Vendas para pessoas com deficiência crescem mais de 30% ao ano

O segmento ganha maior visibilidade e também variedade de modelos exclusivos para PCD

Corolla GLi pode custar apenas R$ 54.645 para clientes PCD (divulgação/Toyota)

Nunca se falou tanto no mercado de PCD (pessoa com deficiência, até 2010 denominadas PNE – pessoas com necessidades especiais). Mais do que isso, nunca se vendeu tanto para esse público. Em 2016, essas vendas subiram 31,5% em relação a 2015, segundo Rodrigo Rosso, presidente da Abridef, associação nacional do setor.

Na Toyota, o Corolla foi o protagonista. A versão chamada de “GLi  tecido” é tabelada em R$ 69.990, atende prioritariamente à clientes PCD (entra no limite máximo de R$ 70.000 para ter o desconto de quase 30% devido à isenção de ICMS e IPI) e hoje representa nada menos que 17,2% das vendas da linha Corolla.

Com as isenções de ICMS e IPI, o preço final do GLi pode chegar a R$ 54.645 – valor que inclui um motor 1.8 16v de 144 cv, câmbio CVT, ar-condicionado analógico, sete airbags e controles de estabilidade e tração (itens que vieram com a recente reestilização).

Até mesmo o caro utilitário SW4, que não conta com o abatimento do ICMS por exceder o limite de R$ 70.000 (mas mantém o desconto de IPI), teve 1.769 unidades de 12.168 totais – ou 14,2%.

Também com versões específicas, a Peugeot vai bem entre os portadores de deficiência: 14,6% das vendas do 308 no ano passado foram para PCD.

Com 23,6% de participação na linha 408, o sedã Allure Business 1.6 THP automático traz controles de estabilidade e tração, hill assist, sensor de estacionamento e ISOFIX sai por R$ 47.990 já com os descontos de ICMS e IPI. O crossover 2008, em configuração semelhante (por R$ 49.990 com ambos os descontos) teve 12,3%.

O Jeep Renegade também tem sua versão PCD. Traz motor 1.8 flex, câmbio automático, ar, direção, controles de tração e estabilidade e ISOFIX e pode ser comprado por R$ 54.665 com os descontos de ICMS e IPI.

Na contramão da queda do mercado geral, o crescimento das vendas para PCD se deve à crescente disseminação da informação de que os familiares e responsáveis pelos deficientes também têm direito à isenção, desde que provem a assistência a eles.

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  1. Jefferson Barra

    Todos devem aproveitar essa oportunidade, são várias as ” doenças e deficiências” que são aptas a esse benefício ( garanto que todas as famílias tem sempre alguém que se enquadra). Aqui no Brasil, só assim pagamos preço descentes utilizando esse ” beneficio”.

  2. Existe um erro na matéria, o desconto máximo não é mais de 30%, uma vez que o imposto total é 30% e agora eles fazem a conta inversa para dar o valor do desconto. O desconto máximo é de 23,07%, sendo que assim daria o valor de R$53.846,15. Se o valor fosse de 30% de desconto, o valor do carro, para PCD, seria de R$49.000,00, o que não acontece atualmente. Em 2013, quando comprei um carro PCD, a conta era feita assim, R$70.000,00*0,7=R$49.000,00. Hoje ela é feita assim, R$70.000,00*0,2307=R$53.846,15. Favor atualizar a matéria

  3. Vanderlei Oliveira

    Vendas crescem. Atenção para a concordância gramatical!

  4. Georges Costaridis

    Sabe porquê? Por que banalizaram a deficiência ao ponto de unha encravada fazer parte. Se essa política fosse de atendimento a quem realmente tem necessidades especiais e os safados da Receita parassem de tratar isso como favor (5 anos sem correção) aqueles que realmente são necessitados teriam o atendimento e suas necessidades tratadas com o respeito que merecem.