.

Mas só em 2014, com sua segunda geração no Brasil, é que ele subiu de vida. A plataforma herdada do New Fiesta lhe rendeu a inédita carroceria quatro portas, mecânica moderna e espaço interno até mais amplo que o do irmão mais velho. A lista de equipamentos hoje pode incluir Isofix e controles de estabilidade e tração.

Fãs da primeira geração sentem saudades do velho Ka, principalmente na versão esportiva XR com motor 1.6. Já quem teve de andar no banco traseiro de um deles, não muito.

 

Toyota Corolla

Mesmo com câmbio CVT a nova geração do Corolla é muito mais empolgante

Mesmo com câmbio CVT a nova geração do Corolla é muito mais empolgante (Divulgação)

O design conservador, a suspensão muito macia e o câmbio automático de quatro marchas deixaram a décima geração do Toyota Corolla com a eterna imagem de “carro de tio”.

A décima primeira, lançada em 2014, trouxe um visual mais atraente e refinado. Além disso, sua dinâmica de condução ficou bem melhor graças à suspensão mais firme e à direção mais direta. E seu câmbio do tipo CVT, por incrível que pareça, explora melhor os motores do sedâ do que o antigo câmbio automático convencional.

Tudo isso se refeltiu nas vendas no país: se antes o Corolla brigava palmo a palmo com o Civic, a partir de 2014 a Toyota passou a dominar o segmento com facilidade. Mas como nada é perfeito, controles de estabilidade e tração ainda não são oferecidos por aqui.

 

Troller T4

Até mesmo a composição da carroceria do T4 mudou entre as gerações

Até mesmo a composição da carroceria do T4 mudou entre as gerações

Rústico e com carroceria feita de fibra, o Troller T4 conquistou o público que gosta de se aventurar em trilhas. Mas a ergonomia, o espaço interno reduzido e o comportamento em estradas dificultava sua vida.

Isso só mudou com a segunda geração, lançada em 2014. Além de design mais moderno, tem carroceria que combina fibra de vidro e plástico, componetes compartilhados com a Ranger (como o motor 3.2 cinco cilindros de 200 cv) e ganhou freio ABS. Só faltou receber airbags, que não são oferecidos nem mesmo como opcionais.

 

Jeep Compass

Além de ser mais bonito, o novo Compass tem acabamento e espaço interno melhores

Além de ser mais bonito, o novo Compass tem acabamento e espaço interno melhores (Divulgação)

Criado para ser o carro de entrada da Jeep nos Estados Unidos, a primeira geração do Compass era insossa. Além do aspecto desengonçado, tinha interior simplório e pacote de equipamentos pouco generoso, além de motor 2.0 combinado a um pouco empolgante câmbio CVT. Para piorar, tinha tração dianteira na maioria das versões, uma verdadeira heresia para os fãs da marca.

A segunda geração, lançada em setembro, é mais refinada em todos os sentidos, tem design mais atraente e ainda oferece como opção motor diesel combinado a tração 4×4. Não por acaso, enquanto o antigo nunca teve sucesso por aqui, o novo já vende tanto quanto o Renegade.

 

Chevrolet Prisma

Apesar do projeto mais moderno, o novo Prisma herdou motores da primeira geração

Apesar do projeto mais moderno, o novo Prisma herdou motores da primeira geração (Divulgação)

A primeira geração do Prisma cumpria a função de ser a versão sedã do Celta, e nada mais era do que uma versão do Chevrolet Classic com design mais moderno – ou melhor, menos obsoleto.

Com o fim do Corsa, o Prisma foi promovido a versão sedã do Onix. Além de plataforma mais moderna, tem design mais inspirado, boa ergonomia e até mesmo opção de câmbio automático. Ficou mais caro, mas virou um sucesso – foi o 4º automóvel mais vendido no Brasil em 2016.

 

Fiat Uno

Apesar de ser mais pesado, o novo Uno também anda bem com escada no teto

Apesar de ser mais pesado, o novo Uno também anda bem com escada no teto (Divulgação)

Com projetos separados por 26 anos, as duas gerações do Fiat Uno realmente deveriam ter grandes diferenças. O primeiro tinha estepe junto ao motor e suspensão traseira independente com feixe de molas transversal, que afetava a cambagem conforme o conjunto se desgastava.

A nova geração (que na verdade já está prestes de completar sete anos) tem suspensão com subchassi, carroceria mais rígida e segura e mais recentemente ganhou itens de categoria superior, como sistema start-stop e controles de estabilidade e tração. 

