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Carros | Usado do mês
Volkswagen Voyage
Dezembro 2011

Volkswagen Voyage

Reunindo as qualidades que fizeram a fama do Gol, ele agrada pelo bom conjunto mecânico e manutenção barata

Por Felipe Bitu
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

O Voyage é o terceiro sedã compacto mais vendido do país, ficando atrás só de Chevrolet Classic e Fiat Siena. Ele não ocupa essa posição por acaso: baseado na plataforma do Gol, compartilha suas mesmas virtudes, mas foi estrategicamente equipado para não parecer popular demais. O diferencial está nos detalhes. Lançado em 2008, o modelo de entrada (1.0 de 72/76 cv) trazia roda aro 14, faróis com duplo refletor, desembaçador e regulagem de altura do banco. O porta-malas é um destaque à parte: todo acarpetado, tem 480 litros e abertura elétrica.

Quem optar pelo 1.6 (101/104 cv) pode escolher mais duas versões, além da básica. A Trend traz conta-giros, chave canivete, frisos e maçanetas pintados e tecido nas portas. A Comfortline soma vidros e travas elétricas, volante com regulagem de altura e profundidade, faróis de neblina, roda aro 15, brake-light e aerofólio. Rodas de liga, ar-condicionado, airbag e ABS, só como opcionais. No interior, o toque de requinte fica por conta do acabamento Cuidadoso, com plásticos bem encaixados e itens como volante multifuncional, computador de bordo I-System e rádio com Bluetooth.

Apesar desse capricho, a imagem do Voyage acabou arranhada por cinco recalls em três anos: trincas no para-brisa, perda de ação do servofreio, rolamento de roda defeituoso e até uma campanha para substituição do oleo (com extensão da garantia do motor) afetaram a confiança no modelo.

Um dos projetos mais atuais do segmento, ele pouco mudou nesses três anos: a maior novidade ficou por conta da versão I-Motion, com câmbio automatizado. Fora isso, só pequenos melhoramentos: em 2010, o Trend passou a ser oferecido também como 1.0 e em 2011 surgiram o sensor de ré e piscas integrados aos espelhos retrovisores.

Mesmo com as falhas iniciais no controle de qualidade, ele teve os problemas sanados e ganhou fama pelo bom consumo, manutenção barata e seguro acessível: ele obteve índice 14 no teste de reparabilidade do Cesvi, atrás só do Logan (13), mas bem melhor que o rival Siena (29).



FUJA DA ROUBADA

Quem optar pela versão 1.0 deve prestar atenção no banco traseiro: os cintos de segurança retráteis não eram oferecidos como equipamento de série -eram itens opcionais.



NÓS DISSEMOS
Outubro de 2008




"O Voyage é o Gol com porta-malas. Tem cara de Gol, motores 1.0 e 1.6 de Gol e espaço interno de Gol. (...) Os discos de freio com medidor de desgaste apresentados no novo Gol também estão no sedã, assim como o sistema de chave codificada de Lamborghini Gallardo (difícil de clonar) ou os calços de motor feitos de alumínio, para filtrar vibrações. O Voyage é silencioso, sem reações estranhas, e trava comunicação sincera com o motorista (...). a tampa traseira levanta-se sozinha e uma luz interna acende: além de ser prático para quem está com as sacolas do supermercado na mão, confere certa cerimônia à apresentação da atração."



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

1.0 Total Flex
2009: 27 285
2010: 28 250
2011: 29 275

1.6 Trend Total Flex
2009: 31 279
2010: 33 081
2011: 35 255

1.6 Comfortline Total Flex
2009: 33 522
2010: 35 330
2011: 37 247



PREÇO DAS PEÇAS


Para-choque dianteiro
Original:
762
Paralelo: 205

Farol completo (cada um)
Original:
383
Paralelo: 235

Pastilha dianteira (par)
Original:
230
Paralelo: 50

Lanterna traseira (cada uma)
Original:
260
Paralelo: 93

Amortecedor diant. (cada um)
Original:
440
Paralelo: 275



PENSE TAMBÉM EM UM…

Fiat Siena




O Voyage bem que tentou ser o calo no sapato do Siena, mas este resistiu ao ataque e até hoje é líder do segmento. A vantagem do porta-malas é discreta (tem só 20 litros a mais), mas seu trunfo está no atual motor E.torQ 1.6 16V de 117/115 cv, fazendo a diferença para quem não abre mão de desempenho. Nos usados mais antigos, oferece ainda motores para todos os gostos: 1.0, 1.4 e 1.8, tudo flex. A defasagem do projeto é evidenciada pelo quanto o VW é superior em dirigibilidade, acabamento e espaço interno, mas o Siena desfruta da justa reputação de bom carro, com grande oferta no mercado e facilidade de revenda.



ONDE O BICHO PEGA



I-Motion

Na compra do carro automatizado, leve-o a uma oficina e peça uma avaliação do estado geral de embreagem e atuadores hidráulicos. Em caso de problemas, o conserto chega a 2 000 reais.

Infiltração

As primeiras unidades sofriam com infiltração, devido a falhas no alinhamento e na soldagem do monobloco (a água entra pelo para-brisa, que costuma trincar) ou portas desalinhadas. Na dúvida, não compre carros com esses indícios.

Ar-condicionado

Verifique seu funcionamento com atenção: a mangueira do gás refrigerante fica muito próxima do painel dianteiro, danificando-se com facilidade em pequenas colisões. A troca da mangueira e a recarga do gás custam em torno de 200 reais.

I-System

A tela de cristal líquido é sensível ao calor e sofre com falhas nos caracteres, tornando a leitura impossível. O conserto pode chegar a 2 000 reais.

Válvula equalizadora
Ela causa boa parte dos barulhos atribuídos à suspensão traseira. A válvula sofre oxidação e costuma engripar. A solução é substituir a peça, que sai por 300 reais.

Rolamentos
Atenção com ruídos estranhos e contínuos nas rodas traseiras em alta velocidade: houve um recall para troca dos rolamentos traseiros, que podem travar e causar a queda da roda.



A VOZ DO DONO



"O Voyage encanta pelo espaço interno, principalmente no portamalas: é o carro ideal para quem tem família grande e viaja bastante. O motor 1.0 embala bem o carro, o acabamento é simples, típico VW: muito plástico, pouco tecido e muito barulho. Mas a dirigibilidade é perfeita, o que me deixa satisfeita em todos os sentidos."

Danielle Furlanetto, 33 anos, advogada, São Bernardo do campo (SP)

O QUE EU ADORO


"O desempenho do Voyage é ótimo e o porta-malas, muito espaçoso. Também acho o carro bem silencioso e com ótima dirigibilidade. "

Emmerson de Freitas Roberto, 39 anos, empresário, Vila Velha (ES)

O QUE EU ODEIO


"Os bancos são duros demais, o acabamento interno usa um plástico muito rígido que é fonte de ruídos e falta espaço nos porta-trecos e porta-luvas."

Diego Biondi, 28 anos, administrador, Rio de Janeiro (RJ)





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