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Carros | Usado do mês
Toyota Hilux SW4
Novembro 2010

Toyota Hilux SW4

Resistente e espaçoso, o SUV encara quanquer terreno, mas tome cuidado com o alto preço de seguro e peças

Por Fernando Garcia
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

O perfil de um proprietário de Hilux SW4 se conhece de longe: tem família grande, adora viajar cheio de bagagem e faz questão de ter um veículo 4x4 que aguente o tranco das piores estradas brasileiras, encare uma situação off-road com facilidade e não goste de frequentar em oficinas.

Sua vantagem é que ele pode se encaixar nos mais variados orçamentos. Por 29 000 reais compra-se um 1998 completo, com ar, direção, trio, ABS e airbag duplo. E não se assuste com a idade do veículo. De mecânica robusta e durável, carros mais rodados têm bom mercado e não são difíceis de achar em bom estado. Só fique de olho no alto preço das peças (mesmo no paralelo) e do seguro. Para um homem, 40 anos e morador em São Paulo, o valor para um modelo 2002 chega a 11 360 reais, quase o dobro do Pajero Sport do mesmo ano.

A confiabilidade mecânica é o ponto positivo mais elogiado por seus donos, sobretudo nas versões a diesel, cujos motores costumam passar dos 200 000 km sem apresentar muitos problemas. Porém lembre-se sempre de checar o kit de corrente do motor e principalmente se foram realizadas todas as trocas de óleos e filtros, através das notas fiscais ou do manual de manutenção.

O SW4 chegou ao Brasil em 1992, importado do Japão, com motor 2.8 diesel de 77 cv e V6 3.0 a gasolina de 170 cv. Vinha equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, toca-fitas, rodas de liga, trio elétrico, volante com regulagem de altura e tração 4x4 acionada por alavanca.

Em 1996, ganhou alterações na dianteira, acompanhadas de airbag duplo e novos motores: 3.0 turbodiesel de 116 cv, 3.4 V6 de 185 cv e 2.7 de 142 cv. O diferencial autoblocante chegaria dois anos depois, junto com os freios ABS (que eram de série na V6 e na diesel). Junto a essas mudanças, a frente do SW4 ficava mais encorpada, com novos faróis, capô, grade e para-choques.

Em 2003, a Toyota deixava de trazer o SW4 com a chegada do Land Cruiser Prado, mas em 2005 passou a ser importado novamente, dessa vez da Argentina, já com a cara atual, mais moderna, e com motor 3.0 diesel de 163 cv e 4x4 permanente, com câmbio manual ou automático.

 



FUJA DA ROUBADA

Como a retífica é cara, muitos donos acabam comprando um motor novo, às vezes sem nota fiscal. Para saber se o veículo está regular, ligue para a Toyota, passe o número do chassi e pegue a numeração do motor. Se não bater, desista da compra.

 

 



NÓS DISSEMOS
Março de 2001

 



“O Toyota é fácil de conduzir na cidade, apesar de seus 4,65 metros de comprimento, e se dá muito bem em estradas de terra. Sua suspensão com molas helicoidais nas quatro rodas (...) é bem calibrada para o uso mais leve. Porém, quando o trajeto é mais radical, a suspensão traseira acusa falta de curso. (...) Com altura livre do solo de 24 cm, o Toyota passa por cima de quase tudo. Como comparação, o Land Rover Defender 110, com seu conhecido destemor pelos terrenos acidentados, tem 21,5 cm.”

 



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

2.7 16V
1997: 28 102
1998: 24 409
1999: 32 150
2000: 36 810
2001:

3.4 V6
1997: 29 105
1998: 31 786
1999: 36 446
2000: 39 115
2001: 42 025

4x4 3.0 diesel
1997: 36 399
1998: 39 643
1999: 45 091
2000: 48 362
2001: 50 940

 

 



PREÇO DAS PEÇAS

Para-choque dianteiro
Original: 2 686
Paralelo: 1 000

Farol completo (cada um)
Original:
2 131
Paralelo: 418

Disco de freio dianteiro (par)
Original: 1 500
Paralelo: 900

Pastilha de freio dianteira (jogo)
Original: 466
Paralelo: 200

Retrovisor (cada um)
Original: 1 753
Paralelo: 680

Amortecedor (cada um)
Original: 346/155
Paralelo: 197/166

 

 



PENSE TAMBÉM EM UM...
Mitsubishi Pajero

 



Se você é daqueles que exigem bom acabamento, conforto e equipamentos num SUV, prefira um Pajero. Em algumas versões há até apliques de madeira no painel e volante, além de bancos de couro e detalhes como descansa-braços laterais, com porta copos integrados ao banco traseiro. Bússola eletrônica, inclinômetro e altímetro fazem parte do pacote de itens de série. Em nosso comparativo de agosto de 1998, superou Jeep Grand Cherokee, Nissan Pathfinder e a própria Toyota SW4 no quesito absorção das irregularidades do piso. Destaque para o estepe na traseira, mais fácil de acessar e que não rouba espaço do porta-malas.

 



ONDE O BICHO PEGA

 



Ruídos internos: Faça um testdrive em ruas de paralelepípedo para avaliar os ruídos que vêm do painel e dos bancos. Carros muito barulhentos denunciam que sofreram em condições extremas, às vezes até com passagem por trilhas pesadas de off-road.

Diferencial: Você está ouvindo um ronco que vem da parte inferior do carro? Provavelmente é o diferencial. Ele pode estar com alguma folga excessiva e, nesse caso, o conserto ou a troca vai custar pelo menos 2 000 reais.

Ar-condicionado: Se não estiver funcionando, pense duas vezes antes de comprá-lo, pois o conserto costuma ser salgado. São muito comuns vazamento do gás refrigerante ou ainda quebra do compressor. Para trocá-lo, você vai gastar mais de 1200 reais.

Discos de freio: Problema publicado na seção Autodefesa de setembro de 2009, os discos de freio costumam apresentar empenamentos devido a superaquecimento, dependendo do modo de condução ou do tipo de terreno em que o veículo costuma trafegar. Em caso de troca, um par de discos de freio vai custar 1500 reais.

 



A VOZ DO DONO

 



“Não tenho do que reclamar do meu carro, um SW4 modelo 1997. Costumo viajar bastante com a família, inclusive para outros países, e ele me agrada em tudo: oferece robustez, conforto e confiabilidade. Gosto tanto dessa linha da Toyota que já estou querendo trocá-lo por um modelo mais novo.”
Douglas Ribeiro, 51 anos, empresário, São Paulo, (SP)

O QUE EU ADORO

“É confortável, espaçoso, bonito. O motor turbodiesel 3.0 do meu SW4 1998 dá conta do recado. No porta-malas, há os dois bancos extras, que ajudam a transportar toda a família.”
Diógenes de Lima, 50 anos, arquiteto, Goiânia, (GO)

O QUE EU ODEIO

“Tenho um 2002 a gasolina e acho muito gastão, mesmo na estrada: faço entre 7 e 7,5 km/l. Além disso, acho que suas peças são muito caras, assim como o seguro.”
Ednei Figueiredo, 47 anos, comerciante, Betim, (MG)






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