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Venda de automóveis no Brasil cresce 22% em junho
Por Marcio Ishikawa | 02/07/2009
Procura diante da possibilidade do fim da redução do IPI foi o principal fator que alavancou as vendas no período

Em junho, a indústria automobilística nacional viveu o seu melhor mês de toda a sua história, ao menos em relação ao número total de unidades vendidas. Foram nada menos que 289 792 automóveis e utilitários leves emplacados, que supera os 288 100 registrados em julho de 2008, até então o recorde nacional.

Em relação ao mês de maio, o resultado é 22,08% maior. Já em relação ao mês de junho do ano passado, o aumento é de 19,32%. Os números foram divulgados nesta quinta-feira, dia 2 de julho, pela Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.

O principal fator que influenciou na vendas foi o aumento da procura diante do possível fim da redução do IPI, medida adotada pelo governo no início do ano para estimular as vendas de veículos e impedir demissões na indústria automobilística.

A desoneração foi instituída em dezembro de 2008 e foi prorrogada no final de março. No entanto, a redução foi prorrogada novamente e vai se manter nos níveis atuais até setembro e vai retornar gradativamente às aliquotas normais até dezembro.

O VW Gol manteve-se no topo da lista dos automóveis mais vendidos, com 29 312 unidades emplacadas, seguido pelo Fiat Palio (20 770) e Fiat Uno (16 284). Entre os utilitários, a Fiat Strada segue soberana, com 8 087 unidades, seguida de longe pela Chevrolet S10 (3 719) e o Ford Ecosport (3 583).

