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Clássicos | Grandes brasileiros
Esplanada
Junho 2006

Esplanada

Confortável, luxuoso e com um bom desempenho, ele nasceu Simca e depois foi adotado pela Chrysler

Por Sérgio Berezovsky / fotos: Marcelo Spatafora
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ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Nem bem os estandes do Salão do Automóvel de 1966 tinham sido desmontados e uma das grandes novidades lá apresentadas já mudava de mãos. A Simca, que tinha mostrado o Esplanada, sua grande cartada para encarar a concorrência, foi comprada pela Chrysler. Num primeiro momento, a fábrica americana teve dúvidas quanto a colocar sua marca naquele quatro portas, sucessor do Chambord. E com razão: os primeiros Esplanada carregavam alguns dos defeitos que fizeram muitos proprietários de Simca se arrependerem do dia em que tiraram um da revenda. Mas os pontos fortes (suspensão, freios, direção e estabilidade) falaram mais alto e a Chrysler acabou bancando sua produção, afastando os boatos de que seria substituído pelo Valiant.

Uma das primeiras providências foi despachar dois carros para testes em Detroit. A matriz determinou que de imediato fossem feitas 53 modificações. Para conquistar os compradores, foi adotada uma política agressiva e inovadora. Quem investisse 19500 cruzeiros novos (65228 reais em valores de hoje!) num Esplanada tinha garantia de dois anos ou 36000 quilômetros. Uma ousadia. Em preço, ele empatava com o Itamaraty, a versão luxuosa do Aero Willys. E custava 5500 cruzeiros novos a menos que o Galaxie.

Mesmo sem que a Chrysler tivesse resolvido todos os problemas de origem - a embreagem teimava em patinar e o diferencial continuava roncando -, o carro começou a ganhar credibilidade.
Ao volante, fica mais fácil entender por que ele era um carro cobiçado. Mesmo com mais de 30 anos, continua com um fôlego de causar inveja a muito carro mais jovem. E só com três marchas.
O bom torque já aparece nas baixas rotações do motor de oito cilindros e 130 cavalos. Dá para rodar grande parte do tempo em terceira, com baixo nível de ruído. As marchas entram com facilidade e o pedal da embreagem - que tem acionamento hidráulico - é suave. Os freios não aceleram os batimentos cardíacos na hora de parar os mais de 1300 quilos do carro. E, acredite: a direção, sem assistência, é leve nas manobras. Não se ouvem barulhos de carroceria nem de suspensão, mesmo nas ruas de paralelepípedos.

O velocímetro vai até 200 km/h. Mas de acordo com o teste de QUATRO RODAS (maio de 1967), realizado com a versão mais despojada do Esplanada, o Regente, a velocidade máxima beirava os 160 km/h. De 0 a 100 km/h, levava 14,7 segundos. Belas marcas. Em compensação, fazia apenas de 4,5 a 6 km/l e sua autonomia ficava em torno de 250 quilômetros.
Para completar a linha, um modelo esportivo, o GTX, foi lançado em 1968. Decorado com faixas pretas laterais, tinha console de instrumentos e bancos individuais. Era considerado uma "máquina" pelos boyzinhos de então. De verdade, ele andava pouca coisa a mais, graças aos pneus radiais de maior diâmetro e à quarta marcha.

A vida do Esplanada foi curta, terminou em 1969. Foi o tempo suficiente para aquecer o público para a entrada no palco da estrela maior, o Dodge Dart de quatro portas, apresentado no final daquele ano pela Chrysler.





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