breadcrumb

HRT: como sobreviver sem dinheiro?

21.03.11 - Por Vitor Matsubara

País: Espanha;
Pilotos: Narain Karthikeyan (Índia) e Vitantonio Liuzzi (Itália);
Modelo: HRT F111
Motor: Cosworth

Texto: Carlos Garcia

Após chegar 3 vezes na decimal 14ª, a Hispania Racing Team, também conhecida como HRT, garantiu a 11ª posição no mundial de construtores de 2010. Mas o resultado não refletiu o fato de o time ter sido, de longe o pior entre os estreantes da temporada passada.

Os problemas foram variados, de ordem financeira, administrativa e até de projeto, que foi comandado pela Dallara em constante litígio com a equipe. Coroando uma temporada de tanta confusão, ao término da temporada a direção da equipe chegou a culpar a inexperiência dos estreantes Bruno Senna e Karun Chandok pelo fracasso.

Em 2011 o time radicalizou não só ao desenvolver o próprio projeto, mas também apresentando um layout radical em tonalidade preta, branca e vermelha, sendo desde já eleito para figurar entre os carros mais bonitos do grid. A bela pintura do HRT F111 também expõe o maior problema da Hispania: a falta de dinheiro. O problema é explicitado com frases como "patrocine nosso time" e "este espaço por ser seu".

Bruno Senna e Karun Chandok afirmam ter recusado propostas de renovação em busca de um espaço melhor e com isso outro indiano, Narain Karthikeyan, apoiado pela também indiana TATA, foi o escolhido para assumir um dos cockpits, o outro ainda está vago.

As soluções aerodinâmicas do modelo de 2011, que ainda deve sofrer um pouco com o motor Cosworth, se aproximam dos outros carros, o que até o ano passado não se via. A diferença fica por conta do bico que tem a frente mais baixa que os demais, já que a grande aposta para o ano de 2011 parece ser os altos bicos.

Não deve ser ainda um grande ano para a HRT, que não deve fugir dos últimos lugares do grid, mas à primeira vista esta temporada deve ser um pouco mais consistente para o time. A grande dúvida é se conseguirão alinhar em 2011 após uma temporada inteira implorando por patrocínio e dinheiro.

Ponto positivo: Em relação ao ano passado o time se apresenta de uma forma um pouco mais profissional e começa o ano com um carro pronto - o que, definitivamente, é um avanço.

Ponto negativo: O time implora para que algum dinheiro entre na conta e financie a temporada. Uma das soluções é contratar um piloto pagante. Portanto, não terá dúvida alguma em substituir um dos pilotos por outro que traga um suporte financeiro melhor – mas isso pode prejudicar o desempenho na pista e desenvolvimento do carro.

Untitled Document

Leia análise sobre as outras equipes:

Ferrari
Force India
HRT
Lotus
Marussia Virgin
McLaren
Mercedes GP
Red Bull
Renault
Sauber
Toro Rosso
Williams


Comentários
Publicidade
Fotos
Notícias
    Publicidade