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Clássicos | Grandes carros
Alfa Romeo Giulietta
Maio 2008

Alfa Romeo Giulietta

Final feliz: Ao contrário da Julieta de Shakespeare, o modelo trouxe vida nova à Alfa e virou um sucesso

Por Fabiano Pereira | Fotos: Marco de Bari
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Após a Segunda Guerra, a Alfa Romeo sabia que seus modelos 6C e 8C, sofisticados e caros, não eram as melhores opções para aumentar as vendas e tirá-la da crise. Em 1950, o modelo médio 1900 bem que tentou, mas foi um compacto que recebeu a tarefa de expandir a marca. Primeiro modelo da empresa produzido em massa e com um nome não alfanumérico, ele foi batizado de Giulietta, como a protagonista da tragédia de William Shakespeare. A estratégia de venda era ousada: as primeiras 1 000 unidades seriam sorteadas em uma loteria. Após alguns problemas de produção, o carro foi apresentado em 1954 nos jardins da empresa em Portello, ao lado da van Romeo e de um casal de atores como os personagens homônimos de Shakespeare.

Primeiro carro pequeno e com menos de 1,5 litro da Alfa, o Giulietta Sprint media só 3,92 metros. O visual era esportivo, mas não agressivo. Sua aura romântica remetia à Julieta de Romeu, tanto que o Sprint foi apelidado de a "namoradinha italiana". No Salão de Turim daquele ano, um exemplar azul sem tampa no porta-malas e no bocal do tanque quase maculou a primeira boa impressão. Mesmo assim, mais de 700 carros foram encomendados. O preço era de 1,7 milhão de liras, enquanto o salário de um trabalhador italiano era em média 40 000 liras. Ou seja, o Alfa ainda era um símbolo de status. Revestimento imitando couro no painel e de couro genuíno nos bancos era opcional, assim como um jogo de malas.

O alumínio era fartamente usado no motor, caixa de câmbio e diferencial. Com quatro cilindros, duplo comando e 1 290 cm3, ele criou um novo segmento quando a maioria tinha 1,1 litro ou mais de 1,5. Produzia 65 cv a 6 000 rpm, suficientes para ir a 165 km/h.A demanda foi tal que a Bertone, que fazia a carroceria, precisou abandonar a produção artesanal e construir uma linha de montagem. Um ano depois surgia o sedã Berlina. Em outubro de 1955 o Giulietta Spider estreava um desenho diferenciado, da Pininfarina, com entreeixos 5 centímetros menor - uma sugestão do importador Max Hoffman, que faria sucesso nos Estados Unidos.

Outras versões reforçariam o apelo esportivo da marca em pleno auge da "dolce vitta", como a Giulietta Sprint Veloce (SV), de 1956, que perdia 72 kg no peso, mas ganhava 15 cv na potência. Reformulação mais notável do Giulietta, a Série II foi assinada por um então jovem designer da Bertone, que ficaria famoso: Giorgetto Giugiaro. Grade única, faróis maiores e outras pequenas mudanças acompanhavam o aumento da potência para 80 cv. No verão de 1960, com a fábrica Bertone pronta, a fabricação da lataria foi toda automatizada.

Em 1962, a marca iniciava uma renovação, tirando gradualmente o Giulietta de cena para dar lugar ao Giulia. Em 1977, o novo sedã Alfetta receberia o mesmo nome da personagem de Shakespeare e duraria até 1985. Hoje o Alfa Romeo GT até tem estilo inspirado na Sprint 1954, mas não é nada que se compare ao valor histórico do Giulietta. Ele foi o símbolo da transição de carros artesanais para um sonho mais popular, ao menos para os 177 680 compradores do carro. Graças a ele, milhares de corações apaixonados passaram a ter uma batida mais esportiva.

ORIGEM

Uns dizem que o nome Giulietta foi sugestão da esposa do poeta Leonardo Sinisgalli. Outros falam de uma noite em 1950 em que diretores da Alfa encontraram um príncipe russo numa boate em Paris. Ao vê-los, teria dito: "Vocês são oito Romeus sem sequer uma Julieta?" Alguém teria levado a piada a sério...





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