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Senna, 50: a despedida da McLaren

21.03.10 - Por Vitor Matsubara

A temporada de 1992 não começou com o mesmo otimismo dos anos anteriores. Duas razões deixaram Senna ressabiado: a superioridade dos carros da Williams e as falhas no projeto da McLaren.

O novo carro só estreou na terceira etapa do ano, no Brasil, e alguns problemas no sistema de suspensão ativa tornavam o comportamento do carro imprevisível nas curvas. Senna venceu em Mônaco, Itália e Hungria, mas acabou o campeonato numa modesta quarta colocação, ficando atrás, inclusive, de um jovem alemão chamado Michael Schumacher.

Em 1993, a equipe de Ron Dennis encerrou a vitoriosa parceria com a Honda - que anunciou sua retirada da F-1 - e começou a utilizar os motores Ford, após ter fracassado nas negociações com a Renault. Enquanto isso, Senna vislumbrava um acordo com a Williams, mas não poderia se transferir para o time inglês naquele ano. Boatos dizem que uma cláusula no contrato de Alain Prost proibia a equipe de tê-lo como seu companheiro de equipe.

Resignado, Senna concordou em permanecer na equipe à pedido de Dennis, mas acabou assinando contrato por corrida disputada, e não pela temporada inteira. Mesmo com um carro inferior, o brasileiro conquistou cinco vitórias – entre elas a segunda em Interlagos, com direito a invasão de pista após a bandeirada final – e tornou-se o piloto mais vitorioso a competir em Mônaco.

Outra corrida memorável de Senna foi o GP da Europa, disputado no circuito de Donington Park. A chuva castigava os pilotos desde o início e, na largada, Senna perdeu uma posição e caiu para o quinto lugar, mas antes da segunda volta já ocupava a liderança.

Enquanto Alain Prost realizava sete paradas para trocar pneus, Senna parecia que pilotava em pista seca e caminhou tranqüilo para uma das vitórias mais impressionantes de sua carreira. Apesar dos momentos brilhantes, Senna ficou com o vice-campeonato daquele ano. E já se preparava para defender a Williams no ano seguinte.

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