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Entenda as diferenças da nomenclatura das categorias de turismo

14.12.10 - Por Bruno Roberti
A categoria de carros de turismo, de uma forma abrangente, é denominada "GT", abreviação de "Gran Turismo". Devido à grande variedade de carros e também de potência dos motores, há uma subdivisão dentro dela. A GT1 é mundial, seguida pela GT2, GT3 e GT4 em sua versão européia. As duas últimas também têm categorias nacionais - caso da Itaipava GT BR3 e GT BR4, disputada em conjunto com a GT1 na pista de São Paulo.

Além das diversas marcas do grid, outras diferenças entre as classes de turismo estão na preparação dos carros. Os mais parecidos com os modelos de rua competem na GT4. Já os com um pouco mais de preparação, com potência de motor elevada e itens como asas, rodas e amortecedores modificados, vão para a GT3.

Os carros que disputam a GT2 e GT1 têm mais preparação, como freios de competição, ajustes na suspensão, chassis adaptado, além da maior potência no motor com entradas de ar maiores e itens para diminuir o arrasto aerodinâmico. Para homologá-los na FIA, é preciso ter um número de carros no mercado. No caso da GT2, precisam ser comercializadas 150 unidades. Já na GT1, 50 modelos têm que estar à venda.    

As regras são parecidas. No caso da GT3 e GT4, cujos carros correm ao mesmo tempo no grid, há duas etapas por fim de semana. Já na GT1, os carros disputam uma prova para determinar o pole position, cujos três primeiros ganham pontos para o campeonato. Para deixar os carros em condições iguais no grid, tanto na GT1 quanto na GT3 e GT4, os cinco melhores da última recebem um peso extra de chumbo, chamado de lastro. Já os cinco piores perdem peso.

Na GT1, disputam a competição doze equipes de seis construtores diferentes, com os seguintes modelos: Aston Martin DB9, Corvette Z06, Ford GT, Nissan GT-R, Lamborghini Murciélago 670 R-S e Maserati MC12. Já na GT3 brasileira, disputaram em Interlagos quatro modelos: Ferrari F430, Ford GT, Dodge Viper Competition Coupe e Lamborghini LP 560. Por sua vez, a GT BR4 tem três carros: Ferrari Challenge, Maserati Trofeo e Ginetta G50.

Para compensar a diferença de potência entre os carros, os responsáveis pela categoria diminuem os restritores (entradas de ar), mexem na altura (para o carro ter mais resistência ao ar) e colocam peso.



Serra e Longo: maratona de provas

A divisão em categorias cria situações inusitadas, como a dos pilotos brasileiros Daniel Serra e Chico Longo. Correndo pela equipe Lamborghini Cimed na GT3, a dupla aceitou o desafio de correr pela GT1 no último fim de semana, em Interlagos.

Com treinos intercalados, os paulistas saiam de um carro e entravam em outro logo em seguida. Pela GT BR3, Serra/Longo disputava o vice-campeonato com a dupla Hann/Kodhair. Já na GT1, os dois correram pela Triple H Team Hegersport, a bordo de um Maserati MC12.

Para Chico Longo, presidente do grupo Via Itália, importador oficial das marcas Ferrari, Lamborghini e Maserati, o desafio é intenso, já que ele faz o papel na dupla de gentleman driver (piloto não-profissional). “É como se fosse uma maratona. Você sai de um carro e entra no outro”, disse.

Segundo Longo, o convite foi feito pela equipe Triple H, já que eles estavam sem uma dupla de pilotos. A princípio, somente Longo iria competir, mas o piloto pediu a companhia de Daniel Serra, o Serrinha, filho de Chico Serra. “Já estou acostumado com meu parceiro e nossa sintonia é melhor”, afirmou.

Porém, apesar da maratona e da oportunidade em pilotar um carro de GT1, o objetivo principal da dupla não foi alcançado: Longo e Serra perderam o vice-campeonato para Hann/Kodhair.

Confira a galeria de fotos das etapas GT1, GT BR3 e GT BR4 em Interlagos

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