Guia de usados: Mitsubishi ASX

Espaçoso, confortável e seguro, ele vai bem no asfalto e em trilhas leves, mas poderia ser mais rápido e econômico

Motor 2.0 16V é a única opção para o ASX

Motor 2.0 16V é a única opção para o ASX (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Conhecida pela valentia de seus utilitários, a Mitsubishi tem no ASX um carro de passeio que roda confortavelmente por estradas de terra e até encara trilhas leves.

Belo e funcional, ele começou a carreira há quase seis anos e conquistou parte da clientela do Pajero TR4 (especificamente aqueles que rodam mais no asfalto) ao suprir as carências do irmão mais velho: com porte de hatch médio (mede 4,3 metros), oferece espaço interno para cinco ocupantes, porta-malas de 409 litros, dirigibilidade dócil e confortável e bom pacote de segurança, que inclui sempre ABS e airbags frontais.

Mitsubishi ASX

Como em todo Mitsubishi, interior tem acabamento e materiais simples (Marco de Bari)

Uma semelhança com o TR4 é o alto consumo: seu 2.0 16V a gasolina com comandos variáveis e injeção direta rende 160 cv, mas é limitado pelo câmbio CVT, que compromete o desempenho com respostas lentas. Quem gosta de acelerar deve optar pelo câmbio manual ou apelar para trocas nas borboletas do volante.

Vale a pena investir no ASX AWD: por R$ 50.000, ele traz nove airbags (frontais, laterais, quatro de cortina e um de joelhos), controles de tração e estabilidade, tração 4×4 seletiva, assistente de partida em subidas, sensores de ré, de chuva e de faróis, chave inteligente com partida do motor por aproximação, retrovisores rebatíveis, bancos de couro elétricos e ar digital. Teto panorâmico e faróis de xenônio são opcionais bem-vindos.

Versão 4x4 é a mais valorizada

Versão 4×4 é a mais valorizada no mercado de usados (Marco de Bari/Quatro Rodas)

A versão 4×2 atrai pouco porque oferece menos itens de série por um valor próximo. Nacionalizado nos modelos 2012, o ASX recebeu discretos retoques, roda aro 18 e revisão em motor e suspensão. Na linha 2016, o Outdoor aliou câmbio manual e o 4×4: além do visual (bagageiro no teto e apliques de plástico), ele agrada pela dirigibilidade mais suave devido às rodas menores (aro 16) e aos pneus de uso misto e perfil mais alto.

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O ASX desfruta da boa reputação dos japoneses, embora seu pós-venda deixe a desejar quando comparado aos rivais de Honda e Toyota. Por outro lado, a nacionalização melhorou a disponibilidade e o valor dos itens de reposição: vale pesquisar o preço nas concessionárias, que quase sempre têm peças para pronta entrega.

A VOZ DO DONO

Nome: Fábio Tabarelli

Idade: 39 anos

Profissão: empresário

Cidade: Guarulhos (SP)

O que eu adoro:“É muito versátil e ignora as condições da via graças à elevada altura do solo: as suspensões independentes nas quatro rodas garantem conforto e estabilidade, no asfalto ou fora dele.”

O que eu odeio:“A transmissão CVT é o ponto fraco do carro: tem reações muito lentas, apresenta aquecimento no uso intenso em altas velocidades e ainda compromete acelerações, retomadas e até o consumo.”

ONDE O BICHO PEGA

O teto panorâmico dos modelos 2010 e 2011 forma convocados para recall por risco de descolamento do vidro

Teto panorâmico – Os modelos 2010 e 2011 do ASX AWD foram convocados para recall de eventual aplicação de adesivo de fixação no teto panorâmico, por risco de descolamento do vidro.

Câmbio CVT – Assim como o Lancer, as primeiras unidades do ASX chegaram ao país sem o radiador do fluido da transmissão, provocando ruídos e falhas principalmente em altas rotações. Vale a pena certificar se o equipamento foi instalado no período de garantia.

Suspensão – A calibração firme e o curso curto da suspensão cobra seu preço na vida útil de peças como buchas e batentes. Batidas secas e vazamentos são indícios claros de amortecedores sem ação.

Cabeçote – O motor pode apresentar ruídos anormais, vindos da corrente dos comandos de válvulas: óleo de especificação incorreta ou trocas fora do prazo determinado provocam o desgaste precoce desse componente.

Sistema 4×4 – Exige atenção no alinhamento da direção e suspensão da versão AWD, sob risco de desgaste excessivo dos pneus e comportamento dinâmico irregular. Cheque também se o óleo da caixa de transferência e o do diferencial traseiro foram substituídos.

Preço médio dos usados (FIPE)

Modelo 2011 2012 2013 2014 2015 2016
4×2 manual R$ 48.515 R$ 51.560 R$ 57.566 R$ 59.840 R$ 73.734 R$ 77.026
4×2 CVT R$ 52.728 R$ 55.321 R$ 64.789 R$ 69.660 R$ 81.765 R$ 85.063
AWD CVT R$ 55.256 R$ 59.820 R$ 69.912 R$ 78.346 R$ 88.415 R$ 100.776
OUTDOOR R$ 91.686

Preço das peças

Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 2.103 R$ 750
Farol (cada um) R$ 1.029 R$ 1.600
Retrovisor (cada um) R$ 1.034 R$ 600
Discos de freio (par) R$ 1.018 R$ 370
Pastilhas de freio (jogo) R$ 350 R$ 260
Amortecedores (os quatro) R$ 1.454 R$ 1.500

 

Comentários
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  1. Samir Guizelini

    Valentia de carro Mitsubishi? DEsculpe, mas o que a Mitsubishi não tem é valentia! Uma ASX AWD que só roda em Asfalto, nunca viu terra e ter que trocar o amortecedor por estar vazando com menos de 50.000 km, isso nao é valentia e sim erro de projeto. O Carro é bonito, espaçoso, nao tem porta-malas e consome horrores. Não recomendaria a compra, e para revender é péssimo. Honda CR-V de mesmo ano revende muito mais facil, assim como RAV-4. Existem carros melhores no segmento e Mitsubishi deixou de ser valente…..