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Clássicos | Grandes carros
Mini
Setembro 2007

Mini

Nenhum minicarro conquistou tanta admiração e respeito quanto esse ícone dos anos 60

Por Fabiano Pereira | Fotos: Marco de Bari
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Considere estas dimensões: 3,05 metros de comprimento, 1,40 de largura e 1,35 de altura. Elas justificam com perfeição o nome do Mini, que a inglesa British Motor Corporation (BMC) apresentou em 1959. Modelo que redefiniu um segmento, ele era uma opção de carro econômico motivada pelo racionamento de gasolina que se seguiu à crise do Canal de Suez em 1956. No início ele tomou emprestados os nomes de dois antigos modelos ingleses de sucesso, o Austin Seven e o Morris Minor. Com o tempo ganharia o apelido Mini, antes de se tornar seu nome oficial.

Não era novidade um veículo ser tão pequeno. O minicarro já existia havia décadas. Foi o Seven original que conseguiu popularizar o automóvel na Inglaterra

a partir de 1922, assim como o Bébé Peugeot de 1913 na França e o Fiat Topolino de 1936 na Itália. Criado pelo designer sir Alec Issigonis, que ganharia renome pelo projeto, o Mini tinha um quatrocilindros já usado pela BMC, mas adaptado transversalmente. Com 848 cm3, produzia 34 cv e rendia até 20 km/l. Moderno demais para época, tinha estrutura monobloco, tração dianteira para liberar espaço para quatro pessoas e suspensão independente nas quatro rodas, com batentes de borracha no lugar das molas.

Se no início ele foi visto com desconfiança por causa da tração dianteira e dos problemas de vedação, a BMC tratou de investir no modelo para ganhar mercado. Surgiram derivados como versões perua, van, picape e até três volumes. Só em 1969, o nome Mini passaria a identificar oficialmente o modelo. Mas nenhuma novidade despertou tanto interesse quanto o Mini Cooper, de 1961, um símbolo dos anos 60. A idéia veio do piloto John Cooper, que - mesmo com a relutância inicial do amigo Issigonis - convenceu a BMC a lançar uma versão esportiva.

Cooper aumentou a cilindrada para 997 cm3 e acrescentou um carburador SU extra, o que resultou em 55 cv. As relações de marcha foram retrabalhadas e os freios dianteiros passaram a ser a disco. Dois anos mais tarde surgia o Mini Cooper S, com motor de 1071 cm3 e 70 cv, assim como discos de freio maiores e servo-assistidos na frente. A fórmula deu certo: entre 1964 e 1967, o Cooper S seria presença constante nos pódios do rali de Montecarlo.

Para um carro que duraria por quase quatro décadas, o Mini apresentou poucas mudanças estéticas e mecânicas, como a opção de câmbio automático em 1965. Em 1969, após a fusão da BMC com a Leyland, o nome Mini viraria também uma

marca própria, acabando com a divisão dos modelos entre as marcas Austin e Morris.

Após várias séries especiais que nos anos 80 e 90 deram ares de novidades ao modelo, então vendido como Rover, em 1993 surgiu o Mini Cabriolet. A concorrência foi aumentando, as vendas perdiam força, até que em outubro de 2000 o Mini saiu de linha, após mais de 5,5 milhões de exemplares vendidos.

Em 2001, a BMW modernizou o projeto, mas com um Mini maior e mais sofisticado. É ele que mantém hoje vivo um nome que expressava a pequenez de

um carro que primou pela grandeza, seja no carisma, seja nas vendas ou na permanência no mercado.





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