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Clssicos | Grandes brasileiros
Corcel II
Janeiro 2006

Corcel II

A segunda gerao do carro de maior sucesso da Ford nos anos 70

Por Srgio Berezovsky
Lista de matrias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

A chegada do Passat, em 1974, expôs de forma dramática a idade do Corcel. Outrora arauto da modernidade, o carro da Ford, lançado em 1968, já entrava na terceira idade e era mantido praticamente com as formas de nascença.

 

O alarme começou a soar de forma estridente no QG da Ford, em São Bernardo do Campo, ainda no ano anterior, quando o Passat foi apresentado na Alemanha. Não demorou para que uma fila de ávidos compradores se formasse, atraídos pelo VW refrigerado a água de linhas retas e inovadoras. A espera chegava a ser de três meses pelo carro. Com data para ser lançado aqui no ano seguinte, o sucesso do Passat alemão não poderia ser sinal mais claro para que a Ford acelerasse a atualização de seu projeto vencedor. Até então, o Corcel não havia sido ameaçado por outro carro da fábrica líder de vendas no mercado nacional. Afinal, não seria o TL a ter cacife para afrontar o Corcel.

A resposta da Ford demoraria três anos e chegou nas formas retilíneas do Corcel II. No visual, ele representava uma ruptura radical em relação ao modelo original. Mas sua chegada não chegou a impressionar pela beleza das linhas ou pelo desempenho. A própria campanha de lançamento frisava tratar-se de um carro econômico, espaçoso e racional. Segundo o folder de 12 páginas publicado nas principais revistas, seu desenho, traçado em túnel de vento, tinha por objetivo evitar ao máximo a resistência do ar, proporcionando maior economia, apelo forte em tempos de crise do fim dos anos 70.

Dentre as escassas modificações mecânicas ele trazia como opcional a ventoinha com embreagem eletromagnética, sistema que acopla a hélice do ventilador à polia da bomba d'água, no momento em que a temperatura atinge 92 graus Celsius. Aos 87 graus, o sistema desliga-se, aliviando o trabalho do motor, que assim pode empregar os 4 cavalos que seriam usados para movimentar o ventilador para impulsionar o carro. Graças ao dispositivo e à melhor aerodinâmica, o Corcel II atingia 137 km/h - ante os 130 do modelo 1977 - com o velho motor 1.4. Na aceleração o ganho foi igualmente relevante: enquanto o novo Corcel precisou de apenas 20,8 segundos para atingir os 100 km/h, o antigo levou 22,9 segundos. A média de consumo ficou em módicos 12,7 km/l.

Com tamanho externo praticamente inalterado, o novo Corcel tinha arquitetura interna superior, fato testemunhado pelas pernas dos passageiros de trás, que contavam com 30 centímetros entre os bancos, mesmo que o dianteiro estivesse totalmente recuado para trás.

No fim de 1978 a Ford atendeu o mercado e lançou como opcional o motor 1.6 com 90 cavalos, 28 a mais que o 1.4. Junto com o novo motor veio, também como opcional, o câmbio de cinco marchas.

O bom acabamento dos Ford vivia seus tempos dourados, como se pode ver pelas fotos do modelo 1.6 ano 1980 do médico Sérgio Minervini, versão LDO, top de linha. Havia também o L, mais simples, e o "esportivo" GT. O carro chama atenção pelo revestimento interno monocromático e pelo acabamento cuidadoso. O modelo é da primeira safra dos Corcel a álcool, carro que viria a se tornar referência no uso desse combustível tanto pelo funcionamento confiável como pelo baixo consumo e performance. O Corcel era o único a ter um sistema de partida a frio acionada automaticamente. Nos outros carros era necessário acionar a bomba manualmente.
Na edição de novembro de 1980, QUATRO RODAS publicou um comparativo entre as versões gasolina e álcool. No teste de consumo, os números da média ficaram bem próximos, 13,7 e 11,5 km/l, respectivamente. Surpreendentemente, em algumas situações o carro a álcool gastou menos que o movido a gasolina, caso da prova de velocidade constante de 40 km/h. A versão a álcool destacou-se pelo bom torque em baixas rotações. Essa característica foi desenvolvida a partir de uma pesquisa da Ford que revelou que 82% dos motoristas não gostavam de "esticar" as marchas, faziam mudanças num regime inferior a 3500 rpm.

Assim como a primeira geração, a segunda também foi longeva e pouco mudou ao longo de sua existência. Os últimos Corcel foram fabricados em julho de 1986 e totalizaram a marca de 1,4 milhão de carros produzidos.

 

 


 

Teste

QUATRO RODAS - Novembro de 1980 Versão a álcool

>> Veja os testes do carro na edição


Aceleração 0 a 100 km/h: 18,1 s
Velocidade máxima: 144 km/h
Frenagem 80 km/h a 0: 35,2 metros
Consumo: 11,5 km/l (média)

 


Ficha técnica

 

 

Motor: dianteiro, longitudinal, 4 cilindros, 1555 cm3, carburador de corpo simples, álcool
Diâmetro x curso: 76,9 x 83,5 mm
Taxa de compressão: 12:1
Potência: 90 cv a 5 600 rpm
Torque máximo: 12,4 mkgf a 3500 rpm
Câmbio: manual de 4 marchas, tração dianteira
Carroceria: monobloco
Dimensões: comprimento, 447 cm; largura, 166 cm; altura, 135 cm; entreeixos, 244 cm
Peso: 970 quilos
Suspensão: Dianteira: independente, braços triangulares. Traseira: eixo rígido, braços tensores
Freios: disco na dianteira e tambor na traseira
Direção: pinhão e cremalheira





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