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Clssicos | Grandes brasileiros
Monza Classic
Novembro 2007

Monza Classic

Popular de luxo: A verso Classic trouxe requinte e distino ao Monza, o carro mais vendido de 1984 a 1986

Por Fabiano Pereira | fotos: Marco de Bari
Lista de matrias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Com duas ou quatro portas, a versão sedã veio se juntar ao hatch em 1983. A chegada dessa novidade foi decisiva para a popularidade do Monza, o modelo intermediário da Chevrolet lançado em 1982. Símbolo de modernidade, de 1984 a 1986 ele foi o carro nacional mais vendido. A versão mais sofisticada era a SL/E, que não representava necessariamente luxo. Até ali o papel cabia ao Opala, especialmente o Diplomata. As boas vendas e a presença isolada do Santana CD da Volkswagen animaram a GM a lançar seu médio em traje de gala em 1986. Nascia o Monza Classic. De série, trazia direção hidráulica, vidros e travas elétricos, toca-fitas estéreo, relógio digital e descansa-braço no banco de trás. Isso sem falar na rodas multirraiadas exclusivas, faróis de milha, os largos frisos laterais e o estofamento com efeito navalhado, que dava um aspecto texturizado à cor. Como opcionais havia o ar-condicionado, o câmbio automático e a pintura em dois tons.

Na configuração com que estreou nas páginas de QUATRO RODAS, na edição de março daquele ano, o motor ainda era o 1.8 de 99 cv, com carburador de corpo duplo, como o esportivo Monza S/R, mas com 7 cv a menos. Vinha associado ao câmbio manual de cinco velocidades. Ele chegou a 166,3 km/h e, para ir de 0 a 100 km/h, precisou de 12,8 segundos. O texto notava que a direção hidráulica poderia ser progressiva para uma condução mais esportiva. Pelo desempenho próximo demais ao do S/R, desconfiava que a potência era maior que a divulgada, por uma questão tributária. Elogios iam para suspensão e freios. No fi m do ano, a versão 2.0 já era oferecida, com 110 cv. Em janeiro de 1987, QUATRO RODAS comparava o que chamava de os dois melhores carros nacionais da época, o Classic 2.0 e o Santana GLS 1.8, de 94 cv.

Sempre com diferenças pequenas, houve empate técnico. O Classic se saiu melhor em aceleração, visibilidade, porta-malas e até consumo, enquanto o Santana o superou nas retomadas, nível de ruído, direção e posição de dirigir. Apesar do motor mais forte, o teste registrou 160,9 km/h de máxima. No comparativo seguinte dos dois, em setembro de 1987, a revista usou suas versões automáticas. Os resultados continuaram semelhantes. Porém, como é de esperar de automáticos, o desempenho ficou mais contido (veja quadro à esquerda). No fim do ano, o Gol já liderava as vendas, o que dura até hoje. O Monza era vice. A edição de agosto de 1988 colocava o Classic, com pára-choque dianteiro, grade, faixas laterais e lanternas novos, frente a frente com o Santana GLS 2.0, de mesma potência e torque (17,3 mkgf). Nas retomadas, a vantagem era do Santana: de 40 a 120 km/h em 27,36 segundos, contra 35,49 do Classic. Mas o Monza ainda gastava menos e vencia em velocidade final.

Também é automático o Monza Classic 1989 a álcool das fotos, da industrial paulista Teresa Cristina Fabian Arcuri. Ela herdou o carro da mãe, mas quem o usa é seu filho Ivan, que tem um problema de menisco. "Nunca mais senti o joelho desde que comecei a usar o carro há um ano", diz Ivan, que vai com o carro à faculdade de engenharia química. Por falar em química, a fórmula do modelo ficou mais temperada com a chegada do Classic 500 EF, homenagem à vitória de Emerson Fittipaldi nas 500 Milhas de Indianápolis.

Primeiro Chevrolet nacional com injeção eletrônica, tinha 116 cv na gasolina, enquanto o carburado entregava 99 cv. O 500 EF trazia aerofólio e bancos de couro, mas sua proposta era de conforto. Nível de ruído e consumo baixaram consideravelmente. Com 8,8:1 de compressão, ele não sofria com a gasolina com 20% de álcool como o Gol GTi e Santana Executivo, pioneiros da injeção no país, que adotavam taxas mais altas. A linha 1991 trouxe novo desenho. Grade e faróis estavam mais baixos, as lanternas mais verticais e o porta-malas abria até o pára-choque. Com a chegada do Omega em 1992, o Classic perdeu seu destaque e saiu de linha quando o Vectra passou a ser importado em 1993. O Monza prosseguiu como médio mais acessível até que o Vectra nacional surgisse em 1996. Símbolo dos anos 80, o Classic dispôs do melhor em tecnologia e estilo daquela época de escassos investimentos em nossa indústria.


TESTE


QUATRO RODAS - SETEMBRO DE 1987

>> Veja os testes do carro na edição


Aceleração 0 a 100 km/h: 13,05 s
Velocidade máxima: 156 km/h
Frenagem 80 km/h a 0: 31,6 metros
Consumo: 5,75 km/l (urbano), 8,88 km/l (rodoviário, vazio)


PREÇO
AGOSTO DE 1987: CZ$ 86 6654
ATUALIZADO: R$ 144 824





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