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Lotus Renault: correndo por Kubica

21.03.11 - Por Vitor Matsubara

País: França
Pilotos: Vitaly Petrov (Rússia) e Nick Heidfeld (Alemanha)
Modelo: R31
Motor: Renault

Texto: Carlos Garcia

Tudo estava pronto para o início de temporada da Renault. Um bom carro, com soluções inovadoras, liderança nos primeiros testes e time fechado, até que o dia 6 de fevereiro de 2011 mudou tudo.

Disputando uma prova de rali em Gênova, na Itália, o polonês que tinha a incumbência de liderar o time em 2011 sofreu um grave acidente e atingiu um guard rail, que perfurou o carro onde estava acertando o piloto, que foi operado e não corre mais riscos de vida ou amputação. Mas que, por enquanto, ainda não tem certeza de que disputará uma prova de Fórmula 1 novamente.

Tudo recomeçou. Um novo piloto precisava ser escolhido para substituir o polonês enquanto todos torcem por sua plena recuperação. Bruno Senna e Nick Heidfeld eram os mais cotados, o primeiro por ser piloto de testes do time e o segundo por sua experiência na categoria. E foi ele o escolhido. Sem sofrer pressão, Heidfeld se encaixou bem com o time e agora é o responsável por levar a Renault aos pontos e vitórias.

Renault que, administrativamente, já não é mais a mesma. Comprada pela Lotus Cars, a montadora e não a equipe, agora e chama Lotus Renault e se envolveu em uma briga judicial com a Team Lotus que ainda não está 100% resolvida. A briga é pelo nome “Lotus”.

Nas pistas a Renault é forte candidata a inovadora do ano, com seu sistema apelidado de “escapamento de saída frontal”, que como o próprio nome já diz, direciona o ar que sai do equipamento para uma região mais à frente do bólido, melhorando o fluxo de ar que passa por baixo do carro, recuperando um pouco da pressão perdida pela proibição do difusor duplo.

A idéia deve ser copiada em breve, mas como? Enquanto isso a Renault vem se colocando entre as primeiras posições em praticamente todos os testes de pré-temporada, em especial com Nick Heidfeld.

Ponto positivo: O projeto inovador e que nasceu bem feito deve ser o grande trunfo do time que sempre soube trabalhar com menos dinheiro do que o normal. Parece ser o caso este ano.

Ponto negativo: A Renault 2011 nasceu pensando em Robert Kubica. O acidente do polonês abalou a todos dentro do time e pode surtir algum efeito negativo nos momentos mais importantes. Fora a perda de um grande talento como é o polonês.

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