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Clssicos | Grandes brasileiros
Volkswagen Apollo GLS
Maro 2011

Volkswagen Apollo GLS

No casamento entre Ford e VW, o Apollo foi o primeiro carro projetado por uma marca e vendido pela outra

Por Fabiano Pereira | Fotos: Christian Castanho
Lista de matrias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Seu nome era o do deus grego da beleza e tambm da nave espacial americana que aterrissou na Lua. No entanto, quando o Volkswagen Apollo surgiu em 1990 nas verses GL e GLS, seu voo era bem mais modesto. Pela primeira vez no Brasil, um carro de uma marca passava a ser oferecido por outra com modifi caes apenas pontuais. Era o primeiro fruto claramente perceptvel da joint-venture Autolatina, formada por Ford e VW em 1986. At ento, o mximo a que se chegou foi o motor 1.8 VW incorporado ao Ford Escort. O Apollo era a verso Volks do recm-lanado Ford Verona e supria a falta do Passat.

Se o Verona dispunha de motores 1.6 e 1.8, o Apollo oferecia apenas o segundo, com o cmbio mais curto do Escort XR3. Os amortecedores do VW eram mais rgidos. "As diferenas no so grandes, mas suficientes para serem notadas ao volante - seja na retomada de velocidade, em que o Apollo mais vibrante (19,8 segundos no 40 a 100 km/h contra 26,3 do Verona, o que se traduz em ultrapassagens mais rpidas e, consequentemente, seguras), seja no consumo em cidade, com o modelo da VW rodando quase meio quilmetro a menos por litro de gasolina (8,67 km/l contra 9,06)", dizia QUATRO RODAS em junho de 1990.

A pintura do Apollo era sempre metlica. A grade era um pouco diferente, os vidros traziam moldura cinza, os retrovisores vinham na cor do carro e ainda havia lanternas fum e aeroflio. Painel e volante traziam desenhos prprios, a iluminao dos instrumentos era laranja e o relgio digital integrado. Quase todos os opcionais do Verona eram de srie no Apollo GLS, como rodas de alumnio, ajuste lombar dos bancos, vidros eltricos, apoios de cabea traseiros, aquecimento e rdio. Mas seu preo era 20% maior.

Em julho de 1990, a revista comparou o GLS ao Verona GLX e o Chevrolet Monza SL/E, lder do segmento. Mesmo com o 2.0 do Monza, o Apollo andou mais. As crticas iam para a posio do volante, sem regulagem de altura, os vidros eltricos que s funcionavam com a chave ligada e a manuteno cara.

Com para-choques pretos (no GLS, pintados) e calotas, o GL no tinha ar-condicionado nem como opcional e faltava-lhe conta-giros e relgio digital. Os vidros eram verdes, o para-brisa, degrad e os faris, halgenos no pacote mais completo, que custava quase tanto quanto um Santana CL 2000. Em novembro, o GL recebe direo hidrulica e, em 1993, o Apollo cede espao ao Logus, aps 53 130 carros fabricados.

O assistente comercial paulistano Luis Antonio Zanatta o proprietrio do GLS 1992 fotografado, adquirido de um senhor que o manteve parado por mais de cinco anos. "Garimpei em sebos revistas de poca para ele fi car como vinha de fbrica", diz.

Mais tarde, viriam os gmeos Santana/Versailles e Logus/Verona (segunda gerao), com suas leves diferenas, que seguiriam a mesma rota aberta quando a alma Ford aterrissou na VW como Apollo.



TESTE

QUATRO RODAS
JUNHO DE 1990

>> Veja os testes do carro na edio

0 a 100 km/h:
11,71 s

Velocidade mxima:
163,9 km/h

Frenagem 80km/h a 0:
30,7 m

Consumo:
8,67 km/l (cidade), 14,85 km/l (a 100 km/h, vazio)



PREO

JUNHO DE 1990
NCr$ 1 300 000

ATUALIZADO
R$ 89 030
(IGP-M /FGV)





» FOTOS


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