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Clássicos | Grandes carros
Opel GT
Julho 2008

Opel GT

Primeiro carro conceito europeu a chegar ao mercado, ele era uma opção ao Chevrolet Corvette

Por Fabiano Pereira | fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Em 1965, a Opel reservou uma atração muito especial para os visitantes do Salão de Frankfurt. Em seu estande estava o primeiro carro-conceito da marca, o Experimental GT. Era um cupê fastback de dois lugares e linhas muito limpas, com pára-lamas ondulados e faróis escamoteáveis, que diferia de tudo até então produzido pela Opel.

Construído sobre uma plataforma reforçada de Kadett, acabou virando realidade, após algumas mudanças, três anos depois, na forma do Opel GT. Ele também foi o primeiro esportivo genuíno das operações alemãs da GM. Leve e aerodinâmico, ele trazia um conceito próximo ao do maior ícone desse segmento na América, o Chevrolet Corvette.

Mais que a proposta, o GT e o Corvette 1968 também eram muito parecidos. O carro americano baseou-se no Mako Shark II, conceito exibido no mesmo ano em que o Experimental GT. A dianteira de ambos era muito maior que a traseira e seus pára-lamas tinham contornos bem sinuosos. Era o estilo garrafa de Coca-Cola. Para coroar a semelhança, havia as lanternas circulares duplas.

A maior diferença, porém, estava nas colunas traseiras, largas e bem mais inclinadas que o vidro traseiro no Vette. A grande curiosidade do Opel eram os faróis. Se no primo americano eles se elevavam, revelando lentes duplas, no GT a peça oval girava no próprio eixo. Traços de personalidade à parte, até hoje há quem chame o GT de Corvette europeu. Ele foi também o primeiro carro-conceito europeu a chegar ao mercado.

Mas, se no estilo as semelhanças entre o GT e o Corvette eram fáceis de notar, na mecânica os dois primos estavam a um oceano de distância. Enquanto o americano dispunha de um exuberante elenco de opções V8, o europeu só tinha duas variações de quatro-cilindros.

O 1.9 de 90 cv, disponível também no Rekord (equivalente ao nosso Opala), levava o GT de 0 a 100 km/h em 10,8 segundos, atingindo 185 km/h. Enquanto isso, o Porsche 912, com o mesmo número de cilindros, cavalos e velocidade máxima, levava 12,5 segundos. O ressalto no capô, aliás, era para que o motor 1.9 coubesse. Havia ainda a opção de entrada do GT, com 1,1 litro de 60 cv, usado pelo Kadett.

Mesmo em produção, o GT daria origem a outros experimentos da Opel. Um novo carro-conceito foi apresentado em 1969, o Aero GT. Versão targa do GT, ele teve duas unidades construídas, mas nunca chegou às ruas. Em 1971, Georg von Opel, neto do fundador da empresa, Adam Opel, alcançou 188 km/h em Hockenheim em um GT conceitual de propulsão elétrica, que bateria seis recordes mundiais.

A produção do GT durou até 1973, quando ele abriu espaço para o conservador Manta. Foram produzidos 103464 exemplares, 85% dos quais exportados. Para onde foi a maior parte? Cerca de 70% – ou 70222 deles – foram vendidos exatamente na terra do Corvette, pelas concessionárias Buick.

Entre as razões alegadas para a precoce aposentadoria do GT estavam a necessidade de instalar pára-choques maiores para as novas exigências de segurança do mercado americano, o que não combinava com seu estilo, e a venda para a Renault da Brisonneau & Lotz, que fazia sua carroceria na França.

Porém, por mais curta que tenha sido sua trajetória, o Opel GT abriu um precedente para que vários outros sonhos e devaneios dos salões europeus chegassem à linha de montagem.





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