Seu comparativo
TOP 10 QR
Os carros mais procurados da semana no site Quatro Rodas
  • Up
  • Onix
  • Duster
  • HB 20
  • Novo Ka
  • Corolla
  • Civic
  • Golf
  • Focus
  • New Fiesta
  • | A-Z |
Newsletter
Assine a Newsletter QUATRO RODAS
PUBLICIDADE
Clássicos | Grandes brasileiros
Ford Versailles
Setembro 2008

Ford Versailles

No tempo da Auto-Latina, a Ford se valeu do Santana para ter o seu modelo topo de linha

Por Sérgio Berezovsky
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O segundo fruto da Autolatina, a associação entre Ford e Volkswagen que teve início em 1986, foi lançado em meados de 1990. Primeiro foi o VW Apollo, versão do Ford Verona. Depois veio o Versailles, que chegou para compensar a lacuna deixada pelo Del Rey no topo da linha Ford. Seu DNA era o mesmo do mais nobre dos VW nacionais, o Santana.

Parecida com a do Ford Taurus americano e a do Scorpio e do Sierra europeus, sua frente não tinha grade. As colunas traseiras apresentavam desenho mais reto que no Santana e eram pintadas de preto na versão Ghia. Entre as lanternas desta, uma faixa refl exiva dava continuidade às lanternas logo acima da placa. O recorte da traseira era mais reto que no VW. O painel também tinha estilo próprio, que lembrava tanto o do Del Rey quanto o do Escort. A mecânica, no entanto, era a mesma do VW.

A versão GL, de entrada, era equipada com motor 1.8. Já a topo-de-linha Ghia, além de ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e retrovisores elétricos, vinha de série com motor 2.0. A injeção eletrônica era opcional, assim como o câmbio automático. Mas a paridade técnica com o Santana não impediu que o Ghia se tornasse o nacional mais veloz testado por QUATRO RODAS na edição de julho de 1991. A 174,3 km/h, deixou para trás até o celebrado Gol GTi.

>> Veja os testes do carro na edição



No primeiro comparativo, na edição seguinte, enfrentou Santana GLS 2000i e Chevrolet Monza Classic SE MPFI. Os elogios iam para as retomadas e, em especial, para a estabilidade proporcionada pelos amortecedores pressurizados nos dois carros da Autolatina. Na edição de fevereiro de 1992 era apresentada a aguardada versão Ghia de quatro portas, que trazia ABS opcional a tiracolo.

Sem injeção eletrônica, com catalisador, 105 cv e 1300 kg, ele não passou dos 170,8 km/h. Os freios com ABS foram outro ponto positivo.

Não demorou para a linha Versailles ganhar uma perua, a Royale. A exemplo da antiga Belina, 695 litros de capacidade de carga eram comuns às duas. Mas foi a versão sedã de quatro portas que bateu a do Santana em um comparativo de modelos
Ford e VW em junho de 1992. O fi el da balança foi o menor preço das peças de reposição.

Não foi essa, porém, a razão que levou o engenheiro catarinense Mário Trichês Júnior a adquirir o Versailles Ghia 1993 das fotos. “É a safra de que mais gosto”, diz. “Ela mantém o desenho original, mas já apresenta melhorias como os pára-choques pintados.” A injeção eletrônica também deixava de ser exclusiva do Ghia. Mesmo sendo fã do modelo, Trichês não faz vista grossa. “A partir de 1994, ele
passou a compartilhar os bancos com o Escort, o que foi um grande retrocesso”, afi rma.

O engenheiro possui também um exemplar 1996 e pretende adquirir um 1994. “Foi o ano em que o carro ganhou a opção do teto solar”, diz. A chegada do Versailles 1995, com frente, rodas e lanternas novas, coincidiu com a ofi cialização do fi m da Autolatina. Mas no ano seguinte o modelo saiu de catálogo. “Mecânicos mais experientes dizem até hoje que o Versailles é melhor que o Santana”, afi rma Trichês. A julgar pela mecânica que o carro usava, não deixa de ser um elogio para a VW.

[abre2]





» FOTOS


Publicidade