
Vale a pena financiar um carro usado? A grande oferta de veículos e também de crédito muitas vezes leva o consumidor a ficar em dúvida se compensa esticar o financiamento e adquirir um automóvel zero quilômetro ou se troca seu usado por um outro usado, sendo este mais novo.
Há vários pontos de vistas a considerar. Para quem, por exemplo, não tem toda a quantia para comprar um zero quilômetro (seja à vista ou com entrada mais saldo financiado), mas que preza por um carro mais completo, com itens de segurança (airbags e freios ABS) e de conforto (ar condicionado, direção hidráulica e acionamento elétrico de vidros e travas das portas), a aquisição de um modelo usado com dois, três anos de uso seja bastante interessante.
Afinal, um seminovo, carregando os mesmos itens, no mínimo será entre 15% e 30% mais em conta que o automóvel zero-quilômetro correspondente. Isso, claro, levando-se em conta a média de depreciação inerente a cada modelo. Mas quem fizer essa opção deve saber que vai precisar ter paciência e perseverança para garimpar um modelo em boas condições mecânicas.
Quem não abre mão de usufruir da garantia de fábrica, item que as montadoras vem estendendo como forma de se diferenciar da concorrência (chegando, em alguns casos, até a cinco anos), vai encontrar essa essa segurança somente em um veículo novo. Não há como desprezar, ainda, o fator psicológico de contar com um carro novo, seja em termos de satisfação e realização pessoal ou mesmo da sensação de segurança quanto à confiabilidade do produto.
É imprescindível que o comprador que abriu mão de itens de conforto e segurança, em favor de um zero-quilômetro (seja por qual razão) primeiro cumpra com todos os requisitos para manter a garantia do seu veículo e, segundo, não se frustre pela ausência desses equipamentos que abriu mão.
Se você não faz questão de uma coisa nem outra, mas está em busca do melhor negócio, tudo é uma questão de fazer contas. Com valores equivalentes de entrada e do valor do carro, calcule as taxas de crédito, impostos e o valor das prestações com os juros que estão sendo oferecidos nos dois casos e faça a soma.
Afinal, vale lembrar que os juros cobrados no financiamento do veículo usado são sempre mais caros, quando não o dobro do que o cobrado nas operações com caros novos – que contam, quase sempre, com subsídios das montadoras através de seus próprios bancos.
O valor final que você encontrará nas duas situações é o quanto você pagará, no final do financiamento, por cada um dos carros. Antes de tomar a decisão é preciso, ainda, somar os valores de seguro, eventuais acessórios que você acrescente ao veículo zero ou algum reparo que seja necessário no seminovo.
Com esses dois valores em mãos, você estará municiado para, então, tomar a decisão racional desse dilema.
Adquirir um carro usado requer atenção redobrada, seja na hora da avaliação do modelo pretendido, seja na hora da negociação ou da papelada de transferência. Confira aqui as principais recomendações.