
Do original, foi feita uma fôrma para retirar as medidas. Todo o trabalho fi cou a cargo de Bianco e do dono da Ford Grancar, Armando George Neto. Assim como a Renault, era feita de plástico reforçado com fi bra de vidro. "As modifi cações na carroceria, o ferramental e o chassi foram desenvolvidos por mim ao longo de um ano", afi rma Bianco. Para viabilizar a produção, todo o trem de força - motor, câmbio, suspensão e eixos - é da linha Del Rey/ Belina. O motor era o de 1,8 litro e 98 cv, com um câmbio manual de cinco marchas. Segundo QUATRO RODAS, que andou no primeiro protótipo em janeiro de 1991, o conjunto mecânico se adaptou bem, pois a proposta era rodar com suavidade e silêncio para o conforto dos passageiros.
Do original, foi feita uma fôrma para retirar as medidas. Todo o trabalho fi cou a cargo de Bianco e do dono da Ford Grancar, Armando George Neto. Assim como a Renault, era feita de plástico reforçado com fi bra de vidro. "As modifi cações na carroceria, o ferramental e o chassi foram desenvolvidos por mim ao longo de um ano", afi rma Bianco. Para viabilizar a produção, todo o trem de força - motor, câmbio, suspensão e eixos - é da linha Del Rey/ Belina. O motor era o de 1,8 litro e 98 cv, com um câmbio manual de cinco marchas. Segundo QUATRO RODAS, que andou no primeiro protótipo em janeiro de 1991, o conjunto mecânico se adaptou bem, pois a proposta era rodar com suavidade e silêncio para o conforto dos passageiros.
Em abril de 1990, QUATRO RODAS levou a Futura a Limeira (SP) para as primeiras medições. O comportamento do carro agradou, mas o motor foi considerado fraco para os 1300 quilos da van. "Em situações extremas de uso, como com carga máxima e em estradas com longas subidas, falta um pouco de força ao motor, ainda que, mesmo assim, o desempenho do modelo seja melhor que o das costumeiras picapes transformadas em vans, que até então reinavam sozinhas nessa faixa de mercado no país", diz a reportagem. Segundo o projetista, entre 18 e 20 carros eram produzidos por mês.
A Grancar oferecia a opção de turbinar o motor. A revista fazia um apelo para que o motor 2.0 da Volkswagen fosse adotado a fi m de suprir a falta de força. Em setembro de 1991, ano em que a solicitação foi atendida, um comparativo entre a americana Chevrolet Lumina e a Futura LX mostrou que a minivan nacional tinha fôlego para o duelo. Equipada com o VW 2000 cm3 com carburador e potência de 116 cv, ela encarou o V6 de 3100 cm3, com injeção eletrônica monoponto, que gerava 122 cv.
Durante os testes, a Futura cravou máxima de 148 km/h, ante 151 km/h da Lumina. No 0 a 100 km/h, a Futura fez a marca de 15,01 segundos, contra 14,93 da Chevrolet. Se a Lumina ganhava em desempenho e conforto, a Futura LX atacava com aproveitamento de espaço. Foi esse o motivo pelo qual o técnico em eletrônica santista Afrânio da Silva Ferreira optou pela Futura aqui apresentada. "Como tenho 1,80 metro de altura, ela caiu como uma luva. Fico confortável, até parece um navio de cruzeiro, tamanha é a maciez da suspensão", diz.
Ao todo, foram feitas 159 unidades. A Futura de Ferreira é a unidade 86, como comprova a plaqueta de identifi cação. Devido à concorrência com os importados, a Futura foi produzida até o fi m de 1991. Ironicamente, oito anos depois, a Renault voltou ao Brasil com outra minivan, a Scénic.
TESTE
QUATRO RODAS SETEMBRO DE 1991
Aceleração 0 a 100 km/h: 15,01 s
Velocidade máxima: 148,8 km/h
Frenagem 60 km/h a 0: 16,3 metros
Consumo: 9,12 km/l (média QUATRO RODAS)
PREÇO
AGOSTO 1991: CR$ 10,7 MILHÕES
ATUALIZADO: R$ 143 287,26





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