As 11 características mais incríveis do novo Ford GT

Do chassi ao vidro: tudo no Ford GT foi pensado para torná-lo mais rápido

O novo Ford GT e o GT40 de 1964 (Divulgação/Ford)

Dois anos depois de ter sido apresentado como conceito, o Ford GT está pronto para as ruas e pistas. É a segunda vez que Ford recria o GT40 da década de 60, que venceu as 24 Horas de Le Mans por quatro vezes entre 1966 e 1969.

Desta vez, sua produção será limitada a 250 unidades por ano pelos próximos quatro anos, todas feitas em Ontario, no Canadá – as 1.000 primeiras unidades já foram vendidas, ou seja: a fila será longa.

Quem já dirigiu (pilotou?) o carro afirma que ele é praticamente um carro de corrida liberado para as ruas. E a descrição dos seus principais atributos mecânicos e aerodinâmicos não deixa dúvidas de que essa era exatamente a ideia da Ford.

Motor de picape, câmbio de Ferrari

(Divulgação/Ford)

O motor V6 3.5 Ecoboost twin-turbo de 656 cv e 76 mkgf compartilha 60% de seus componentes com o da F-150 Raptor. Isso não chega a ser demérito – o último Ford GT tinha um V8 também oriundo das picapes F-Series, com as devidas preparações.

Mas o câmbio é bem diferente: um automatizado de dupla embreagem e sete marchas Getrag 7DCL750, o mesmo câmbio das Mercedes SLS AMG e AMG GT, e das Ferrari 458 Italia, FF, California e F12 Berlinetta.

Para o motor assumir posição mais central, todos os acessórios foram retirados da frente do motor. Na lateral estão os dois intercoolers que aproveitam as tomadas de ar laterais. A estrutura redonda atrás do motor é o reservatório do cárter seco, que armazena 15,3 litros de óleo.

 

Habitáculo com rollcage integrado

(Divulgação/Ford)

O habitáculo do Ford GT é formado por 45 peças de fibra de carbono unidas, que transformam o painel em elemento estrutural. Já a estrutura tubular na parte superior não serve apenas para sustentar o teto: ele é homologado como como rollcage para pistas de corrida. É por isso que esta terceira geração do GT não tem portas que se abrem para cima.

 

Alumínio aeroespacial

O peso e a resistência do alumínio aeroespacial atraiu até mesmo fabricantes de celulares, que usam o material para dar refinamento a seus aparelhos. O Ford GT o utiliza em grandes quantidades. Presos ao habitáculo, placas maciças deste alumínio servem de apoio para os conjuntos de direção e suspensões.

 

Sem lataria

(Divulgação/Ford)

Todos os painéis da carroceria do Ford GT são de fibra de carbono, sem plástico ou lata. Isso explica os 1.385 kg da versão de rua. O carro de pista é homologado com 1.260 kg, mas na verdade tem 1.099 kg – há 161 kg de lastro no assoalho do carro para baixar o centro de gravidade.

 

Gorilla Glass

A tecnologia que não deixa que a tela do seu smartphone fique toda arranhada também está no Ford GT. O Gorilla Glass é usado no para-brisa e na tampa de vidro sobre o motor. Este tipo de vidro é mais resistente e 32% mais leve que o vidro laminado tradicional. No esportivo, a camada externa será de vidro comum, há lâmina plástica no meio e o Gorilla Glass na face interna. Assim, o para-brisa fica 5,5 kg mais leve.

 

Suspensão pushrod

(Divulgação/Ford)

Em vez de suspensão independente duplo A convencional ou McPherson, o Ford GT usa a arquitetura pushrod, a mesma dos carros de Fórmula 1 e dos protótipos de Le Mans. Sua configuração, com mola helicoidal acionada por braço de torção (verde) e amortecedor ajustável (azul) montado a distância torna o conjunto mais resistente e leve, e ajuda a baixar o centro de gravidade.

 

Direção hidráulica

(Divulgação/Ford)

Nada de direção elétrica ou eletro-hidráulica. O GT tem a direção hidráulica pura, já considerada defasada em carros que precisam se preocupar com economia de combustível e emissões do motor. O motivo é louvável: a hidráulica é mais comunicativa, deixa o motorista mais próximo do que se passa no asfalto e do limite dos pneus.

 

Assoalho aerodinâmico 

(Divulgação/Ford)

Os pontos de fixação da suspensão pushrod ficam próximos do eixo longitudinal do carro, como nos carros de corrida. Isso permite que um grande volume de ar passe pela caixa de roda.

(Divulgação/Ford)

Um defletor ativo pode direcionar o ar que passaria sob o carro para a caixa de roda e, em seguida, para uma saída de ar na base da porta. Isso gera vácuo sob o carro e, com isso, mais downforce.

 

Aerofólio ativo

(Divulgação/Ford)

Dois motores elétricos são responsáveis por erguer o aerofólio. Ao mesmo tempo, flaps se estendem de dentro da peça e melhoram sua eficiência em 14%. Em outras palavras, aumentam o downforce do aerofólio em 14%.

Isso ocorre quanto o race mode é acionado. Além de elevar o aerofólio, ele abaixa a altura do carro em relação ao solo quase instantaneamente, como mostra o pequeno vídeo abaixo.

 

Rodas de fibra de carbono 

(Divulgação/Ford)

A Ford já havia usado rodas de fibra de carbono no Mustang Shelby GT350R, mas as que serão oferecidas como opcional no Ford GT deixam a textura da fibra de carbono à mostra. Mais leves, melhoram a aceleração e a frenagem ao reduzir a massa não suspensa e a inércia rotacional. Isso também melhora o funcionamento da suspensão e suaviza o rodar do esportivo.

 

Volante de F1

(Divulgação/Ford)

A Ford consultou seus pilotos de corrida antes de projetar o volante do GT. O resultado é um volante que concentra acionamento das luzes, limpador e lavador do para-brisa, seletor do modo de condução, comando de seta e botões de áudio e controle de cruzeiro. As borboletas de trocas sequenciais são magnéticas, como nos GT de Le Mans.

Confira na edição de junho de QUATRO RODAS nossa primeira avaliação do Ford GT, logo mais nas bancas!

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