Guia de Usados: Chevrolet Cruze (1ª geração)

Robusto, bem-equipado e bom de volante, o modelo da GM é uma das opções mais procuradas entre os sedãs médios

Projeto robusto aprovado no Longa Duração

Projeto robusto aprovado no Longa Duração (Marco de Bari)

Sucesso nos EUA, a primeira geração do Cruze chegou ao Brasil para rivalizar com Corolla e Civic. Produzido já como linha 2012, entre suas armas estava o mesmo porte dos rivais (4,60 metros de comprimento e o bom entre-eixos de 2,69).

O resultado foi uma cabine espaçosa e bem-executada, com acabamento de plástico e couro sintético muito superior ao do antecessor Vectra e um generoso porta-malas para 450 litros de bagagem.

Cabine agradável, com acabamento em dois tons na versão LTZ

Cabine agradável, com acabamento em dois tons na versão LTZ (Marco de Bari)

Por isso, o Cruze tornou-se um dos sedãs mais procurados por quem quer uma opção mais equipada que os japoneses ao mesmo preço. A versão básica LT trazia rodas de liga aro 17, airbags frontais e laterais, controles de tração e estabilidade, ABS com EBD e BAS, Isofix, direção elétrica, ar digital, volante multifuncional, piloto automático e som com Bluetooth.

A LTZ agregava acabamento interno em dois tons com bancos de couro, central multimídia, faróis com acendimento automático, retrovisores aquecidos com rebatimento elétrico, airbags de cortina e chave inteligente com destravamento automático das portas e partida por botão.

Sob o capô, um 1.8 Ecotec com dois comandos de válvulas variáveis de 144/140 cv, potência bem explorada pelo câmbio automático sequencial de seis marchas, com acionamento apenas pela alavanca no console. O câmbio manual de seis velocidades é exclusivo do LT.

Motor 1.8 16V: até 144 cv e 18,9 mkgf de torque

Motor 1.8 16V: até 144 cv e 18,9 mkgf de torque (Marco de Bari)

Ao volante, o Cruze exibe uma dirigibilidade que pode ser considerada um meio-termo entre a insensibilidade do Corolla e a esportividade do Civic: a direção é firme e a suspensão oferece bom compromisso entre segurança e conforto.

Integrante da nossa frota de Longa Duração, o Cruze chegou ao fim dos 60 000 km como referência em termos de qualidade técnica entre os sedãs médios. Motor, transmissão, freios e suspensão indicaram que se tratava de um carro extremamente robusto e perfeitamente adequado à péssima qualidade do piso brasileiro.

As poucas queixas dos proprietários se concentram no pós-venda deficiente, incapaz de sanar pequenos problemas.

Controle de estabilidade era item de série

Controle de estabilidade era item de série (Marco de Bari)

ONDE O BICHO PEGA

Câmbio automático – Problema abordado na seção Autodefesa de dezembro de 2012: verifique se ele não está travado em terceira marcha, o que indica operação em modo de segurança. O problema costuma ser resolvido com a substituição ou reprogramação do módulo.

Embreagem – Na versão LT manual, não se esqueça de checar a embreagem: o kit completo – disco, platô e atuador – custa cerca de R$ 3 000, fora a mão de obra.

Sonda lambda – Marcha lenta oscilante e estouros no escape podem indicar a troca da sonda original por outra universal, mais comum no paralelo, que compromete o funcionamento da injeção eletrônica.

Ar-condicionado – Verifique o sistema: embora pouco comuns, pode haver falhas no funcionamento do compressor. O problema também pode estar no condensador, que sofre com danos causados por pedras e outros detritos.

Recall – Em 2014 foi detectada uma falha no filtro de combustível que pode resultar em vazamento próximo ao tanque. Os veículos chamados foram fabricados entre outubro de 2013 e abril de 2014.

 

A VOZ DO DONO

Nome: Luiz Mário Dantas

Idade: 37 anos

Profissão: Bacharel em direito

Cidade: Recife (PE)

O QUE EU ADORO

“É completo desde o básico. O desenho é imponente e ao mesmo tempo sóbrio. Ótimo compromisso entre conforto e estabilidade e o câmbio sequencial permite trabalhar melhor o motor.”

O QUE EU ODEIO

“O consumo de etanol é elevado e os controles de tração e estabilidade continuam atuando mesmo quando desligados, impedindo que o motorista explore os limites do veículo.”

 

NÓS DISSEMOS…

Janeiro de 2012: “Seu design anguloso tem uma esportividade que cairia muito bem em um cupê. (…) A qualidade de acabamento é boa, mas fica aquém de rivais como 408 e Elantra, na seleção dos materiais. (…) E o espaço é compatível com a categoria, com exceção da altura do teto no banco traseiro, maior que a média.”

 

Preço médio dos usados (FIPE)

Modelo 2012 2013 2014 2015
LT 1.8 16V manual R$ 43.788 R$ 47.143 R$ 49.866 R$ 58.939
LT 1.8 16V automático R$ 44.917 R$ 48.401 R$ 52.979 R$ 60.121
LTZ 1.8 16V automático R$ 47.542 R$ 51.932 R$ 55.848 R$ 66.428

 

Preço das peças

Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 410 R$ 380
Farol (cada um) R$ 725 R$ 490
Retrovisor (cada um) R$ 540 R$ 600
Disco de freio (par) R$ 1.300 R$ 250
Pastilhas de freio (jogo) R$ 260 R$ 180
Kit de embreagem (jogo) R$ 3.301 R$ 3.100
Veja também
Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. Victor Carvalho

    Algumas coisas dá pra concordar, mas falar que acabamento de Cruze (100% plástico) é melhor que Vectra C (painel e forros emborrachados, macios ao toque) ou pior ainda, do que o Vectra B (painel macio almofadado, forros de porta com veludo de alta qualidade, padrão Opel) é mentira.
    O acabamento interno dos carros tem caído a cada nova geração.