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Clssicos | Grandes brasileiros
Gordini
Dezembro 2001

Gordini

Pequeno e econmico, ele chegou em uma poca em que as pessoas acreditavam haver emoo em "40 hp"

Por Srgio Berezovsky / fotos: Marcelo Spatafora
Lista de matrias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O Gordini só encontra uma palavra que o explique: emocionante! Porque antes de tudo Gordini é máquina!"

 

Era assim que a Willys Overland apresentava o Gordini, num anúncio de julho de 1962. Era o sucessor do Renault Dauphine, com uma mecânica mais refinada. Tinha os mesmos 845 cc de capacidade cúbica, mas desenvolvia 40 cv e possuía um câmbio de quatro marchas que lhe dava um desempenho bem superior ao modelo original, com apenas 31 cavalos e câmbio de três marchas. O aumento de potência no motor Ventoux foi obra de Amédée Gordini, piloto e respeitado construtor de motores e carros de competição nos anos 50 e 60. Precisa explicar a origem do nome do carro?

O Gordini tem menos de 4 metros de comprimento e 1,44 metro de altura. Mesmo com quatro portas, a impressão é de que quatro adultos não cabem lá dentro. A carroceria é monobloco e a suspensão, independente nas quatro rodas.

O motor, traseiro, é pequeno e sobra muito espaço sob o capô.
Pequeno mas cumpridor. Sua performance foi elogiada pela imprensa especializada já nas primeiras provas. QUATRO RODAS, no teste de lançamento, fez com o Gordini de 0 a 100 km/h em 28,7 segundos e chegou aos 125 km/h de máxima. No trânsito da cidade, seu consumo foi de 8,3 km/l. Estava fadado ao sucesso, afirmava a revista.

>> Veja os testes do carro na edição

Mas a boa crítica não o livrou de um incômodo apelido tascado pelo povo, emprestado de uma campanha publicitária de leite em pó: "Leite Glória...", rapidamente seguido de um "desmancha sem bater." Credita-se essa maledicência a uma crônica dificuldade de relacionamento da suspensão com nossas ruas e sua tendência de transformar a água do radiador em vapor.

A emoção que o anúncio de lançamento prometia veio mesmo em 1964, com o Renault 1093. Mais esportivo, ele tinha dupla carburação, novo coletor de admissão e taxa de compressão mais alta. Com esse "veneno", sua potência subia para 53 cavalos. Junto com os Interlagos, fez a fama dos carros amarelos da equipe Willys nas pistas.

Ao ver o Gordini verde-amazonas da foto, um modelo 1965, minha primeira reação foi fazer o teste do banco traseiro. Calma, não é nada disso que você está pensando. Não parece, mas há espaço suficiente para dois adultos. Já no assento do motorista, tem-se a visão de um painel simples e funcional, com os comandos de faróis e buzina concentrados na alavanca do lado esquerdo. O motor pega de primeira e o som combina com a aparência de carro de brinquedo do Gordini.

Na saída, não dá para ser discreto, pois é preciso caprichar no acelerador. Primeira, segunda e... terceira: há uns 20 centímetros de movimento lateral separando essas duas marchas. Além do braço, é preciso também esticar as trocas para tirar melhor proveito do motor. Com duas pessoas a bordo ele não reclama nas subidas.

Acordar os freios - a tambor - demora um pouco. Somente em 1967 ele receberia freios a disco na frente, um avanço para a época. Não se ouvem ruídos de carroceria nem de suspensão. Pudera, o carrinho é tratado a pão-de-ló.
A partir do modelo 1966, o nome Gordini era seguido de um algarismo romano.

O último a ser fabricado foi o Gordini IV, que saiu de cena em 1968 para dar lugar ao Corcel, que manteve o DNA Renault. Foram sete anos de "40 hp de emoção", o slogan que marcou o Gordini para sempre.





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