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Carros | Usado do mês
Volvo S40
Novembro 2009

Volvo S40

Confortável, barato e com status de importado, ele traz a segurança no DNA. Mas as peças são caras

Por Fernando Garcia
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Como bom chefe de família, você gosta de agradar os filhos e a esposa, e por isso está atrás de um automóvel confortável, seguro e elegante que alie o status de um sedã importado a um preço que caiba em seu orçamento. Por isso, talvez um Volvo S40 seja o que mais se aproxime de merecer sua garagem.

Por apenas 24 000 reais*, é possível comprar um 2001 com motor 2.0 de 140 cv, câmbio e piloto automático, airbags frontais e laterais, computador de bordo, faróis de neblina e teto solar (apesar de seu preço na tabela ser maior). Custa o mesmo que um Toyota Corolla SE-G 2001. Porém, antes de assinar o o cheque, controle a empolgação: é difícil encontrar peças no mercado paralelo e as originais são caras.

Importado da Suécia em 1997, o S40 tinha três versões: 1.8 16V (115 cv), 2.0 16V (136 cv) e 2.0 T4 (turbo de 200 cv), tanto manuais como automáticas. Todas vinham de série com ar, direção, trio, piloto automático e ABS. A 2.0 e a 2.0 T4 tinham ainda bancos de couro, lavador de farol, computador de bordo, disqueteira e acabamento de madeira.

Em 2001, a 1.8 saía de linha e, em 2003, toda a linha S40 passava por uma mudança discreta, com novos para-choques, faróis e lanternas e rodas maiores – 205/50 R16. Ganhou airbags de duplo estágio e de cortina, além de novo sistema de som. Em 2004 vinha a nova geração, que estreava a versão 2.5 T5, no lugar da T4. O motor com cinco cilindros e 20 válvulas rendia 220 cv e trabalhava em conjunto com um câmbio automático sequencial de cinco marchas. Recebeu ainda controle de tração, sistema de nivelamento da suspensão e faróis de xenônio. No mesmo ano surgiu a 2.4i de 170 cv, que durou até 2007.

Segundo Rodrigo Figueredo, consultor técnico da Autostar Volvo, é preciso ficar de olho nas versões turbo. “Elas costumam ter sido mais maltratadas pelos donos,” diz. Por isso, peça a um mecânico para avaliar o estado das buchas dos braços e amortecedores. Nos carros automáticos, procure por possíveis defeitos, como trancos ou oscilações de rotação. Lembre-se de que um conserto numa caixa dessas pode ultrapassar facilmente os 7 000 reais*.

 



FUJA DA ROUBADA

Tenha certeza de que a manutenção das versões turbinadas tenha sido feita perfeitamente, pois nelas a incidência de borra é muito maior. Às vezes o desconto oferecido para esses carros não compensa a dor de cabeça no futuro.

 

 



NÓS DISSEMOS
Setembro de 1998

 



“Além de ser atraente pelo rol de equipamentos de segurança que possui, o Volvo S40 T4 também obteve bons resultados no teste, principalmente em velocidade máxima, aceleração e retomada de 40 a 100 km/h. Tal desempenho não deixa de ser uma surpresa em se tratando de um sedã com motor 1.9 de quatro cilindros. O pulo do gato está no turbocompressor, que faz o motor desenvolver 200 cv e 30,6 mkgf de torque. Para ter uma ideia, o seis-cilindros 2.8 do BMW 328i tem 193 cv de potência e 28,5 mkgf de torque. (...) Nas ruas, o sedã se revela macio e agradável de ser guiado.”

 

 



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)*

S40 2.0 aut.
1999:
25 074
2000: 26 243
2001: 27 480
2002: 31 420
2003: 39 031

S40 2.0T aut.
1999: 29 273
2000: 31 583
2001: 33 105
2002: 35 534
2003: 41 038

S40 T4
1999: 31 720
2000: 32 249
2001: 34 848
2002: 39 222
2003: 43 802

FONTE: FIPE

PREÇO DAS PEÇAS*

Para-choque dianteiro
Original: 3175
Paralelo:

Farol completo (cada um)
Original: 1843
Paralelo:

Disco de freio (cada um)
Original: 382
Paralelo: 195

Retrovisor (cada um)
Original:
2683
Paralelo:

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original:
1005/784
Paralelo: 470/400

Para o S40 2.0 aut. 2000

 

 



PENSE TAMBÉM EM UM...
Mercedes Classe C

 



Assim como o S40, o Classe C oferece muito conforto e segurança para quem busca um sedã luxuoso e status de importado. Se a ideia é ter um sedã mais bem acabado e com farta lista de equipamentos de série, o Mercedes sai na frente. Pesam a favor também o espaço interno e o portamalas mais camarada, com 430 litros – contra 402 litros do S40. Outro benefício é sua menor desvalorização média em relação ao sueco. O grande problema do Mercedes é o quanto ele pesa no bolso. Os modelos são cerca de 50% mais caros na hora da compra e têm uma das manutenções mais dispendiosas entre os sedãs de luxo, perdendo apenas para os Audi.

 



ONDE O BICHO PEGA

 



Luz da injeção eletrônica: Quando for dar a partida, verifique se a luz laranja do sistema permanece acesa. Na maioria dos casos, o defeito pode estar na bomba de combustível ou no separador de óleo. Nesse caso, o conserto pode custar até 1 400 reais.

Protetor de cárter: Segundo concessionários da marca, a peça que vem de série é feita de plástico de baixa qualidade e não protege o cárter de raspões em lombadas ou valetas típicas do Brasil. O modelo original custa 1200 reais. Já um de metal, que é vendido nas autorizadas como acessório, pode ser adquirido por 400 reais.

Bandeja da suspensão: É comum donos reclamarem de folga na bandeja da suspensão ocasionada pela má conservação do nosso piso. Os sintomas são ruídos metálicos e instabilidade nas curvas, trancos e perda de conforto e de estabilidade. Cada peça nova custa 2 000 reais.

Correia dentada: Deve ser trocada a cada 50 000 km ou 36 meses. Por isso, veja se o antigo dono respeitou esse intervalo de troca – incluindo o esticador – pelo carimbo no livreto de garantia ou notas fiscais de compra das peças. Se a correia romper-se de repente, o prejuízo pode chegar a 2 500 reais. Uma nova custa 490 reais.

Recall: Alguns sedãs de 2004 a 2006 (chassi 000001 a 157396) tiveram de trocar o tubo flexível de combustível do motor, cujo defeito poderia ocasionar vazamentos. Para mais informações, disque 0800-7077590 ou acesse www.volvocars.com.br.

 



A VOZ DO DONO

 



“Tenho um Volvo S40 T4 2003 e o que me impressiona nele é a quantidade de itens de segurança: oito airbags, controle de tração, freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem EBD. Porém a Volvo podia acertar a regulagem dos amortecedores, que eu acho muito duros para as ruas brasileiras.”
Raul Lenguasco, 51 anos, administrador de empresa, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“É um belíssimo carro. Apesar de ser pesado, tem bom desempenho nas ultrapassagens e oferece vários itens de série. Já me envolvi num acidente e comprovei a segurança dos Volvo.”
Rafael Barbieri, 30 anos, administrador de marketing, Balneário Camboriú (SC)

O QUE EU ODEIO

“Não gosto de como as concessionárias trabalham a marca no Brasil, vendendo as peças muito caro, o que reflete na revenda dificíl do veículo.”
Ricardo Silva Pinto, 46 anos, economista, Belo Horizonte (MG) 

(*preços apurado no fechamento da reportagem, em outubro de 2009)






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