Claudio (05/07/2009 @ 15:56)
Se eu fosse o presidente da Republica ou mesmo um ministro da fazenda, eu proporia uma revolução tributária neste país. Um tabelamento de preços de carros, como se fazia antigamente, também acho que seria uma medida efetiva para combater a ganânica das montadoras. Eu também limitaria os prazos de financiamento a no máximo 6 vezes, pois assim diminuiria a demanda e as montadoras não se folgariam tanto com esses preços absurdos. Finalmente eu acabaria com essa história de financeiras agirem mancomunadas com concessionarias para divivir os furos com elas. Credito para compra de aurtomóveis somente através de CDC. Assim é que eu acabaria com a ganância dessas montadoras aqui no Brasil.
claudio (03/07/2009 @ 21:31)
Fora o fato dos jurus abusivos cobrados pelas instituições financeiras, o preço inicial de um veículo já é muito maior que o existente lá fora. Um carro de 25 mil reais, financiado em 48 parcelas iguais fica no final das contas no mínimo em 45 mil. E quando você acaba de pagar, o carro já esta “velho”, mas você não consegue vende-lo por mais do que 19 mil. Li uma matéria sobre o lançamento do novo gol no México, e ela dizia que o gol seria vendido em duas versões, a Trendline e a Sportline, ambas com motor 1.8. A versão sportline (TOP) com todos os opcionais (incluindo freios abs e air bags) custaria o equivalente a 28 mil reais. Em nosso pais o 1.0 basicão custa 27.590. e de onde vem tamanha diferença? Impostos. A carga tributária no México é quase a metade da nossa, e assim como o Brasil, trata-se de um país em desenvolvimento com grande desigualdade social. Se não bastasse ter uma das maiores taxas do mundo, os impostos sobre veículos (e não somente sobre veículos) incidem em cascata. Antes mesmo das peças chegarem à montadora, o governo já esta arrecadando impostos. Do parafuso que prende a roda, o pneu, os amortecedores, o motor, o volante, enfim todas as peças que compõe o carro quando saem de onde foram fabricadas já pagam impostos. Já pagaram como matéria prima e pagam também como produto acabado. Quando chegam à montadora, mais impostos pagos na forma de encargos fiscais e etc. E quando o carro esta pronto, mais um monte de impostos federais, estaduais e municipais. No final das contas, você paga um carro para a montadora e mais 3 para o governo. E depois de comprar o carro e viajar, você paga IPVA, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) que corresponde a 40% do valor pago por litro de combustível na bomba e o pedágio. Aí a grande maioria dos brasileiros financia o carro novo em 60 meses, e fora os impostos sobre o valor final do carro, incluem-se na conta, mais impostos, taxas e jurus, e tudo isso no final será dividido entre bancos e governo. Tem uma musica que diz: “o Brasil é o pais do futuro”. Com esse governo, o futuro será algo como a matrix, no período imediatamente após a revolução da máquinas quando John Connor for derrotado.
Zé (03/07/2009 @ 20:59)
Que os carros no Brasil são caros não é novidade. Sempre foram. A questão é porque as pessoas trocam tanto de carro? Parece que gostam de dar dinheiro para o governo e as montadoras. Eu tenho um carro usado e estou muito satisfeito, o IPVA é barato, não preciso fazer seguro... Me sentiria um troxa pagando só de IPVA 1000 reais.
fabio boaretto (03/07/2009 @ 20:09)
ENTREM NO SITE http://WWW.FORD.COM.AR OU WWW.CHEVROLET.COM.AR E VEJAM A DIFERENÇA DE PREÇOS ENTRE OS CARROS ARGENTINOS E OS NOSSOS, LEMBREM-SE DE MULTIPLICAR AQUELE VALOR POR R$0,517, QUE O VALOR DO PESO ARGENTINO EM REAIS. E O GOVERNO FAZENDO CHACOTA DIZENDO QUE BAIXOU O IPI, ESQUECEU DE DIZER QUE TAMBÉM BATEU O RECORDE NA ARRECADAÇÃO DE ICMS.... COMO PODE TERMOS TANTAS DIFERENÇAS DE PREÇOS ASSIM. UM ABSURDO. ABRAÇOS A TODOS
Leonardo Ferreira (03/07/2009 @ 13:38)
Infelizmente o governo brasileiro está fazendo o mesmo erro do norte americano, o que muda é apenas o objeto, aqui é o automóvel zero km. Estão empurrando carro zero na população. Está população que é muito sensível a crises financeiras, não possuímos um governo que tenha atitudes consisas em relação a micro economia (interna). Para mim é incrivel como uma pessoa pode ter a "corragem" de financiar um bem móvel em 84 parcelas. Em uma sociedade repleta de roubos com seguros cada vez mais caros e com automóveis feitos apenas para poucos anos, pois são "descartáveis". Mas samos brasileiros e não desistimos nunca.... Governo, por favor introduza matérias de matemática financeira, nas escolas. Só desta forma é que todos saberemos a mágicas dos juros compostos.... que empobrece os "classe média" e enriquece os banqueiros....
Ju (03/07/2009 @ 12:56)
Eu também! Lá na França se compra um Sandero por 6500,00 E (+-R$19500,00) Só que lá ele ver com Ar condicionado, Airbag, ABS, Vidros eletricos, etc...
Edno (03/07/2009 @ 11:18)
Eu estou de acordo com todos vocês. Nosso país é uma vergonha! Veja bem, eu tô morando no Perú, um país falido, há 6 anos. Antes morei na Espanha e na Argentina. Posso alguma coisa desses paises e do nosso também. Um Voyage (aqui no Perú se chama Gol Sedan), custa US$ 13.000 (com arcondicionado, direçao hidráulica, todo completo). Quanto custa no Brasil esse mesmo modelol? uns US$ 20.000. E é importado do Brasil!!! Pasmem!!! Não quero comenetar mais! Coisas do Brasil!
José (03/07/2009 @ 10:42)
Na verdade, existe uma grande má fé por parte do govêrno; sabe-se lá porque. Tudo neste país parte da exceção e não da regra geral, ou seja, governa-se por medida provisória e não pela Lei vigente. Criou-se uma expectativa muito grande sobre a volta do IPI e suas aliquotas anteriores, e o govêrno de forma mal intencionada só divulgou a prorrogação no apagar das luzes do mes passado - gerando assim uma corrida às concessionárias que se fartaram de vender veiculos - e o brasileiro deixou de atender outras necessidades mais preementes para subir num carro novo, privando até sua familias muitas vezes de outros confortos e condições mais urgentes. Faltou automóvel pra vender, formou-se(pasmem!!!) lista de espera para alguns modelos e as montadoras fizeram a festa. Responde em parte a indagação do Marcelo, pois não sabemos que acôrdos inconfessáveis foram feitos entre este govêrno corrupto e o pool de montadoras para empurrarem automóveis goela abaixo dos brasileiros, individando-os em níveis nunca alcançados no Brasil até os dias de hoje. Eu poderia ter feito negócio mas não fiz, primeiro porque meus carros estão no máximo com 1 ano e meio, e segundo porque eu sabia que na reta final este govêrno iria acabar prorrogando a isenção e a redução do IPI. Coisas do Brasil governando por um analfabeto...
vagner (03/07/2009 @ 08:07)
concordo com vc Marcelo. as vezes ficou sem entender como se pode vender tanto carro com tanto custo que temos para mante-los.
vagner (03/07/2009 @ 08:07)
concordo com vc Marcelo. as vezes ficou sem entender como se pode vender tanto carro com tanto custo que temos para mante-los.
Marcelo (02/07/2009 @ 23:34)
O que mais me surpreende é que ainda se consiga vender tanto assim, num país onde temos uma das gasolinas mais caras do mundo e os carros mais taxados do planeta. Até os nossos hermanos argentinos pagam menos por carros produzidos pelo nosso país. Por exemplo, o mesmo Civic LXS, pelo qual pagamos em média R$ 60 mil, lá na Argentina é vendido por cerca de R$ 45 mil. Outro exemplo, o Sandero que aqui custa R$ 29 mil na versão mais básica com motor 1 litro, lá sai por R$ 24 mil, mas com ar condicionado, direção hidráulica, mp3/CD e motor 1,6 litros. Aliás, há muito tempo que os nossos hermanos não sabem o que é um carro basicão, uma vez que até as versões mais em conta já vem com ar e direção de série. Enquanto isso, lá em Brasília, gastamos cerca de R$ 2,7 bilhões ao ano com o senado, para manter 81 senadores. O que se gasta com um único senador ao ano daria para comprar cerca de 1000 carros de R$ 33 mil. Aí fica fácil entender porque os nossos carros e a nossa gasolina são os mais caros do mundo. Eu não mencionei nem a câmara dos deputados e o palácio do planalto. O resto tentem pesquisar vocês mesmos. Se algúem acha que sou um anti-patriota por questionar o ufanismo da nossa "pujante" indústria automobilística; se acha feliz por poder possuir um maravilhoso GOL 0Km básico pago em 60 meses; saiba que se você estivesse em outro país, poderia estar dirigindo um GOLF 0km, pagando um décimo dos juros e colocando gasolina 100% pura (sem adição de 25% de alcool). E ainda estaria rodando sobre tapetes de asfalto sem ter de pagar a mais por isso.
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