
Embora menor e inovando no chassi monobloco, o estilo lembrava muito o Mark VII: grade ovalada vertical, pára-lamas arredondados e colunas C curvadas (chamadas de "nucas"). O motor de seis cilindros do XK teve o curso reduzido para equipar o novo sedã de 1956 a 1959. Com 2 483 cm3, comando duplo de válvulas no cabeçote e carburador Solex de corpo duplo, ele produzia 112 cv. Por causa do motor, o modelo era chamado pela Jaguar de "2.4 litre". Para agradar os americanos, em 1957 o Mark I ganhou motor de 3 442 cm3 com 210 cv, usado no XK 140/150.
Em 1959, evoluiu para o Mark II, de estilo ainda mais esportivo. As janelas ficaram maiores, com molduras não mais integradas às portas. O motor 3.8 do XK150, de 220 cv, passou a ser o mais forte da linha, junto aos dois já existentes. Parece pouco, mas foi do que o projeto precisou para deslanchar nas vendas. Com o Mark II, o conforto e a esportividade da marca se fundiram em um único carro, que depois deu origem a versões mais sofisticadas. A mais conhecida é o S-Type, que funcionou como um modelo à parte entre o Mark II e o então topo-de-linha Mark X - ele tinha outra traseira, um pouco mais reta e elevada.
Em 1966 surgiu o Jaguar 420, outra variante do Mark II, com faróis duplos e grade semelhante à do Mark X. Justificando o nome, tinha o motor de 4 235 cm3 de 245 cv. O 420 só durou dois anos, até surgir o Jaguar XJ6. A partir de 1967, o Mark II passou a se chamar 240 e 340 e recebeu pára-choques mais simples. O S-Type, o 340 e o 420 saíram de linha em 1968, o 240 em 1969.
No total, todas essas variações somaram cerca de 160 000 unidades produzidas, número nunca imaginado por nenhum outro Jaguar então. O pulo do gato representado pelo Mark II e seus derivados ainda nos levaria pelo tempo até 1998, quando a Jaguar voltou a expandir sua linha com o novo S-Type, homenagem ao modelo de 1963.
Baby boom
O mercado europeu de sedãs médios de luxo ainda engatinhava nos anos 50. Além do Mark I, havia Mercedes-Benz Ponton, Alfa Romeo 1900 e Rover P5. A BMW só teria a Neue Klasse nos anos 60 e a Audi nem existia.





Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados.