A evolução do Audi A3 em seus 20 anos de vida

Compacto da Audi foi lançado em 1996 e fez escola. Relembre as diferenças entre as gerações

Audi A3, Audi A3 Sportback

Da esquerda para a direita: 3ª geração, 1ª geração e 2ª gera˜ao (Divulgação)

O A3 é um marco na história da Audi. Lançado numa época em que as marcas de luxo pouco olhavam para segmentos de carros compactos, o modelo completa 20 anos em 2016. Foram três gerações lançadas neste período em mais de 100 países, inclusive no Brasil, onde o modelo foi produzido em duas ocasiões – de 1999 a 2004 e desde 2015.

Baseado na plataforma da quarta geração do VW Golf, o A3 foi revelado ao mundo no Salão de Paris de 1996, inicialmente lançado apenas na carroceria de duas portas, três versões de acabamento e quatro opções de motorização (entre gasolina e diesel).

Primeira geração (carro amarelo) foi fabricada no Brasil entre 1999 e 2006

Primeira geração (carro amarelo) foi fabricada no Brasil entre 1999 e 2006 (divulgação/Quatro Rodas)

Segundo modelo da Audi a adotar a tecnologia de cinco válvulas por cilindro, o A3 ganhou a esperada carroceria de quatro portas em 1999, mesmo ano em que começou a ser produzido no Brasil, na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR). O hatch tinha três opções de motorização: 1.6 (de 101 cv, o mesmo utilizado no Polo) e três variações do 1.8 (aspirado com 125 cv e turbo com 150 cv e 180 cv, esta última lançada em 2001).

Linhas esportivas aproximam as três gerações do A3

Linhas esportivas aproximam as três gerações do A3 (divulgação/)

A carroceria Sportback surgiu apenas a partir da segunda geração

A carroceria Sportback surgiu apenas a partir da segunda geração (divulgação)

Leves atualizações de estilo foram adotadas em 2000, juntamente com a introdução do câmbio manual no motor de 180 cv. No mesmo ano era lançado o esportivo S3, com para-lamas alargados, carroceria duas portas e duas variações do motor 1.8 turbo com 210 cv e 225 cv.

Em 2003 chegava a segunda geração do A3. Aproveitando a plataforma do Golf V, o modelo trazia suspensão traseira multilink, transmissão automatizada de dupla embreagem S-Tronic e novos motores com injeção direta, como o 2.0 FSI de 200 cv e o 3.2 V6 de 250 cv. No ano seguinte estreava a versão de quatro portas, batizada de A3 Sportback.

Enquanto isso, no Brasil, a Audi atrasou o lançamento do modelo em três anos. Juntamente com sua chegada, a marca anunciou o fim da produção do antigo modelo, alegando altos custos de produção para fabricar seu sucessor no mercado brasileiro.

Acabamento com cores vibrantes não foi adotado no modelo brasileiro

Acabamento com cores vibrantes não foi adotado na primeira geração produzida no Brasil (divulgação/Quatro Rodas)

Mais elegante, segunda geração do A3 tinha interior inspirado no TT

Mais elegante, segunda geração do A3 tinha interior inspirado no TT (divulgação)

Geração atual do A3 é a terceira; interior é mais simples e esportivo do que antes

Geração atual do A3 é a terceira; interior é mais esportivo do que antes (divulgação)

O RS 3 estreou em 2011, com um motor 2.5 de cinco cilindros em linha e 340 cv. Um ano depois, a Audi apresentava a terceira geração do A3. Construído sob a plataforma modular MQB (aproveitada em vários modelos do Grupo VW), o carro ganhou requinte e equipamentos antes restritos a categorias superiores, como piloto automático adaptativo.

De 2013 em diante, são lançadas as versões Sportback, conversível e sedã. Este último, aliás, começa a ser fabricado em 2015 no mesmo complexo paranaense responsável pela produção do primeiro A3. De lá o modelo sai apenas na carroceria de três-volumes, com duas versões de acabamento (Ambiente e Ambition) e duas opções de motorização: 1.4 TFSI Flex (de até 150 cv) e 2.0 TFSI movido a gasolina (220 cv).

Desde 2015 a Audi fabrica o A3 Sedan no país

Desde 2015 a Audi fabrica o A3 Sedan no país (divulgação/)

Além das versões convencionais, atualmente a linha A3 ainda é formada pelos modelos Cabriolet, S3 (Sportback e Sedan, com motor 2.0 TFSI de 286 cv) e RS3 Sportback (2.5 TFSI de 367 cv). Na Europa há também versões movidas a eletricidade (e-tron).

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  1. Lembro-me de há alguns anos estar em meu Gol 1000i saindo no semáforo na faixa da direita e um Corolla arrancando com tudo ao meu lado, mas tendo que parar adiante em outro que ficara vermelho. Durante o percurso, percebi um carro ao meu lado fazendo o assobio, bem de leve, de turbina passando por mim e quando olhei era um A3 1.8T. Ele parou ao lado do Toyota no sinal e quando este ficou verde, o dono do Corolla saiu pianinho, pois sabia que não dava para ele. Ninguém bateu racha naquele momento, mas foi uma sensação agradável ver alguém que se achava o máximo em seu carro ter de baixar a bola. Não sou a favor de disputas no trânsito, não quero criar polêmicas e nem desmerecer o Corolla, pois sei de suas qualidades, mas, infelizmente, determinadas pessoas se acham com ele, principalmente, quando se está com carros mais antigos e 1.0.