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Clássicos | Grandes carros
Mercedes Série 200 W114/W115
Fevereiro 2011

Mercedes Série 200 W114/W115

Com fartura de motores e estilo discreto, o sedã se impôs pela força das vendas

Por Fabiano Pereira | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Moderno e discreto, o estilo da intermediária Série 200 da Mercedes-Benz, geração W114 e W115, marcou o fim dos “Fintail”, conhecidos por sua estrutura monobloco e desenho inspirado nos carros americanos dos anos 50, evidenciado em suas barbatanas. O novo projeto estreava também o primeiro chassi completamente novo da marca no pós-guerra. Foi revelado na versão sedã durante o Salão de Genebra de 1968.

Os W115 eram compostos pelas versões de quatro cilindros 200 e 220 (a gasolina, com 95 cv e 105 cv, respectivamente) e 200D e 220D (a diesel, com 55 ou 60 cv). Já os W114 reuniam os seis-cilindros, o 230 (120 cv) e o 250 (130 cv), e se diferenciavam pelo radiador de trama maior. O eixo oscilante diagonal de sua suspensão traseira era destaque, um sistema com braço semideslizante, com molas auxiliares de borracha e barra de torção estabilizadora. A demanda pelos novos Mercedes logo causou fila de espera.

Já em outubro de 1968 surgia o cupê hardtop, nas versões 250 C e 250 CE, e em dezembro viria o sedã com entre-eixos 65 cm maior e espaço para oito. Com 150 cv, o 250 CE era o primeiro Mercedes com injeção eletrônica, a Bosch D-Jetronic. Outra adição viria em abril de 1972, o 280 e o 280 E sedã e os cupês 280 C e 280 CE. Com seis cilindros e comando duplo, elas rendiam 160 cv com carburador e 185 cv com injeção. Com uma atualização leve de estilo em 1973, novos motores foram surgindo com o tempo, como o 240 D 3.0 de 1974, de 80 cv, primeiro carro de produção com um motor a diesel de cinco cilindros.

O 280 E 1974 das fotos parece saído da linha de montagem. Entre os diversos opcionais, há teto solar elétrico, trava das portas por vácuo e luzes que acendem só do lado da rua quando o carro está junto à guia. O interior é espaçoso, como o porta-malas. Os bancos de couro sintético tinham 50 anos de garantia. A maciez de direção e pedais facilita sua operação. Os engates primam pela precisão e o torque brota suave, mas as respostas do motor são imediatas.

A produção durou até dezembro de 1976. Como a procura ainda era muito boa, conseguiu a proeza de conviver por um ano com seu sucessor, a série W123. Seu sucesso pode ser medido por um único número: 1 919 056 unidades produzidas, quase o equivalente a toda a produção de carros de passeio da Mercedes do fim da Segunda Guerra até 1968.

 



CLASSE E

Identificada assim, ela existe desde 1994. Era uma forma mais fácil de chamar os carros médios da linha diante da confusão de motores e códigos de projeto. Mas a própria Mercedes trata sua Classe E como uma linhagem que se estende por nove gerações, desde o 170 V de 1947, passando pelos W114/W115.

 





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