 

Volvo XC90

Após anos sem mudar, o Volvo XC90 se tornou referência em segurança

Após anos sem mudar, o Volvo XC90 se tornou referência em segurança (Divulgação)

Lançada em 2015, a segunda geração do Volvo XC90 teve que correr atrás da diferença de 13 anos para a primeira geração. O SUV de sete lugares que era oferecido com motores de 5, 6 e 8 cilindros hoje usa apenas motores 2.0, seja a gasolina ou diesel.

Além disso, se tornou a nova referência em segurança dentro da Volvo e já tem disponível sistemas de condução semi-autônoma. Fora que, por dentro, ganhou um refinamento digno dos melhores alemães.

 

Volkswagen Gol

Além de pobre, o antigo Gol tinha posição de dirigir ruim

Além de pobre, o antigo Gol tinha posição de dirigir ruim (Divulgação)

Simplificado e com um desenho polêmico que abriu mão da harmonia da geração anterior, o chamado Gol G4 (na verdade, um leve facelift do G3) foi talvez o ponto mais baixo na história do Gol no Brasil.

Em 2008, veio a evolução tão esperada. Criada com base na plataforma PQ24, o Gol G5 ganhou motores instalados na transversal. Com isso, a posição de dirigir melhorou e o comportamento dinâmico ficou a léguas dos Gol mais antigos.

Além disso, o design ficou bem mais atual, mantido com poucas alterações até hoje. Só que isso não foi suficiente para mantê-lo na disputa pela liderança do mercado. A próxima geração, aguardada para este ano, promete mudar o jogo novamente.

 

Hyundai Azera

A principal inovação do Azera foi no design

A principal inovação do Azera foi no design (Divulgação)

O design do primeiro Azera não era lá essas coisas, mas a combinação de motor V6 com pacote de equipamentos generoso  e preço muito convidativo bastou para a primeira geração do Hyundai fazer enorme no Brasil.

A segunda geração, lançada em 2012, não tinha o preços seu favor, mas o design suntuoso e impactante o fez atrair olhares nas ruas pela primeira vez. Além disso, o espaço para os passageiros ficou maior, assim como a qualidade do interior.

 

Ford Fiesta

O Ford Fiesta evoluiu em tudo, menos no espaço interno

O Ford Fiesta evoluiu em tudo, menos no espaço interno (Divulgação)

O compacto da Ford deu um grande salto em termos de design e refinamento da quinta para a sexta geração. O chamado “New Fiesta” trouxe isolamento acústico melhor, acabamento com plásticos melhores (bem, pelo menos nos modelos mexicanos…) e motores mais modernos e econômicos.

Além disso, tem comportamento dinâmico mais apurado, na medida para quem gosta de dirigir. E recentemente ganhou o motor 1.0 EcoBoost que, apesar de caríssimo, lhe deu um desempenho sem concorrentes no segmento. Só não dá para dizer que é mais espaçoso: o entre-eixos de 2,48 m foi mantido até mesmo na sétima geração, mostrada em novembro passado.

 

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  1. Eberton Melo

    Já vi em varias matérias que a quatro rodas preza muito pelo controle de estabilidade e tração, até para fazer um comparativo entre dois carros…Eu acho que não é um item que deve ser tão considerado assim em carros comuns, com motores que não são tão potentes, se fosse um esportivo, ai realmente seria necessária essa tecnologia…

  2. Rodrigo Silva

    Eberton, os controles de estabilidade e tração são sim ítens importantes pra auxiliar o condutor a não perder o controle do veículo, tão importante que em muitos países eles são considerados ítens obrigatórios, o que certamente acontecerá aqui no Brasil também. Mas, assim como ocorreu no caso do air bag e dos freios com ABS, o governo acaba dando um bom tempo a mais para as empresas se adaptarem às novas exigências, mesmo elas já tendo produtos que atendam às novas regras sendo vendido lá fora há um bom tempo, vai entender…

  3. Jão Simonetti

    Os Azeras citados ai são quarta e quinta gerações. Corrijam ai para não ficar feio…

  4. Carlos Mocci

    A respeito do Corolla na lista, acho que o lugar deveria ser do Civic, este sim mudado da água pro vinho, com direito a motor turbo, muitos incrementos tecnológicos e preço que sofreu igual mutação genética.

  5. Ronaldo da Silva Alves Medeiros

    Tem um detalhe: esqueceram de citar a mudança de geração do Renault Logan. O carro sofreu uma modificação profunda na segunda geração lançada em 2013 e nem sequer foi citado na matéria.

  6. virgilio ribeiro de seixas

    No caso do troler, ele não deveria sair com airbags, já que é lei no pais, que todos os carros devem sair de fábrica com airbags e ABS