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Clssicos | Grandes brasileiros
Volkswagen Passat
Maio 2003

Volkswagen Passat

Ele chegou atropelando antigos valores e inaugurou uma nova era na linha produzida pela VW brasileira

Por Srgio Berezovsky / fotos: Marcelo Spatafora
Lista de matrias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Os fãs do Passat tiveram motivação extra para acompanhar a derrubada de Saddam Hussein do poder em 2003. Em fotos publicadas nos jornais e no noticiário exibido pela televisão, era freqüente encontrar o Volkswagen produzido no Brasil e exportado para o Iraque nos anos 80. Alguns mais abatidos, é verdade, mas ainda na luta. Veterano de guerras no Oriente Médio, ele também fez uma longa carreira por aqui, onde muitos ainda estão na batalha.

 

O lançamento do "revolucionário" Passat, em 1974, fez a Volkswagen provar da própria verve. Teve de engolir algumas das brilhantes idéias que marcaram os anúncios com loas à sua tradicional linha de produtos. Algumas propagandas da fábrica espetavam a concorrência com frases como "o ar não ferve". Outras ainda falavam das vantagens do motor traseiro com tração traseira e da resistência das barras de torção da suspensão, quase tão famosa quanto o próprio Fusca.

>> Veja os testes do carro na edição

Definitivamente aqueles eram novos tempos. O Passat trazia na dianteira um motor 1.5 de quatro cilindros em linha. E refrigeração líquida. Não bastasse isso, vinha com novidades como juntas homocinéticas, circuito diagonal de freios, suspensão McPherson. Coisa suficiente para estressar os mecânicos da rede autorizada, que tiveram de passar por uma boa reciclagem.

O público, por sua vez, recebeu bem o inédito VW, com suas linhas retas e economia de cromados. Com espaço para cinco, porta-malas competente e o bom desempenho do motor de 65 cavalos, o carro tinha qualidades para conquistar consumidores além da fronteira das famílias fiéis à marca. Seu projeto mais moderno abria uma boa distância do concorrente mais próximo, o Corcel. Já no ano seguinte ao seu lançamento o Passat era oferecido com um opcional antes exclusivo de carros de luxo, o ar-condicionado.

A linha cresceu com a chegada dos modelos três e quatro portas. Mas a grande sensação do ano foi a chegada do Passat TS, versão esportiva identificada pelos quatro faróis e pelas faixas pretas na parte inferior das laterais.

Vinha com motor ligeiramente mais bravo, melhor acabamento e era equipado com console de instrumentos. No painel, no lugar do relógio, ficava um pequeno conta-giros.

Bastou abrir a porta do Passat LS 1978 que aparece nesta reportagem para que o cheiro característico dos antigos Passat, impregnado no interior em estado de impecável originalidade, me fizesse voltar no tempo. E antes mesmo de dar a partida notei, ou melhor, ouvi outra característica: do relógio de horas vem um ruído que acompanha o arrastado passo do ponteiro de segundos. Ao engrenar a primeira, mais um momento de saudade: engates justos, curtos e precisos, um aperfeiçoamento introduzido naquele ano. A direção tem empunhadura fina e a falta de assistência hidráulica só é percebida na hora de fazer uma baliza. Sua suspensão firme não rejeita entradas mais fortes nas curvas. Mas está longe de ser desconfortável. É verdade que os Passat poderiam ser mais silenciosos: barulhos na suspensão, no painel e na tampa traseira - no caso da versão três portas - eram problemas congênitos e permaneceram crônicos.

Esteticamente o Passat foi basicamente o mesmo desde o lançamento: é verdade que a frente ganhou faróis retangulares em 1979, que viraram quatro em 1983. Mas nada que alterasse profundamente o projeto original. Em compensação, durante seus 15 anos de vida, a linha Passat pôde experimentar diversos motores. Entre o 1.5 de estréia e o 1.8 da aposentadoria o Passat incorporou considerável tecnologia e ganhou desempenho na mesma proporção: em um teste realizado em julho de 1974 um Passat LS fez de 0 a 100 km/h em 16,3 segundos. Já no fim de carreira a versão GTS, equipada com o motor cedido pelo Santana, fez a mesma prova em 10,9 segundos. No teste de velocidade máxima, a evolução também foi significativa: 169 km/h contra 145 km/h do Passat da primeira safra.

No final de 1988, contrariando uma legião de admiradores e depois de fabricar 676 819 Passat, a fábrica decidiu cortar seu oxigênio. E concentrou as atenções e, principalmente, investimentos no Gol, Parati e Voyage, linha criada e desenvolvida aqui no Brasil.





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