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Williams: em busca do passado campeão

21.03.11 - Por Vitor Matsubara

País: Inglaterra
Pilotos: Rubens Barrichello (Brasil) e Pastor Maldonado (Venezuela)
Modelo: FW33
Motor: Cosworth

Texto: Carlos Garcia

Chega de ser coadjuvante. Essa parece ser a nova ordem na Williams para os próximos anos, disposta a retomar as épocas de glória em que dominou a categoria. A equipe resolveu lançar um projeto inovador (algo que já rendeu alguns frutos no passado) e, também, arrecadar, depois de passar por sérios problemas financeiros.

Tanto que Frank Williams e Patrick Head decidiram abrir mão do promissor Nico Hulkenberg para trazer o venezuelano Pastor Maldonado e seus petrodólares de Hugo Chavez para financiar o novo projeto. Rubens Barrichello continua sendo a aposta para conseguir alcançar bons resultados.

Apresentando um bico alto - porém com formato diferente das rivais - além de vários sidepods diferenciados, o time já havia prometido um pacote aerodinâmico atualizado para a estréia do mundial. Outra inovação é o câmbio, menor, mais leve e com trocas mais rápidas segundo a equipe. Patrick Head, diretor técnico da equipe, acredita que será muito difícil que outros times consigam copiar o novo câmbio e prevê reinar sozinho por um tempo ao menos neste aspecto.

Rubens Barrichello chegou a liderar uma das bateria na última sessão de testes em Barcelona e no final acabou com a oitava posição no geral. Pastor Maldonado foi o décimo nono. Para voltar aos bons tempos, de tantas vitórias, a equipe decidiu apostar na boa vibração de uma adaptação a um antigo visual. A pintura do carro de 2011 remete a 1997, quando o canadense Jacques Villeneuve conquistou o último título mundial da equipe. Que os bons tempos voltem.

Ponto positivo: Dinheiro, inovações, um bom desenvolvedor de carros e ânimo. Essa combinação não era vista há muito tempo pelos lados de Groove, onde se situa a fábrica da Williams. Não que a equipe deva ser campeã do mundo, mas parece ser um bom início de uma nova caminhada vencedora.

Ponto negativo: O projeto nasce do zero com muitas inovações, o que muitas vezes gera alguns problemas de confiabilidade. O venezuelano Pastor Maldonado também se transformou em uma dúvida não só por ser um estreante como também por já ter cometido alguns erros em testes. Outra dúvida no ar é alimentada pelo motor Cosworth.

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Comentários

eder yoshi - 23.03.11 @ 16:43

cosworth já foi muito vitoriosa na categoria. e por estar voltando agora, ainda não está no desenvolvimento fino entre confiabilidade e força. Ano passado teve poucas quebras, mas isso pode significar um motor trabalhando com um CS alto. E so o tempo e a experiencia farão encontrar o melhor ponto do motor. o motor renault parece ser o melhor da categoria, pois não fica atras na potencia e por ter um angulo maior no "V" tem um cg mais baixo.

Anderson M Gontijo - 22.03.11 @ 18:50

Não sei de onde tiraram que o motor Cosworth é ruim, e de onde tiraram que o motor da renault tem 30 cv a menos que o mercedes. Ora se a diferença de voltas de praticamente 4,5 km é de 1segundo no máximo, temos que a diferença de potencia é nula. o que existe é a forma com que o motor despeja a potencia. Dessa forma, temos que o motor renault tem a melhor curva de potencia, mais distribuida, sendo é bem competitivo. O problema do Cosworth que tinha era uma grande degradação, mas foi corrigido o problema e ao longo do ano passado, foi o que menos quebrou, dentre todas as marcas. O problema da Williams, é falta de dinheiro no orçamento. 400 milhoes de Ferrari, 380 Milhoes de Red Bull, 220 Milhoes de Mercedes, 140 Milhoes Renault 100 Milhooes de Toro Rosso e Sauber e 300 Milhoes de McLaren, são muito superiores a 68 Milhoes de Williams, 60 Milhoes de Force Indian. Das novatas é ridiculo a diferença.

Jorge Ernesto - 22.03.11 @ 09:54

Infelizmente, o que mata a Williams é esse motor Cosworth. Enquanto ela não fechar acordo com alguma grande montadora para fornecer seus motores, ela não vai atingir o topo.
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