A notícia do retorno de Michael Schumacher à F-1 ainda é a mais veiculada nas manchetes esportivas do mundo. Não existe um grande jornal do planeta que não tenha se curvado à especulação. Mas, pelo menos agora, a possibilidade já tem local, data e cifras.
O jornal alemão Bild Zeitung, que até desculpou-se por voltar ao assunto com tanta freqüência, garantiu que Michael Schumacher vai se reunir com emissários das Mercedes-Benz, em Stuttgart, na sede da montadora, antes do Natal, num encontro costurado por Willi Weber, o empresário do piloto.
O Bild ainda é mais específico e revela que a proposta está feita: Schumi receberá 7 milhões de euros, R$ 18 milhões, por um ano de contrato, e que Norbert Haug, diretor esportivo da Mercedes-Benz, será o portador da oferta. A assinatura do contrato só dependerá dos exames médicos do piloto.
É impressionante como esse badalado retorno da Michael Schumacher mexe com a F-1, com seus prós e contra, dependendo dos vários interesses. Para a Alemanha seria a realização do sonho ter um conterrâneo campeão – no caso octo – com carro e motor germânico.
Bernie Ecclestone, dono das finanças da F-1, acredita em Papai Noel e admite que a volta do heptacampeão à ativa será mágica -- naturalmente pensando em aumento de receita. O dirigente, sempre muito bem informado, faz um jogo de palavras ao afirmar que a especulação virou possibilidade e agora os rumores já são fatos.
Nicky Fry (ex-Brawn), diretor principal da Mercedes-Benz F-1, não abre o jogo sobre a contratação de Schumi, mas tampouco desmente. Dá alguns sinais da possibilidade ao admitir que mais um campeão mundial – alem de Alonso, Hamilton e Button – promoveria a temporada de 2010. No entanto, garante que antes do Natal a Mercedes anunciará o companheiro de Nico Rosberg nos futuros Flechas de Prata.
Já Nico Rosberg, diplomaticamente, aplaude a vinda de Schumacher: "Eu acho espetacular a possibilidade de formar dupla com o Michel”, enfatizou o alemão ao "Motorsport Aktuell", recusando-se a maiores comentários sobre os demais pilotos que tiveram Schumi na trincheira. Porém, Nico vê como positiva a vinda de um veterano para a equipe pelo fato de que, com a limitação dos testes, a prioridade seria a experiência.
Dos antigos ex-parceiros de Schumacher as opiniões são evasivas. Johnny Herbert, companheiro na Benetton, não discute o retorno, mas acha que tudo será questão de vontade e recuperação de reflexo. Eddie Irvine, seu primeiro companheiro de Ferrari, não se rende ao oba-oba da volta de Schumi: “Ele é quem sabe o que isso representa” disse o irlandês, referindo-se a volta de Schumacher em 1999, após o terrível acidente em Silverstone, no GP da Inglaterra, quando sofreu fraturas nas pernas, ficou sete corridas de fora e voltou no GP da Malásia, cravando pole position, volta mais rápida e propiciou a vitória a Irvine.
O tricampeão Niki Lauda não acredita na volta de Schumi baseado em duas interrogações: “Primeiro, será que ele têm disposição para enfrentar outra maratona de F-1? Segundo, vocês já perguntaram se não existe mais compromissos dele com a Ferrari?”
Bem, Luca di Montezemolo diz que o libera sem problemas.
Rubinho Barrichello, que conhece muito bem Schumacher, se mantêm tão misterioso como quando foi anunciada a desistência do piloto em substituir Felipe Massa, após o acidente do brasileiro na corrida da Hungria, com a desculpa de ainda sentia dores em consequência de um acidente de moto. “Eu acho que tinha outras coisas além da sequela do acidente”, ironizou Rubinho, sugerindo que a causa da desistência do alemão foi a pouca competitividade da Ferrari.
Lewis Hamilton e Jenson Button acham estupenda a chance de competir contra o grande Schumacher. Fernando Alonso, agora ocupando o trono que foi de Schumi na Ferrari, vê com ansiedade a possibilidade de reprisar novos duelos com o alemão, lembrando os travados em 2005 e 2006, anos em que ele derrotou o heptacampeão.
Schumacher assiste tudo de férias nos Estados Unidos e, já circulam boatos de que ele se diverte com os rumos da novela, não desmentindo e nem confirmado nada.
"Precisamos de algum tempo, mas o presente será desembrulhado antes do Natal", prometeu Norbert Haug, em recente declaração à agencia alemã Deutsche Presse Agentur. Se Michael Schumacher estiver no pacote de Natal da Mercedes-Benz, mais do que para a F-1, será um presente para o mundo.
Há que se ressaltar, além do mais, que será uma atitude corajosa do grande piloto. Afinal, é ele quem vai correr o maior risco. Se ganhar o oitavo título não fará mais do que se espera dele, ou seja, será quase uma obrigação. Mas, se fracassar, irá arranhar a aura de vencedor.
Bem, enquanto o pacote não é aberto, é bom acreditar em Papai Noel.
Luiz Sergio - 18.12.09 @ 06:46
No começo da carreira do alemão na Formula Um, tudo foi pago pela Mercedes Benz, penso que essa divida do Shumi com a Fabrica ainda não foi paga. Shumi tem provado nas pistas que está em plena forma. Penso que nem o Fernando Alonso consegue tirar da equipe o máximo, essa é outra qualidade insuperável do alemão, os títulos na F1 que o Shumi perdeu, depois da saída da Beneton para a Ferrari, o alemão só perdeu por que o seu carro estava inferior, assim mesmo ele conseguia levar a disputa até a ultima prova. Eu já tinha descartado a Mercedes GP da disputa do título de 2010, se o Shumi voltar ela automaticamente vai entrar na briga, com grandes chances de vencer, ainda mais sabendo que o chefe da equipe sr Brawn sabe como ninguém eliminar a disputa interna entre seus dois pilotos, com panes colocadas, táticas erradas, demora nas trocas no box, etc..., etc..., etc... Nico Rosberg, vai ter que ter paciência para esperar novamente a aposentadoria do Shumi, penso que no máximo ele fica uns três anos na ativa.