
País: Alemanha
Pilotos: Michael Schumacher (Alemanha) e Nico Rosberg (Alemanha)
Modelo: W02
Motor: Mercedes
Texto: Carlos Garcia
Tudo parecia caminhar bem no início de 2010 para a Mercedes, mesmo encerrando parceria que por anos manteve com a equipe McLaren. A montadora alemã simplesmente comprou a Brawn GP, eu havia faturado o título de pilotos e construtores em 2009, montou uma base completamente alemã e como reforço trouxe nada mais nada menos que o heptacampeão mundial Michael Schumacher.
Dentro das pistas porém a situação foi um pouco diferente do que se esperava. A situação de domínio vivida na temporada anterior não pôde ser vista, a briga pelas vitórias se tornou impensável e mesmo o desempenho fantástico que Schumacher havia mostrado em sua vencedora passagem pela Fórmula-1 ficou no passado. O que se viu de bom no início do ano foi a boa performance, que já era esperada, do também alemão Nico Rosberg, sempre a frente de seu companheiro de equipe.
Mas Michael Schumacher sempre foi um centralizador. Em sua passagem pela Ferrari escolheu os melhores profissionais, soube moldar todos os carros a seu estilo de pilotagem e por isso não teve grandes dificuldades para conquistar 5 títulos pela equipe italiana. É atrás deste histórico que a Mercedes está em 2011.
O time se coloca em segundo plano e molda o projeto do carro deste ano ao gosto do heptacampeão e ao que tudo indica pode dar algum resultado. Pelo menos é o que pôde ser visto em Barcelona, onde o alemão terminou a semana com o melhor tempo no combinado geral.
Tecnicamente o que se pode ver é que o carro também segue a tendência do bico alto, porém um pouco mais achatado que os demais. A entrada de ar da tampa do motor agora é simples, não mais dupla como no ano passado (e que a Force Índia, que tem o mesmo motor, adotou para seu novo carro).
O propulsor, por sinal, segue sendo o grande trunfo da equipe na busca pela vitória. Experiência o time tem. Com grandes profissionais disputou duas temporadas e ganhou um campeonato e seu principal piloto já tem 7 no currículo.
Ponto positivo: O motor Mercedes segue sendo o grande trunfo do time para a temporada e vale lembrar que um carro feito aos moldes do heptacampeão mundial Michael Schumacher pode ser também um grande diferencial. É bom ficar de olho.
Ponto negativo: O efeito contrário também pode ser um grande problema, pois sabe-se que o alemão pode enfrentar ainda dificuldades em seu processo de adaptação e também o peso da idade, afinal ele já tem 42 anos nas costas. E como se sentirá Rosberg nesse processo?
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