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Usado do Mês
Chevrolet Monza*
Para quem tem pouco dinheiro e ainda
faz questão de espaço, conforto, robustez mecânica e um motor
1.8 ou 2.0, não há melhor compra
Por Samanta Greghi
Fotos: Marcelo Spatafora
Depois
de tanto receber e-mails de leitores interessados na compra
do Monza, já estava na hora de fazer a pesquisa para
saber se o sedã fora de linha da Chevrolet merecia
o título de Usado do Mês. Uma extensa pesquisa
pelo mercado respondeu fácil a pergunta: é uma
ótima compra. Tanto que ele não pára
no pátio se estiver em bom estado. Depois de quatro
lojas, encontramos um Monza Classic SE 1992, por 9000 reais*.
A versão mais luxuosa trazia painel digital, rodas
de liga leve, ar-condicionado, trio elétrico, porta-malas
com abertura elétrica e computador de bordo. Só
deu tempo de fazer a foto acima. Dias depois o carro não
estava mais lá.
Essa é primeira dica: não
demore muito para se decidir. Quando achar um modelo bem conservado,
compre ou alguém leva antes. E não perca
tempo em concessionárias Chevrolet, que em geral só
trabalham com carros até 1997. O Monza parou de ser
produzido em 1996, depois de 21 anos de existência.
A segunda lição: evite
os modelos antes do face-lift de 1991. A partir deste ano
recebeu seu último design, pelo qual é conhecido
no mercado hoje como modelo tubarão, o
mais procurado pelos compradores.
Na lista dos preferidos do consumidor que procura um carro
entre 8000 e 9000 reais que seja robusto, confortável
e com uma dose de luxo, o Monza mostra-se imbatível.
Um GLS 2.0 1994 sai por 9650 reais, contra 12100 do Santana
GLSi. Pelo mesmo preço desse Monza daria para comprar
apenas um Corsa Wind 1.0 1997 básico de quatro portas.
Se o intuito é gastar menos,
tem Monza para você: um GL 1.8 ano 1994 custa 7700 reais*
com o mesmo conforto, mas sem o ar-condicionado do GLS, equipamento
que em geral aumenta o preço em 1000 reais.
Há quem desanime com a manutenção. Porém,
escolhendo com cuidado, o Monza não reserva futuras
dores de cabeça. As peças são fáceis
de encontrar e não muito mais caras que as da concorrência.
Uma troca de embreagem custa cerca de 400 reais, não
muito longe da de um Santana 300 reais.
A robustez mecânica também
pesa a favor. No desmonte após 60000 quilômetros
(QUATRO RODAS de setembro de 1992), o Monza SL/E 2.0 foi coberto
de elogios. Ele leva o título de campeão
de resistência em nossos testes de 60000 quilômetros.
Tira, portanto, o troféu que estava com o Gol 1.6 (...).
O veículo da GM ganha dianteira por dois aspectos:
tecnologia e assistência técnica, dizia
a reportagem. (O carro) testado agora tinha a aparência
mecânica de 30000 quilômetros. Precisa dizer
mais? Basta torcer para achar um carro de único dono
o que não é difícil e não
terá problemas de manutenção.
O seguro não é um assunto
discutido pelos donos, pois a maioria prefere apenas colocar
alarme ou trava de segurança. Para quem não
arrisca, o Monza é o mais barato. Enquanto o Santana
GLSi 2.0 1994 tem um seguro avaliado em 2400 reais e o Tempra
Ouro 2.0 em 1750 reais, o Monza GLS 2.0 sai por 1400 reais.
Quando a conversa é abastecer
o carro, surge a dúvida: álcool ou gasolina?
Tanto faz. Ambos têm boa aceitação de
mercado e andam bem. Atenção apenas na versão
a álcool. Há um sensor para a temperatura do
radiador. Quando o motor está frio, ele injeta gasolina.
Quebrado, dificulta a partida. A solução é
barata. Por 20 reais, os mecânicos instalam um botão
no painel para injetar a gasolina manualmente.
O Monza é um dos Chevrolet
que mais renderam tiragens limitadas. Para conquistar o público,
baixavam o preço e melhoravam o acabamento. O Barcelona
1.8 e 2.0, sempre na cor prata, homenageava as Olimpíadas
de 1992. O Monza 650 2.0 marcou a produção de
650000 unidades vermelhas. O Club 2.0 comemorava a Copa de
1994, nas cores cinza e azul escuro. O Class 2.0 só
vinha cinza. Todos traziam travas e vidros elétricos,
além de direção hidráulica.
O Monza Hi-Tech 2.0 é a mosca
branca das séries especiais. Lançado em 1993,
tinha freio a disco nas quatro rodas com ABS, computador de
bordo e painel digital. É raríssimo, pois foram
montados apenas 500 unidades. Se achar, comemore.
Antes da compra, analise o painel,
principalmente dos mais antigos, que pode apresentar trincas
e rachaduras. E olhe a tampa do reservatório do radiador
chamado de vaso de expansão. Quando a válvula
interna da tampa é danificada, a água vaza e
o carro ferve. A solução é barata. É
só comprar outra tampa por 15 reais*.
* Reportagem publicada na edição
de junho de 2003
da revista QUATRO RODAS
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