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Jaguar Mark I e II
Agosto 2007

Jaguar Mark I e II

Com a grande sacada de criar um sedã médio, a marca inglesa deu um grande salto nas vendas

Por Fabiano Pereira | Foto: Marco de Bari
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Os anos 50 representaram o apogeu da Jaguar. Antes chamada Swallow Sidecar Company e depois rebatizada para SS Jaguar, a marca foi simplificada ao fim da Segunda Guerra Mundial, já que a sigla SS era facilmente associada à tropa de elite nazista. Com um nome que inspirava tanto a natureza selvagem quanto elegante dos felinos, a linha Jaguar era pequena, mas de forte identidade: oferecia apenas o esportivo XK e o luxuoso sedã Mark VII. Apesar das vendas em alta, a empresa percebeu que estava dependente de dois segmentos sujeitos a uma eventual recessão, assim como dos mercados externos. Era preciso criar um modelo atraente para outros países que também cativasse os britânicos. A tarefa foi cumprida no Salão de Londres de 1955, com o sedã intermediário Mark I.

Embora menor e inovando no chassi monobloco, o estilo lembrava muito o Mark VII: grade ovalada vertical, pára-lamas arredondados e colunas C curvadas (chamadas de "nucas"). O motor de seis cilindros do XK teve o curso reduzido para equipar o novo sedã de 1956 a 1959. Com 2 483 cm3, comando duplo de válvulas no cabeçote e carburador Solex de corpo duplo, ele produzia 112 cv. Por causa do motor, o modelo era chamado pela Jaguar de "2.4 litre". Para agradar os americanos, em 1957 o Mark I ganhou motor de 3 442 cm3 com 210 cv, usado no XK 140/150.

Em 1959, evoluiu para o Mark II, de estilo ainda mais esportivo. As janelas ficaram maiores, com molduras não mais integradas às portas. O motor 3.8 do XK150, de 220 cv, passou a ser o mais forte da linha, junto aos dois já existentes. Parece pouco, mas foi do que o projeto precisou para deslanchar nas vendas. Com o Mark II, o conforto e a esportividade da marca se fundiram em um único carro, que depois deu origem a versões mais sofisticadas. A mais conhecida é o S-Type, que funcionou como um modelo à parte entre o Mark II e o então topo-de-linha Mark X - ele tinha outra traseira, um pouco mais reta e elevada.

Em 1966 surgiu o Jaguar 420, outra variante do Mark II, com faróis duplos e grade semelhante à do Mark X. Justificando o nome, tinha o motor de 4 235 cm3 de 245 cv. O 420 só durou dois anos, até surgir o Jaguar XJ6. A partir de 1967, o Mark II passou a se chamar 240 e 340 e recebeu pára-choques mais simples. O S-Type, o 340 e o 420 saíram de linha em 1968, o 240 em 1969.

No total, todas essas variações somaram cerca de 160 000 unidades produzidas, número nunca imaginado por nenhum outro Jaguar então. O pulo do gato representado pelo Mark II e seus derivados ainda nos levaria pelo tempo até 1998, quando a Jaguar voltou a expandir sua linha com o novo S-Type, homenagem ao modelo de 1963.

Baby boom

O mercado europeu de sedãs médios de luxo ainda engatinhava nos anos 50. Além do Mark I, havia Mercedes-Benz Ponton, Alfa Romeo 1900 e Rover P5. A BMW só teria a Neue Klasse nos anos 60 e a Audi nem existia.





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