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Carros | Usado do mês
Toyota RAV4
Julho 2009

Toyota RAV4

Bem equipado e com tração 4x4, o pequeno utilitário japonês agrada quando o assunto é robustez

Por Fernando Garcia
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Pelo preço de um EcoSport básico, você pode ter um utilitário esportivo compacto de verdade, com tração nas quatro rodas, status de importado e até câmbio automático. A dica é o Toyota RAV4, que vem de série com um benefício extra: sua alta robustez e baixa manutenção, digna de um autêntico modelo japonês. Com apenas 35 000 reais, não é difícil achar um RAV4 2000 completinho. Mas, se ele ganha de um EcoSport em imagem, acabamento, durabilidade e equipamentos, perde em preço de peças. Enquanto um par de amortecedores dianteiros custa 1 662 reais, os do Eco saem por 254 reais (reportagem publicada na edição de julho de 2009).

Importado do Japão, o RAV4 (sigla de Recreational Active Vehicle 4 Wheel Drive) começou a ser vendido por aqui em março de 1999 com motor 2.0 16V de 128 cv. Trazia trio elétrico, toca-fitas, ar-condicionado, faróis de neblina, airbag duplo e tração integral permanente. De opcional, só o câmbio automático de quatro marchas.

A segunda geração só chegaria no fim de 2000, já como modelo 2001. Além do novo desenho, recebeu um motor 2.0 16V de 150 cv, com comando variável de válvulas VVT-i, e uma nova plataforma, que aumentou o comprimento em 90 mm, a largura em 55 mm e a altura em 35 mm. Com isso, melhorava o espaço interno para os passageiros de trás, antiga reclamação de seus donos. O porta-malas também cresceu, subindo de 409 para 426 litros. Incorporou ainda bloqueio de diferencial, rodas de alumínio com pneus 215/70 R16, CD player e ABS com EBD.

A terceira geração, a mesma da versão zero-quilômetro, ganharia as ruas em 2006, com novo design e um motor 2.4 16V de 170 cv e mais equipamentos de série: CD player com MP3, ar-condicionado de duas zonas e teto solar elétrico.

Antes da compra, não se esqueça de testar o bloqueio do diferencial, quando houver. Segundo Rodney Favaretto, chefe de oficina da autorizada T-Line Motors, para o bom funcionamento da tração 4x4, é necessário que se faça sempre a revisão periódica no sistema. “A troca do óleo deve ser feita uma vez por ano ou a cada 40 000 km”, diz.

 



FUJA DA ROUBADA

Não compre um RAV4 se todas as revisões preventivas não constarem no manual, pois, apesar de ter fama de resistente e durável, isso pode esconder algum problema mecânico ou falta de manutenção.

 

 



NÓS DISSEMOS
MARÇO DE 2001

 


“A fábrica garante que, além de ter maior potência, este 2.0 é mais silencioso e menos poluente. Com bloco de alumínio, ele adota o VVT-i, sistema eletrônico de gerenciamento de válvulas. De acordo com a faixa de giros do motor, as oito válvulas de admissão modificam a abertura, otimizando o fluxo de ar e combustível. A manobra ajuda nas baixas e médias rotações. Um dos efeitos surge no consumo de combustível. O RAV4 teve ótimos resultados: 9,01 km/l na cidade e 13,11 km/l na estrada (...). Na cidade, o conforto do câmbio automático é um pouco prejudicado pela rigidez da suspensão.”

 



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

2000
Toyota RAV4 2.0: 34778
Toyota RAV4 2.0 Aut.: 35028

2001
Toyota RAV4 2.0: 37455
Toyota RAV4 2.0 Aut.: 40489

2002
Toyota RAV4 2.0: 45025
Toyota RAV4 2.0 Aut.: 47275

2003
Toyota RAV4 2.0: -
Toyota RAV4 2.0 Aut.: 50217

2004
Toyota RAV4 2.0: -
Toyota RAV4 2.0 Aut.: 55222

2005
Toyota RAV4 2.0: -
Toyota RAV4 2.0 Aut.: 60450

FONTE: FIPE

 

 



PREÇO DAS PEÇAS*

Para-choque dianteiro
Original: R$ 675
Paralelo: R$ 750

Farol completo (cada um)
Original: R$ 1859
Paralelo: R$ 640

Disco de freio (cada um)
Original: R$ 381
Paralelo: R$ 163

Retrovisor (cada um)
Original: R$ 1897
Paralelo: R$ 850

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original: R$ 831/225
Paralelo: R$ 897/325

*Para o 2.0 16V 2002 aut. 

 

 



PENSE TAMBÉM EM UM...

 


Honda CR-V


Para quem faz questão de agilidade no trânsito, o CR-V se sai melhor, graças aos 147 cv de seu motor 2.0 16V. O espaço também é mais bem aproveitado tanto na cabine quanto no porta-malas de 404 litros. O jipe da Honda conta ainda com o recurso da abertura do vidro traseiro, que facilita a acomodação de sacolas pequenas. Apesar de os dois oferecerem câmbio automático, o CR-V leva desvantagem na posição da alavanca, que fica na coluna de direção, provocando esbarrões involuntários. O Honda oferece ainda ABS em todas as versões. O seguro também é mais barato, assim como o das peças de reposição, que também são mais fáceis de serem encontradas.

 



ONDE O BICHO PEGA

 


Cobertura do estepe - Com o tempo, surge uma folga entre a capa plástica que envolve o estepe e o suporte traseiro fixado na tampa do porta-malas. O problema aparece com mais frequência quando se roda em ruas mal pavimentadas ou de paralelepípedo.

Porta-luvas - A tampa pode apresentar dificuldades para fechar ou folgas na dobradiça, causando vibrações nas peças plásticas. Se esse for o caso, a dica é aplicar feltro adesivo no batente para eliminar o ruído.

Amortecedores dianteiros - Em alguns carros fabricados entre 2003 e 2007, podem surgir ruídos quando se trafega em pisos irregulares. A origem do problema é uma válvula interna do pistão cuja solução, segundo técnicos da marca, seria a troca do amortecedor. Se estiver fora da garantia de três anos, um novo vai custar 831 reais.

Suspensão - Barulhos vindos de um dos eixos podem ser indícios de folga excessiva ou desgaste da bucha da suspensão. Na dúvida, peça a um mecânico de confiança para avaliar a origem do problema.

Coxins - Caso o barulho não seja na suspensão, a segunda hipótese é um coxim do motor trincado. Em alguns carros, o desgaste dessa peça é maior devido ao uso em trilhas ou pisos mais acidentados. Um novo coxim vai custar 522 reais.

 



A VOZ DO DONO

 


“Um dos pontos que me fizeram optar pelo RAV4 é a confiabilidade dos veículos Toyota. Uso sem dó em terrenos sem pavimentação e na estrada. Além disso, sua tração integral permanente ajuda a ter estabilidade perfeita mesmo no asfalto. Em dois anos e meio que estou com ela, só precisei trocar o bico injetor. Mas custou 1 100 reais.”
Francisco Pereira, 40 anos, corretor de seguros, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“Ele é ágil nas retomadas, robusto, confortável e de extrema confiança. Nunca tive problemas com manutenção. A direção é precisa, ajudada pela tração nas quatro rodas.”
Marcos Zanolla, 45 anos, administrador de empresas, Joinville (SC)

O QUE EU ODEIO

“Mesmo sendo importado, acho caras as peças e a mão-de-obra. A falta de opção do motor a diesel e, em algumas versões, da marcha reduzida também me incomoda.”
Daniel Garcia, 38 anos, cirurgião-dentista, Divinópolis (MG)






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