
1988 marcou o início de uma parceria de sucesso entre Ayrton Senna e a McLaren. Logo de cara, o brasileiro travou uma disputa feroz com seu companheiro de equipe Alain Prost. Juntos, os dois venceram 15 das 16 corridas daquele ano.
A temporada foi encerrada com chave de ouro para Senna no GP do Japão, quando teve problemas na largada e caiu para o 16º lugar. Mesmo assim, o brasileiro se recuperou e tomou a liderança de Prost, conquistando seu primeiro título mundial com 13 pole-positions, oito vitórias e dois abandonos.
Em 1989, Senna dividiu os boxes com Prost novamente e a rivalidade entre ambos cresceu ainda mais. Após ter acumulado seis vitórias no ano, o brasileiro chegou ao GP do Japão precisando da vitória para assegurar o bicampeonato. Quando Senna tentava ultrapassar Prost, o francês teria “fechado a porta” e ambos se tocaram. O brasileiro voltou à pista e venceu a prova, mas foi desclassificado pela FIA por ter cortado a chicane. O título ficou com Prost e Senna expressou sua irritação com Jean-Marie Balestre, então presidente da FIA.
No ano seguinte, o desafeto Prost foi para a Ferrari e Gerhard Berger chegou para ser o companheiro de Ayrton Senna. Nascia aí uma relação de amizade entre os dois, fato raro durante toda a vida do brasileiro, que não tinha muitos amigos na Fórmula 1. O bom início de temporada, com três vitórias em cinco corridas, mostrou que Senna estava disposto a conquistar seu segundo título mundial a qualquer custo.
E foi o que aconteceu. Novamente em Suzuka, Prost e Senna tinham condições de ficar com o campeonato. Nos treinos oficiais, Senna fez a pole-position, mas Prost conseguiu o segundo melhor tempo. A expectativa pelo que poderia acontecer após o sinal verde não durou nem 800 metros: Prost largou do lado de fora da pista, mas a curva para a direita favorecia Senna. O brasileiro manteve sua trajetória e colidiu sua McLaren com a Ferrari de Prost. Depois que a poeira baixou, veio a constatação: Senna era bicampeão mundial de 1990.
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