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O significado das palavras

Escrever com clareza e simplicidade é um dos fundamentos do jornalismo e um desafio. Ainda mais se tratando de uma publicação especializada, como é o caso de QUATRO RODAS. Nossos textos têm o compromisso de satisfazer leitores muito bem formados e informados sem, no entanto, tornarem-se indecifráveis aos olhos de outros não tão próximos do assunto. Se nas matérias temos espaço para nos alongarmos mais, as chamadas de capa, com espaço limitado, tornam o exercício ainda mais divertido. É preciso usar bem a vitrine e expor o que a revista tem de melhor em mensagens que muitas vezes fazem o limite de 140 caracteres do Twitter parecer um romance. E, de preferência, que as frases tenham graça, uma boa pegada, como se diz.

Ainda que não seja novidade para leitores habituais, acredito que vale aproveitar este espaço para falarmos sobre alguns termos e condutas que fazem parte de nosso dia a dia. Ao longo do tempo, por hábitos e costumes incorporados, algumas expressões foram se consolidando em QUATRO RODAS. Por exemplo: quando rodamos com um carro, mas não chegamos a levá-lo para a pista e não tiramos seus números de desempenho e consumo, nós não usamos o termo “testar”, mas sim “avaliar”. Ou, ainda, “andamos no carro”, como costumamos usar nas chamadas. Mas, para usarmos o verbo conjugado dessa forma, nós precisamos ter andado de fato. Eu explico: se comprarmos uma matéria produzida por uma publicação estrangeira, a expressão não se aplica. Aí podemos utilizar um “como anda...” Sutil, não? Pode ser, mas faz toda a diferença. Quando “nós” andamos, isso significa que utilizamos critérios afinados com nosso mercado e estabelecemos relações com os carros que fazem parte do nosso universo, analisando o modelo à luz de parâmetros adquiridos e compartilhados pela redação. O mesmo vale para nossos colaboradores, sintonizados na mesma frequência.

Dessa forma, estabelecemos um padrão, um senso comum, que nos ajuda a manter a coerência nas avaliações, nos testes e comparativos. Coerência não significa que todos devam ter a mesma opinião e pensar de maneira monolítica. Apenas os critérios é que devem ser claros para todos. Ou será que você achava que era só sentar e acelerar?


Um abraço,


Sérgio Berezovsky
diretor de redação

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