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Usado do Mês
Audi A3*
Com farta oferta no mercado, o modelo
esbanja status e ainda é fácil de revender. Mas prepare o
bolso para arcar com o alto preço de peças
Por Alexandre de Freitas
Fotos: Marcelo Spatafora
Os primeiros
A3 alemães desembarcaram por aqui em 1996 e não
demorou muito para despertarem a cobiça do consumidor,
graças a linhas atraentes, conforto e desempenho. Se
hoje o zero-quilômetro não provoca o mesmo interesse
o modelo foi redesenhado na Europa , o mesmo
não se aplica aos usados. Sinônimo de status,
os A3 de segunda mão entram e saem das lojas num piscar
de olhos.
Os cinco portas nas cores preto e
prata, especialmente na versão 1.8 aspirado (125 cavalos),
são os que fazem mais sucesso com seu público,
formado por três perfis típicos: o boyzinho em
busca de potência nos 1.8 Turbo (versões de 150
ou 180 cavalos), executivos privilegiando conforto e prestígio
com o automático Tiptronic e as mulheres, que preferem
o 1.6 (101 cavalos).
Mas não se esqueça de
um detalhe: o preço de peças, seu maior pecado.
Por isso é que a versão nacional, montada no
Paraná a partir de 1999, é a melhor compra.
O importado só está disponível com três
portas e ainda tem componentes eletrônicos mais caros
e difíceis de encontrar sensor de airbag ou
ABS e módulo de injeção são até
60% mais caros.
Não pense que as peças
do A3 brasileiro sejam baratas (veja tabela ao lado). A solução
adotada pela maioria dos donos é comprar as peças
de manutenção básica em lojas de autopeças.
Isso significa economia média entre 20% e 60%. A única
dificuldade é encontrar no mercado paralelo peças
plásticas como retrovisor e pára-choques. Essas,
só mesmo na concessionária.
O preço do sossego -
Se estiver disposto a pagar 10% ou 15% a mais que o mercado
para não ter dor de cabeça, tente o programa
de usados Audi Qualified. Inaugurado em 1999, inclui 14 concessionárias
da marca. O A3, ou qualquer outro da marca, é vendido
após uma revisão de 120 itens de mecânica,
elétrica e eletrônica. Outra vantagem é
a garantia de um ano. A escolha dos carros pode ser feita
no site www.audi.com.br.
A voz do dono - “Comprei
há seis meses um 1999. Não foi difícil achar como eu queria:
preto, motor turbo e extremamente conservado. Por enquanto,
não penso em vendê-lo. É bonito, tem excelente dirigibilidade
e para mim, que gosto de acelerar, não há nada igual. Sei
que quando começar a pedir manutenção terei um custo alto.”
Ricardo Martins, 36 anos comerciante
Nós dissemos - O
A3 chega arrepiando na prova de 0 a 100 km/h, marcando 7,94
segundos. (...) Ele arranca do Fiat Marea Turbo o título
de mais rápido em aceleração do país,
por 0,18 segundo. (...) O Marea, porém, continua sendo
o mais veloz, também por uma diferença pequena:
219 km/h contra 218,6 km/h do A3.
QUATRO RODAS, junho de 2000
* Reportagem publicada na edição
de dezembro de 2003
da revista QUATRO RODAS
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