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Carros | Usado do mês
Suzuki Jimny
Fevereiro 2011

Suzuki Jimny

O pequeno fora de estrada agrada pelo tamanho e robustez, mas tem suas limitações

Por Felipe Bitu
Lista de matérias por data:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA  

Criado para atender a limitações de espaço impostas pelo governo japonês para a concessão de determinados benefícios, o Suzuki Jimny cumpriu tão bem a função de utilitário urbano que virou sucesso no mundo, e no Brasil conquistou uma pequena comunidade de fãs.

Virtudes para essa admiração não faltam: o pequeno tamanho e o excesso de plásticos sugerem fragilidade, mas quem conhece o Jimny logo descobre que ele é uma evolução do jipe Samurai. A tração 4x4 e o chassi de longarinas sobre dois eixos rígidos o colocam na mesma categoria do Toyota Bandeirante, esbanjando uma rusticidade que só é suavizada por mimos como direção hidráulica e ar-condicionado. Ágil, econômico e fácil de estacionar, boa parte deles sequer viu lama, circulando só nos centros urbanos.

O Jimny chegou ao Brasil em 1998, com ar e direção de série. Era impulsionado pelo motor Suzuki G13BB, um 1 298 cm3 de alumínio, de 80,2 cv. Pode parecer pouco, mas o baixo peso (1 050 kg) faz com que tenha uma boa relação peso-potência. Em 2001, recebeu o Suzuki M13A, com 1 328 cm3 e 85 cv, agora com um duplo comando de válvulas acionado por corrente. Passava a ter dois pacotes de equipamentos: básico (com bancos de vinil e acabamento externo mais simples) e outro completo, com ar, direção, vidros elétricos, bancos de tecido e rodas de liga.

Mas o tamanho reduzido cobra seu preço: o conforto é suficiente para dois adultos e duas crianças, sem muito espaço para bagagem (103 litros de porta-malas). A tração 4x4 é exclusiva para estradas de terra: acioná-la no asfalto abrevia a vida útil dos componentes da transmissão. Mas graças à reduzida pode enfrentar trilhas que muitos 4x4 não se atreveriam.

O Jimny voltou a ser importado no fim de 2008 pela MMC, que representa a Mitsubishi no Brasil. O jipinho traz agora acionamento elétrico da tração 4x4 e da reduzida, mas a principal vantagem é o maior acesso a peças de reposição: o hiato de quase cinco anos da Suzuki dificultou um pouco a vida dos donos dos carros durante algum tempo, mas foi responsável pela surgimento de lojas e oficinas dedicadas a seus produtos.

 



FUJA DA ROUBADA

Cuidado com os preços. Um Jimny muito barato pode ser a versão básica. Sem seus opcionais, o Jimny deixa de ser um carro urbano interessante para se tornar apenas um 4x4 rústico e limitado, ideal apenas para jipeiros ou fazendeiros.

 

 



NÓS DISSEMOS
Outubro de 1998

 



“A sensação ao dirigi-lo é a mesma que sente quem conduz um Grand Cherokee. O motorista fica mais alto em relação aos outros carros e seguro ao enfrentar uma estrada de terra. A maior diferença, porém, está em seu tamanho: 3,62 metros de comprimento (…) O Jimny acelera mais rápido e ganha velocidade facilmente, gastando menos combustível que o Daihatsu Terios. Ele fez em média 9,94 km/l, contra 9,51 km/l do Terios. Quando o assunto é conforto/ergonomia (nível de ruído, visibilidade, número de portas e capacidade do porta-malas), o Jimny é mais silencioso e oferece melhor visibilidade.”

 



PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

1998:
23 688
1999: 24 536
2000: 25 492
2001: 26 641
2002: 27 866
2003: 28 922
2009: 44 042



PREÇO DAS PEÇAS

Para-choque dianteiro
Original:
1 020
Paralelo:

Farol completo (cada um)
Original:
480
Paralelo:

Retrovisor (cada um)
Original:
750
Paralelo:

Disco de freio (cada um)
Original:
200
Paralelo: 75

Pastilhas de freio (par)
Original:
250
Paralelo: 96

Amortecedor diant./tras. (cada um)
Original:
345/268
Paralelo:



PENSE TAMBÉM EM UM...
Lada Niva



A singularidade do Jimny acaba por fazer dele um produto quase sem similar no mercado, mas o que mais se aproxima dele em tamanho e proposta é o Lada Niva, que também atrai uma legião de seguidores. Apesar de diferente na estrutura monobloco e na suspensão dianteira independente, é um off-road competente, projetado para encarar as difíceis condições das estradas russas. Não oferece direção hidráulica e ar-condicionado, mas é dotado de um sistema de tração integral que permanece acionado o tempo todo – como no Land Rover Defender. Assim como o Jimny, seus fãs também desenvolveram uma série de macetes para encontrar peças e mão de obra especializada.



ONDE O BICHO PEGA



Sensor de rotação: nos motores M13A, o sensor de rotação do virabrequim costuma falhar, principalmente quando exposto a muita sujeira e umidade. Trata-se de um problema de difícil diagnóstico e que só é solucionado com a troca do sensor (425 reais), localizado atrás do alternador.

Caixa de transferência: a tração 4x4 é acionada através de uma corrente que fica dentro da caixa de transferência. Se a corrente estiver gasta, ela vai escapar e a tração dianteira não irá funcionar corretamente, problema que só é solucionado com a substituição da corrente, que custa 1 400 reais.

Suspensão: o Jimny tem dois eixos rígidos, fixos ao chassi por braços longitudinais. Se o embuchamento dos braços estiver gasto, o veículo apresentará ruídos na suspensão e uma vibração na direção entre 60 e 80 km/h, conhecida como “shimmy”. A troca das buchas, que custam 400 reais, resolve o problema.

Amortecedores: dada a falta de peças originais durante o tempo que a Suzuki ficou sem representação oficial, muitos proprietários decidiram improvisar com peças nacionais oriundas de outros veículos. Isso compromete o funcionamento da suspensão, pela carga e/ou curso inadequados dos amortecedores, que não foram projetados para o Jimny. Peça a ajuda de um mecânico para saber se houve algum tipo de dano ou desgaste irregular em função dessa adaptação.



A VOZ DO DONO



“Eu precisava de um carro pequeno para usar no dia a dia e acabei gostando muito do Suzuki Jimny. Ele é um carro bem prático e econômico, cabe em qualquer vaga e se iguala à minha picape Mitsubishi L200 em capacidade fora de estrada. A única reclamação vai para o barulho de vibração das portas e dos bancos.”
James Gomes da Silva, contador, 35 anos, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“O Jimny é pequeno e muito ágil na cidade, além de ter uma ótima capacidade em trilhas de terra. Oferece um ótimo desempenho no asfalto ou fora dele.”
Aluizio Berezovsky, 35 anos, engenheiro eletricista, Vila Velha (ES)

O QUE EU ODEIO

“As concessionárias não são bem preparadas. Disseram que eu poderia usar a tração 4x4 em dias chuvosos para ter mais aderência e acabei quebrando o diferencial.”
Carlos de Souza Almeida, 50 anos, engenheiro de produção, Rio de Janeiro (RJ)






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