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Carros | Usado do mês
Volkswagen Jetta
Janeiro 2012

Volkswagen Jetta

Referência em acabamento e dirigibilidade, ele é robusto, mas consumo e custo de manutenção pesam no bolso

Por Por Felipe Bitu
Lista de matÉrias por data:

TAMANHO DA LETRA  

Um autêntico alemão nascido no México. Assim pode ser definido o Jetta, versão sedã do Golf europeu que representa a Volks nesse concorrido segmento. Oferecido de 2006 a 2011, a quinta geração marcou território pelo excelente conjunto mecânico, acabamento esmerado e bom pacote de itens de série. As virtudes começam pela elevada rigidez torcional do monobloco, que garante a sensação de solidez típica dos automóveis alemães. O entre-eixos de 2,58 metros é relativamente curto, mas bem aproveitado, proporcionando espaço suficiente para quatro adultos de estatura média. Com 527 litros, o porta-malas está entre os maiores do segmento.

Mas o destaque é a dirigibilidade: a suspensão é independente nas quatro rodas (multilink atrás), com acerto esportivo que não sacrifica o conforto. Sua firmeza transmite segurança ao volante, mérito compartilhado com a direção elétrica precisa. No início, o motor era um 2.5 de cinco cilindros com 150 cv e torque de 23,2 mkgf, que está presente desde as rotações mais baixas, casando bem com o câmbio automático sequencial de seis marchas.

No modelo 2008, a potência saltou para 170 cv. A segurança fica a cargo de seis airbags (frontais, laterais e cortina), controle de estabilidade (ESP) e freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD. O acabamento interno é bem acima da media e o ar-condicionado é dual zone. Ao procurar um usado, fique de olho nos opcionais, como teto solar, bancos de couro, persiana retrátil no vidro traseiro, faróis de xenônio, sensor de ré e rodas de aro 17.

O Jetta é reconhecido pelo mercado como um sedã robusto e confiável que nunca apresentou problemas crônicos. As ressalvas ficam restritas ao consumo (ainda que parte dos proprietários confesse abusar do acelerador) e ao custo das peças de reposição, que ao menos podem ser encontradas para a pronta entrega na enorme rede autorizada.

Apesar de o preço de tabela ser mais alto, com boa pesquisa leva-se Jetta pelo valor de Voyage 1.6 novo. O modelo 2007 parte de 41 000 reais, e o 2008 de 170 cv começa em 46 000 reais.



FUJA DA ROUBADA


O teto solar é o opcional mais desejado e faz a diferença na hora da revenda. Preto e prata são as cores mais procuradas, por isso, cautela com os Jetta branco, cinza e azul e fuja dos raros verde e bege.



NÓS DISSEMOS
Agosto de 2006




>> Confira na edição

"Sob o capô, o Volks traz o 2.5 de cinco cilindros em linha, 20 válvulas e 150 cavalos (...) o desempenho está longe de frustrar expectativas, pelo contrário. colabora nessa boa atuação o câmbio automático de seis marchas, com a opção de trocas manuais (...) A sexta marcha trabalha como overdrive e "empurra" as outras cinco para baixo, proporcionando relações mais curtas, bons números de retomada e esperteza nas ultrapassagens. (...) Ao volante, o Jetta lembra seu irmão maior, o passat, com a familiar firmeza da suspensão nas curvas. A direção é elétrica e progressiva, e responde com precisão, mesmo em altas velocidades."



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

Jetta

2007: 46 683
2008: 53 138
2009: 58 175
2010: 64 610



PREÇO DAS PEÇAS

Amortecedor dianteiro (cada)
Original: 475
Paralelo: 479

Pastilhas dianteiras (jogo)
Original: 410
Paralelo: 300

Farol dianteiro comum (cada)
Original: 820
Paralelo: 540

Farol dianteiro de xenônio (cada)
Original: 2136
Paralelo: 1200

Lanterna (cada)
Original: 1 189
Paralelo: 570

Para-choque dianteiro
Original:1644
Paralelo: 360



PENSE TAMBÉM EM UM


Ford Fusion



O Fusion é indicado a quem privilegia o espaço interno e uma tocada mais tranquila e confortável. Em relação ao Jetta, é maior, leva com folga três adultos no banco traseiro e mostra um rodar suave e estável, mesmo não tendo controles de tração e estabilidade. O motor 2.3 16V de 163 cv não oferece o mesmo desempenho do sedã da VW, porém é suficiente para não fazer feio aos sedãs médios. Reestilizado em 2010, passou a contar com um motor maior (2.5 16V de 173 cv) e o mesmo visual do modelo zero-quilômetro, mas a transmissão antiquada ainda não permite trocas sequenciais.



ONDE O BICHO PEGA




Ar-condicionado: Verifique se refrigera bem e se o display está legível. Caso o compressor esteja travado, o conserto não sai por menos de 2 500 reais.

Freio:
Pastilhas soltas nas pinças causam muito barulho em pisos irregulares. Ocorre quando as presilhas de fixação das pastilhas caem ou perdem pressão. Basta repor ou trocar a presilha, que custa 24 reais cada uma.

Caixa de direção: Defeito raro, o ruído na direção é causado por folgas entre pinhão e cremalheira. A única solução é a troca da caixa, que custa 3 115 reais.

Câmbio: Fornecido pela Aisin, é conhecido pela robustez e suavidade. Mas é bom checar se a alavanca desliza facilmente, se não há trancos entre as trocas e se o comando sequencial funciona.

Trizetas:
As rodas dianteiras que vibram após o balanceamento indicam desgaste ou mau funcionamento das trizetas da transmissão. Nos casos simples, basta substituir o suporte do rolamento (2 037 reais), porém nos graves tem de trocar os semieixos (1 688 reais o direito).

Sonda lambda: Desconfie de carros com marcha lenta irregular ou estouros no escape. Maus mecânicos trocam as sondas do tipo planar (1 900 reais o par) por comuns, três vezes mais lentas, o que compromete o rendimento e danifica o catalisador.



A VOZ DO DONO



"É um carro coringa: tem presença para impressionar em uma reunião de negócios e potência para os momentos de lazer. A dirigibilidade é ótima e tem espaço interno e de porta-malas adequados a um carro da categoria. Poderia ser mais econômico: eu faço 6,5 km/l na cidade e não passo dos 10,5 km/l na estrada."
Henrique Sotere Junior, 27 anos, advogado, são Bernardo do campo (SP)

O QUE EU ADORO

"O casamento de câmbio e motor é excelente. O ronco é empolgante e o acabamento é impecável. Carro muito confiável, nunca apresentou problema."
Felipe Augusto Reginato Vidor, 27 anos, empresário, Foz do Iguaçu (PR)

O QUE EU ODEIO

"O consumo de combustível é alto (eu faço 5,5 km/l na cidade e 8,5 km/l na estrada) e as peças de reposição são mais caras que num Corolla ou Civic."
João César Matos, 35 anos, servidor público, belo Horizonte (MG)





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