GP da Inglaterra 2008, corrida: Para inglês ver
Desculpem a redundância, mas o Grande Prêmio da Inglaterra foi uma corrida para inglês ver. A começar pela vitória soberba de Lewis Hamilton, marcada pela agressividade, coragem e muita perícia em um circuito encharcado, onde o desafio maior era se manter na pista.
O triunfo de Lewis, além da volta à liderança -- empatado em 48 pontos com Felipe Massa e Kimi Raikkonen – leva os britânicos a sonhar com a recuperação do título mundial que não saboreiam há 12 anos.
Esse nono GP do ano foi uma corrida em que cabem vários superlativos: emocionante, sensacional, perigosa e até cômica, por causas dos lances no melhor estilo acqualoucos.
E com tudo isso era fatal que a zebra surgisse galopante em Silverstone, desta vez consagrando a pilotagem de Rubinho Barrichello na pista molhada, que lhe valeu o 3º lugar e a volta ao pódio com o pouco competitivo Honda. Uma façanha que Rubinho não curtia desde o GP dos Estados Unidos de 2005, em Indianápolis.
Na verdade, a corrida em Silverstone foi uma prova de desafio a perícia, concentração e, mais que nada, ao controle emocional dos pilotos, posto à prova numa corrida disputada sob garoa, chuva forte e amena e, até, com nesgas de sol. Daí ser fatal que também fosse um Grande Prêmio com recorde de rodadas e belas ultrapassagens. Só Heikki Kovalainen protagonizou sete ultrapassagens e foi vencido em quatro vezes.
Tecnicamente, a McLaren deu show e venceu a confusão que a Ferrari aprontou em Silverstone, principalmente no primeiro pit stop, o que foi definitivo para a vitória de Lewis Hamilton.
O boxe inglês trocou os pneus de Hamilton e Kovalainen, enquanto a Ferrari resolveu manter os mesmos pneus na segunda perna da corrida. Resultado: os McLaren dispararam, Kovalainen, ultrapassou Raikkonen – que era segundo --, oferecendo pista aberta para Hamilton tocar para a sua primeira vitória na F-1 em solo britânico.
A Ferrari, então, começou a andar para trás. Raikkonen perdia até 3 segundos por volta para a dupla inglesa, quando os engenheiros italianos resolveram fazer um novo pit stop, na volta 30 – o anterior ocorreu na volta 19.
Nessa altura dos acontecimentos, Felipe Massa, que largara em 9º, já estava fora de combate. Ele chegou a declarar, antes da corrida, que o mais importante era se manter na pista, mas já na primeira volta, na curva Abbey, ele rodou. Massa voltou em 17º, lutou contra a sua Ferrari – que insisto, deveria ter seqüelas da batida forte nos treinos – e marcou a sua corrida pelo recordes de rodadas num só grande prêmio: seis, entre saídas e escorregões, que não lhe permitiram que fechasse além de 13º.
Mas não foi só Massa que naufragou nas curvas e retas do inundado Silverstone. Mark Webber, segundo no grid, deu um show. Rodou, retornou á corrida, várias vezes, fez ultrapassagens e incomodou muitos pilotos. Nelsinho Piquet chegou a brilhar. Correu sempre no pelotão da frente, mas foi vencido pelo acquaplaning, na 35º volta, quando estava em 4º.
Até os mais veteranos experimentaram vários caminhos paralelos á pista. Kimi Raikkonen foi um deles, Rodou em vários estilos, foi mais teimoso do que técnico e ainda fechou em 4º. Já Robert Kubica jogou fora a possibilidade de pontear sozinho o campeonato, quando era o 3º colocado. Porém rodou e atolou o seu BMW na 40ª das 60 voltas da prova e ficou 4º no campeonato, com 46 pontos.
O mais importante é que a temporada continua aberta e mais atraente do que nunca. O trio líder, Massa, Raikkonen e Hamilton, volta a reeditar o duelo do ano passado, mas agora com a ameaçadora companhia de Kubica e Nick Heidfeld, que agora tem 36 pontos.




02/08/2008 - 17:09
Edison Berrocal responde: Lemir, Acredito que voce e o mais balizado comentarista da FORMULA 1 no Brazil. Seus comentarios sao frios e mostrando os fatos como eles os sao, sem as patriotadas de comentaristas de outras redes. Parabens. Edison Berrocal